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TJAC promove projeto Infância Literária em alusão à Semana Nacional do Livro e da Biblioteca

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Atividade teve como objetivo estimular o hábito da leitura entre as crianças da Escola Luiz de Carvalho Fontenelle por meio de ações lúdicas e educativas

Em comemoração à Semana Nacional do Livro e da Biblioteca, celebrada de 23 a 29 de outubro, o Tribunal de Justiça do Acre (TJAC), por meio da Coordenadoria da Infância e Juventude (Coinj), realizou mais uma edição do projeto Infância Literária. A atividade ocorreu nesta terça-feira, 21, às 9h, no Palácio da Justiça, em Rio Branco, e reuniu dezenas de estudantes do 4º ano da Escola Luiz de Carvalho Fontenelle.

Criado em 2022, o projeto é realizado em parceria com a Secretaria de Educação (SEE) e a Fundação Elias Mansour (FEM). A iniciativa tem como objetivo democratizar o acesso ao livro, estimular o hábito da leitura entre crianças das escolas públicas de Rio Branco, ampliar o repertório literário dos alunos e fomentar a aprendizagem por meio da literatura.

Durante toda a manhã, os estudantes participaram de uma ampla programação. As atividades começaram com um tour guiado pelas dependências do Palácio da Justiça, que abriga um vasto acervo de objetos históricos do Judiciário acreano, incluindo vestimentas, apetrechos e decisões judiciais emblemáticas. Depois, as alunas e alunos assistiram à animação Gato de Botas 2: O Último Pedido.

“A leitura é um chamado à vida”

Na sequência, as crianças foram recepcionadas por autoridades do Judiciário. O presidente do TJAC, desembargador Laudivon Nogueira, compartilhou com as crianças a lembrança de seu primeiro contato com a literatura. “Eu estava procurando ali [na mesa] um livro que li quando tinha a idade de vocês: O Barquinho Amarelo, mas não achei. Foi com essa obra que eu comecei a escrever. Achei tão interessante que passei a ter gosto pela escrita”, recordou.

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O desembargador-presidente refletiu sobre a importância da leitura nos tempos atuais: “A leitura de um livro é um chamado à vida. Nós pensamos muito rápido com o uso da internet, mas, quando pegamos um livro, trazemos de volta o nosso fluxo real, de imaginar, de viver outras vidas. Compreendemos que vocês são o futuro do nosso país”.

Já a vice-presidente da Corte e coordenadora da Coinj, desembargadora Regina Ferrari, destacou o impacto transformador da leitura: “Cada livro que vocês leem, cada história que conhecerem, vai fazer de vocês pessoas mais sábias, inteligentes, fortes e corajosas para enfrentar os problemas e realizarem os vossos sonhos”, disse.

Estavam presentes também o corregedor-geral da Justiça, desembargador Nonato Maia; a subdefensora-geral Simone Santiago; a presidente da Associação dos Magistrados do Acre (Asmac), juíza Olivia Ribeiro; o secretário adjunto de Educação do Estado, Reginaldo Prates, a presidente da Comissão da Criança e do Adolescente na Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Acre (OAB/AC), Rose Figueiredo; as professoras Shirley Rodrigues e Suiane Silva; além das servidoras e servidores do TJAC.

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Programação cultural e incentivo à leitura

As meninas e meninos participaram ainda de diversas atividades lúdicas e educativas. As servidoras da Biblioteca Pública, Tânia Macoli e Jayne Kemeyle, apresentaram uma sessão de contação de histórias, com a declamação dos poemas “Mais respeito, eu sou criança”, de Pedro Bandeira, e “Três meninas”, da escritora Cecília Meireles, bem como narraram a fábula “O leão e o ratinho”, que ensina o valor das boas ações e da solidariedade. As crianças receberam lanches e livros infanto-juvenis, todos doados pelo Judiciário acreano.

Para a aluna Giovanna Ariulla, o projeto foi mais do que um momento de aprendizado: foi um passo importante em direção ao seu objetivo. “No ano passado, tivemos de desenhar o que queríamos ser quando crescer. A área do Direito sempre me chamou atenção. Coloquei que queria ser advogada, depois contei para o meu pai e ele me falou sobre ser defensor público. Mais tarde, falou sobre ser juíza, e isso me chamou tanto a atenção que virou meu sonho”, contou.

A professora Suiane Silva, que acompanhou os alunos, falou das ações desenvolvidas pela iniciativa:  “O dia de hoje foi muito especial. Fiquei muito feliz em trazer os alunos ao Palácio da Justiça. Tenho certeza de que, para todos eles, esse projeto será inesquecível”, concluiu.

Fotos: Gleilson Miranda/Secom TJAC

Fonte: Tribunal de Justiça – AC

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TJAC debate com instituições públicas sobre medidas integradas de prevenção da violência doméstica e familiar

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Encontro realizado no Tribunal de Contas do Estado do Acre (TCE-AC), nesta quarta-feira, 5, reuniu instituições públicas para dialogar sobre medidas de enfrentamento à violência doméstica e familiar, considerando fatores como raça, etnia, realidades sociais, contextos demográficos e outras questões específicas

Para debater caminhos que precisam ser adotados no enfrentamento à violência doméstica e familiar contra a mulher e também efetivar o artigo 8º da Lei Maria da Penha, que trata de medidas integradas na área, considerando as perspectivas de gênero, raça e etnia, representatives da Coordenadoria Estadual de Proteção às Mulheres em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cosiv) do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) participaram de um debate com instituições públicas, entidades e organizações sociais nesta quarta-feira, 5, no auditório do Tribunal de Contas do Estado do Acre (TCE-AC).

Afinal, em razão do racismo, mulheres negras sofrem mais formas de violência: em 2025, 65,1% das vítimas de feminicídio eram mulheres negras. A questão regional demonstra a disparidade na destinação orçamentária e na gestão de políticas públicas. Não à toa, no ano passado, o Acre ultrapassou o crescimento nacional de 2,6% em lesão corporal dolosa em contexto de violência doméstica, atingindo 21,1%, o maior do país, conforme o Anuário Brasileiro de Segurança Pública. Os dados comprovam a necessidade da elaboração de medidas diferenciadas para proteger mulheres que sofrem violência devido à cor da pele, às realidades sociais, ao contexto demográfico e a outras questões específicas.

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Com o objetivo de traçar diretrizes e elaborar ações operacionais para combater essas desigualdades, a Mesa de Diálogo “Estratégia de Implementação do artigo 8º da Lei Maria da Penha” foi realizada pela Associação de Mulheres Negras do Acre (MAN-AC), pelo TCE-AC e pela Escola de Contas Conselheiro Alcides Dutra de Lima, com a participação de integrantes de diversos órgãos públicos, conselhos e secretarias estaduais e municipais.

Para a juíza de direito Louise Kristina, coordenadora da Cosiv e auxiliar da Presidência do TJAC, é essencial que essas initiatives tenham seguimento. A magistrada ainda destacou os quatro eixos principais de atuação na área: realização de governança e integração da Rede de Proteção à Mulher; construção de dados, diagnósticos e monitoramento dessas informações; promoção de ações de educação, formação e prevenção; e iniciativas voltadas para que a comunicação sobre casos e dados não cometa novas formas de violência ou confirme preconceitos de gênero.

“Essas iniciativas não devem terminar, e sim ter seguimento. Então, temos eixos de atuação com quatro focos que precisam ser continuados. Nós, instituições, estamos ou não estamos comprometidas com a temática? Estamos ou não estamos interessadas em mudar essa realidade que vivenciamos hoje? Para isso, precisamos mapear nossas ações e saber o que estamos desenvolvendo e ter uma comunicação. Hoje, nossa comunicação é fragmentada. Cada instituição faz suas ações de forma isolada, e um ente não consegue saber o que o outro está fazendo e, às vezes, estamos fazendo a mesma coisa. Vamos unir nossos esforços em prol dessa causa”, convidou a magistrada.

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Fotos: Elisson Magalhães/Secom TJAC

Fonte: Tribunal de Justiça – AC

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