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Produtores com curso do SENAR-PR são premiados no Concurso Café Qualidade Paraná

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Os vencedores da 19º edição do Concurso Café Qualidade Paraná foram conhecidos no dia 25 de novembro. O evento promove a bebida e valoriza o cafeicultor paranaense. Neste ano, a premiação selecionou os três melhores lotes nas categorias: Café Natural, Cereja Descascado e Fermentação Induzida. No geral, 74 lotes de 24 municípios de todas as regiões produtoras do Estado estavam concorrendo. O Sistema FAEP/SENAR-PR é um dos patrocinadores do concurso.

Na categoria Fermentação Induzida, os campeões foram Tumoru Sera, de Congonhinhas; Lurdes Isabel Travalini Silva, de Curiúva; e Dilcivano Ribeiro Rodrigues, de Salto do Itararé. Os premiados com os melhores lotes na categoria Cereja Descascado foram Juarez Colatino de Barros, Júlio Cesar de Barros, ambos de São Jerônimo da Serra; e Pablo Ribeiro dos Santos, de Congonhinhas.

As mulheres foram destaque na premiação da categoria Café Natural. As vencedoras foram Solange Aparecida de Araújo, de Apucarana; Ariele Miranda Afonso, de Curiúva; e Eloir Inocência Nogueira de Souza, de Tomazina.

As provas foram realizadas no Laboratório de Qualidade do Café do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR Paraná), em Londrina. O concurso foi aberto a proprietários, meeiros e arrendatários.

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Cursos do SENAR-PR

Entre os vencedores, três já fizeram cursos do SENAR-PR na área de café: Dilcivano Ribeiro Rodrigues, Pablo Ribeiro dos Santos e Ariele Miranda Afonso. Ainda, o produtor Tumoru Sera é integrante da Comissão Técnica de Cafeicultura da FAEP.

O Sistema FAEP/SENAR-PR conta com uma série de capacitações voltadas para a cafeicultura, do manejo de pragas, plantio, podas, colheita, processamento, comercialização até a degustação. Todos os cursos são gratuitos e com certificados para os aprovados. Para conhecer as capacitações, basta acessar a seção Cursos no site www.sistemafaep.org.br.

Fonte: CNA Brasil

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AGRONEGÓCIO

Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos

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Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.

Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.

No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.

Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.

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O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.

No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.

Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.

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Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.

Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.

A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.

O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.

Fonte: Pensar Agro

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