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Comunidade do município do Bujari é atendida pelo Projeto Cidadão

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Edição também conta com o casamento coletivo de 52 casais. A cerimônia, que encerra a programação no Bujari, vai acontecer nesta sexta-feira, 10, às 10h, na quadra da própria escola.

Maria da Conceição Nunes, 67 anos, carrega no olhar a serenidade de quem já percorreu longos caminhos. Há cerca de oito anos, deixou a zona rural para viver na área central do município de Bujari, a 25 quilômetros de Rio Branco. Nesta quinta-feira, 9, foi uma das centenas de pessoas que chegaram à Escola Edmundo Pinto de Almeida Neto em busca dos atendimentos ofertados pelo Projeto Cidadão, do Tribunal de Justiça do Estado do Acre (TJAC).

Com passos tranquilos e a esperança renovada, trazia consigo certidões de nascimento e alguns poucos documentos para comprovar sua existência. Na sala do Instituto de Identificação da Polícia Civil, que é uma das instituições parceiras desde a criação do Projeto Cidadão, ela aguardava para solicitar a segunda via da carteira de identidade, após ter perdido quase tudo quando perdeu sua bolsa.

“Perdi quase todos os meus documentos quando perdi a minha bolsa. Agora estou aproveitando a ação para tirar a segunda via de alguns documentos. Está dando tudo certo”, contou, com um sorriso que mistura alívio e gratidão.

Mãe de doze filhos, avó de 25 netos e bisavó de oito, dona Maria é daquelas mulheres que fazem da família o seu maior patrimônio. Enquanto aguardava atendimento, os olhos brilhavam ao falar dos seus. “A família é grande demais. Não é toda vez que conseguimos reunir todos, mas quando é meu aniversário, é tudo lindo. Ganho presentes de todos. Então, fico com muitos presentes”, disse, orgulhosa.

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Do outro lado do corredor da escola, a dona de casa Ester Lopes buscava provar que viveu em uma área de terra já vendida por seu pai, na tentativa de garantir o direito à aposentadoria. Aproveitou também a oportunidade para esclarecer dúvidas sobre outros lotes que ainda aguardam regularização pelo Incra.

A angústia pela resolutividade da situação que se arrasta há anos transbordou em lágrimas diante dos servidores que a atenderam. Com paciência e de forma humanizada, os servidores explicaram cada etapa do procedimento necessário, acolhendo sua dor, o que a deixou esperançosa.

Além desses atendimentos, o Projeto Cidadão reuniu no Bujari serviços oferecidos pelo Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), o Tribunal Regional Eleitoral do Acre (TRE-AC), a Defensoria Pública do Estado do Acre (DPE/AC), o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), o Hospital de Amor, a Receita Federal, a Prefeitura de Bujari, o Cartório Decarli e o governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Mulher (Semulher), da Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre), da Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos (SEASDH), da Organização em Centros de Atendimento (OCA) e do Departamento Estadual de Trânsito (Detran). Além desses, a ação social contou com o apoio da Coordenadoria de Bem-Estar e Saúde (Cobes) do TJAC, em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde.

A coordenadora de Apoio a Programas Sociais (Coaps), Isnailda Silva, explicou que a ação, que aconteceu hoje e continua nesta sexta-feira, 10, oferece mais de cem serviços e tem como objetivo garantir às populações mais vulneráveis o acesso à documentação básica de forma rápida e gratuita.

“Uma das novidades no Projeto Cidadão é a parceria com o Detran, que está com ações educativas e explicações sobre a CNH Social; e o Hospital do Amor, que faz uma imersão no corpo humano, dicas de prevenção ao câncer de mama. Outra novidade é o ônibus da OCA. São diversos serviços e atendimentos públicos, oferecidos em parceria com instituições federais, estaduais, municipais e organizações não governamentais”, disse.

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Esta edição também conta com o casamento coletivo de 52 casais. A cerimônia, que encerra a programação no Bujari, vai acontecer nesta sexta-feira, 10, às 10h, na quadra da própria escola.

Para o prefeito do Bujari, João Teles, a ação no município é de grande importância para ajudar os mais necessitados. “Algumas vezes, a prefeitura não tem condições, então, o Projeto Cidadão ajuda bastante. É uma união em prol da comunidade. Agradecemos demais ao TJ Acre por essa iniciava”, comentou.

O Projeto Cidadão, além de garantir o acesso a serviços essenciais e fortalecer a cidadania, também impulsiona a economia local. É o caso da ambulante Maria Dulcinéia, de 47 anos, que há 12 anos trabalha com a venda de salgados no município.

Há seis anos instalada em frente à Escola Edmundo Pinto de Almeida Neto, ela viu o movimento crescer significativamente durante a ação. Mãe de três filhos, Maria conta que a renda da família depende das vendas e que, neste dia, precisou até reforçar o estoque para atender à demanda.

“A primeira leva dos salgados acabou muito rápido. Tivemos que pedir reposição. O movimento aumenta bastante, é uma renda extra. Gostei muito”, afirmou, satisfeita com o resultado do dia, que trouxe mais clientes e um alívio no orçamento doméstico.

Fotos: Gleilson Miranda/Secom TJAC

Fonte: Tribunal de Justiça – AC

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TJAC celebra 63 anos com inovação tecnológica, automatização de serviços e priorização do cidadão

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Celebrado nesta segunda-feira, 15, o aniversário de implantação do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) serve para relembrar que a instituição marca a história do estado, ao enfrentar os desafios e atender demandas de cada período, construindo um legado de proteção de direitos e garantias fundamentais

Talvez as mais visionárias e visionários na instalação do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) em 15 de junho de 1963, só pudessem ter fantasiado que,para promover a justiça no futuro, seriam necessárias ferramentas robóticas de automatização, conversar com um computador e utilizar sistemas digitais para auxiliar na pesquisa, no levantamento de jurisprudência e na tomada de decisões. Mas o que podia ser considerado ideia digna de filmes de ficção científica é a realidade do Poder Judiciário do Acre, que se orgulha de ser vanguarda e hoje celebra seu aniversário de 63 anos, mostrando a importância do emprego da tecnologia para colocar cada cidadã e cidadão em primeiro lugar.

O Acre foi elevado à categoria de Estado em 1962, mas a autonomia veio com a Constituição acreana em 1963, e com ela nasceu o TJAC. Contudo, a Justiça do Acre é mais antiga: tem 123 anos de existência nessas terras. Ela começou quando aqui ainda era Território, em 1903, após o Tratado de Petrópolis, que anexou o Acre ao Brasil. Nessa história, houve cinco organizações judiciárias até a configuração atual, com as Cidades da Justiça em Rio Branco e no Juruá e a presença do Judiciário em todos os 22 municípios.

Uma presença consolidada ao longo da história que teve e tem o objetivo principal de garantir direitos priorizando as pessoas, como enfatizou o atual presidente do TJAC, desembargador Laudivon Nogueira, 31º magistrado a comandar a instituição:

“Hoje celebramos 63 anos do Tribunal de Justiça do Acre no Estado. É a Justiça prestando um serviço a muitas gerações. Por isso, quero agradecer a cada juíza, juiz, servidora, servidor, colaboradora, colaborador pelos serviços prestados, pela dedicação na realização da Justiça, a entrega aos nossos cidadãos que buscam os nossos serviços. Eu quero reafirmar que a Justiça do Acre tem como valor fundamental a garantia de direitos e a priorização de cada cidadão e cidadã”.

No começo do TJAC, foram designados três desembargadores, os pioneiros: Paulo Ithamar Teixeira, José Lourenço Furtado Portugal e Mario Strano. Depois, vieram várias magistradas e vários magistrados de outros estados e naturais daqui, totalizando 41 desembargadores e desembargadoras até o momento, que tiveram o desejo de contribuir e deixar registrado na história do Judiciário estadual um legado de garantia de justiça. Isso sem mencionar as contribuições de 76 juízas e juízes e das mais de 2.400 pessoas na equipe, entre servidoras, servidores, colaboradoras, colaboradores, estagiárias e estagiários.

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Exemplos dessa atuação voltada para bem servir as pessoas foram: a instalação de comarcas em todas as cidades; a implantação do sistema de Juizados Especiais; a criação do Juizado de Trânsito para levar conciliação aos locais dos acidentes; a construção de sedes, especialmente na capital, que reúnem em um só lugar todas as unidades e varas, para facilitar o acesso ao cidadão e economizar com transporte e deslocamentos; o pioneirismo ao ser a primeira instituição estadual a adotar o Planejamento Estratégico como modelo de gestão; e a instalação de centros culturais para preservar a memória da Justiça acreana.

Aliado a isso, ainda existe o trabalho com programas sociais, como o Projeto Cidadão, que completou 30 anos de existência em 2025, e o programa Cidadania e Justiça na Escola, iniciado em 2012 e em funcionamento até hoje, inclusive nas cidades do interior. Além disso, o TJAC tem diversas iniciativas na área de sustentabilidade, com a gestão de duas Áreas de Preservação Permanente (APPs) e o Projeto Plantando o Futuro. Tem também um extenso trabalho no enfrentamento à violência doméstica e na proteção de crianças e adolescentes, assim como no enfrentamento ao estado inconstitucional dentro do sistema carcerário, com projetos que foram premiados pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em 2024 e 2025, na área de boas práticas de atendimento à população em situação de rua.

Mais recentemente, a atual gestão implantou o programa de Assistência à Saúde Mental, reunindo ações estruturadas de promoção, prevenção e acompanhamento psicológico. Pioneiro no país, o projeto incorpora tecnologia, inteligência artificial e metodologias inovadoras para oferecer suporte integral a magistrados, servidores e colaboradores, contribuindo para um ambiente de trabalho mais saudável, equilibrado e produtivo.

Outro avanço foi a reestruturação administrativa (Resolução n.° 331/2025), modernizando a organization interna do TJAC e integrando o Modelo de Excelência na Gestão (MEG). Mas um projeto que está ganhando destaque internacional, desenvolvido pelo tribunal, é o Humanize, que utiliza uma ferramenta de inteligência generativa para automatizar o controle de convencionalidade e, assim, melhorar o alinhamento de petições, decisões, votos e sentenças com os precedentes e opiniões consultivas da Corte Interamericana de Direitos Humanos (Corte IDH).

Essas e outras ações e conquistas comprovam o que as presidentes e os presidentes da Justiça do Acre sempre falaram e continuam falando: o Tribunal de Justiça do Acre é de pequeno porte, mas gosta de inovar e de mostrar que nessas terras as pessoas são precursoras e enfrentam desafios com a coragem que vem do sangue dos nordestinos, estrangeiros, povos indígenas e migrantes de outros estados, todas e todos construtores do único estado que lutou para ser brasileiro.

Desafios superados

Atender à demanda com velas, porque havia longas interrupções no fornecimento de energia no Estado; ser alvo de ameaças de pessoas que queriam cometer crimes com a emissão de certidões e registros cartorários; e atender comunidades indígenas na ponta do Brasil, no alto do Rio Moa, ponto mais ocidental do território brasileiro, são alguns dos desafios enfrentados e superados por quem faz o TJAC ser mais que uma instituição e tornar-se um sinal de presença da Justiça na vida das pessoas.

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Ao longo dos anos, no entanto, a Justiça acreana passou por transformações e, mesmo enfrentando desafios geográficos, restrições orçamentárias e o crescimento da criminalidade na região fronteiriça, avança na eficiência da prestação jurisdicional. As provas disso estão registradas na história do Judiciário estadual por meio das suas realizações.

Em 2020, o mundo enfrentou a pandemia global de covid-19, que ultrapassou 7 milhões de mortes; no Brasil, infelizmente, foram mais de 700 mil óbitos confirmados. Esse cenário exigiu ações de gestão para continuar promovendo os serviços básicos e atos de solidariedade para fortalecer o sistema de saúde em seu trabalho. As rotinas de trabalho foram adaptadas, com o estabelecimento do regime de teletrabalho. As audiências foram retomadas por meio de videoconferência e foi destinada grande parte dos recursos das penas pecuniárias para a área da saúde.

Entre os marcos ao longo da história do TJAC, destaca-se a digitalização de todos os processos judiciais, finalizada em 2013. O Acre foi um dos primeiros estados do país a realizar a tarefa. Agora, nessa gestão, foi implementado um novo sistema de tramitação de processos, com mais automatização, possibilidade de integração e ferramentas de inteligência generativa: o eproc. A ferramenta permite mais agilidade, automação, transparência e eficiência nos serviços prestados.

Primeiro lugar: cada cidadã e cidadão

Mas, nada disso é possível se não fossem as pessoas, sonhando, lutando enfrentando todas as probabilidades, muitas vezes negativas, para encontrar soluções criativas e humanas para entregar Justiça, nas condições mais adversas. Tanto que, o atual gestor do TJAC tem como lema “tudo que fazermos deve ser para colocar o cidadão no centro, as jurisdicionadas e os jurisdicionados devem vir em primeiro lugar”.

Para o magistrado, o aniversário de instalação do TJAC, celebrado nesta segunda, 15, é oportunidade para comemorar as conquistas e continuar avançando, afinal, “Sentenças e decisões judiciais cada vez mais interferem na gestão de políticas públicas afetando a vida das pessoas, que precisam de acesso à saúde, escola, segurança, moradia e melhoria das condições de vida. Consciente dessa missão, o Poder Judiciário do Acre trabalha e continuará trabalhando para garantir diretos, promovendo justiça e cidadania no estado”, comentou Nogueira

Fotos: Elisson Magalhães, Gleilson Miranda e acervo Secom/TJAC

Fonte: Tribunal de Justiça – AC

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