AGRONEGÓCIO
Líderes rurais debatem desafios do setor agro na Paraíba
AGRONEGÓCIO

Lideranças rurais paraibanas estiveram reunidas hoje (26) na sede da Federação da Agricultura e Pecuária da Paraíba e debateram os principais desafios do segmento atualmente. O encontro foi híbrido e reuniu, tanto de forma remota quanto presencial, os presidentes dos Sindicatos rurais que integram a Faepa.
A questão do aumento da criminalidade no campo foi o tema que predominou durante o debate. Ele é transversal a todas as regiões do Estado e foi levantando por presidentes líderes do Brejo, Cariri, Sertão, por exemplo. Vários deles, com experiências pessoais de arrombamentos e furtos nas suas propriedades.
“Aqui em Conceição, temos relatos de furtos todas as semanas. Eu mesmo fui vítima, abateram dois animais meus e os levaram”, relatou o presidente do Vicente Fernandes.

O presidente da Faepa, Mário Borba, coordenou os trabalhos e informou que a Federação tem entrado em contato com as autoridades de segurança pública do Estado e tem repassado esse cenário para eles. Há, inclusive, a previsão de realização de um seminário para discussão de estratégias de combate a esse fenômeno.
“Desde 2018 a CNA tem atuado nessa frente. Nós já participamos desse debates desde então, e agora em dezembro vamos reunir delegados, secretários e comandantes de polícia. Nessa reunião, queremos mostrar modelos que já funcionam em outros Estados e também ouvir o que as forças de segurança tem a propor”, resumiu Borba.
Além da questão do combate a violência, os participantes também debateram a importância da assistência técnica oferecida pelo Senar aos produtores do interior. Houve ainda a sugestão para que a Faepa crie câmaras técnicas que debaterão os potenciais produtivos de cada região.
Agro Fraterno
Uma iniciativa que mereceu destaque e atenção de vários representantes foi a iniciativa de solidariedade chamada Agro Fraterno, que levou alimento para famílias rurais de dezenas de cidades do Estado. Os presidentes relataram a gratidão das pessoas que receberam as cestas básicas.
“Esse auxílio chegou em excelente hora e vários agricultores tem me procurado e agradecido demais”, resumiu o presidente do Sindicato Rural de Mãe d’Água, Nelson de Figueiredo.
Assessoria de Comunicação Sistema Faepa/Senar-PB
(83) 3048-6050 / (83) 3048-6073
facebook.com/faepasenarpb
instagram.com/faepasenarpb
twitter.com/faepasenarpb
youtube.com/faepasenarpb
senarpb.com.br
AGRONEGÓCIO
Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos
Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.
Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.
No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.
Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.
O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.
A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.
No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.
Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.
Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.
Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.
A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.
O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.
Fonte: Pensar Agro
-
ACRE3 dias atrásGoverno presta assistência a famílias atingidas por forte chuva em Rio Branco
-
ACRE2 dias atrásCom ações coordenadas, órgãos ambientais se reúnem para definir metas e acelerar o desenvolvimento sustentável no Acre
-
ACRE2 dias atrásGoverno do Estado garante apoio a famílias atingidas por enxurrada na Baixada da Sobral
-
ACRE4 dias atrásEstado investe R$ 8,5 milhões, supera desafios logísticos e inicia ano letivo da educação indígena
-
POLÍTICA4 dias atrásManoel Moraes destaca alcance social do Detran e destaca respeito entre governo e parlamento
-
ACRE3 dias atrásNovo chefe da Polícia Civil do Acre, Pedro Buzolin é entrevistado no GovCast
-
ACRE5 dias atrásMailza Assis confirma mudança na Polícia Civil do Acre e nomeia novo delegado-geral adjunto
-
POLÍTICA3 dias atrásMaria Antônia pede recuperação da BR-317, alerta para avanço da hanseníase e destaca revitalização do Parque da Maternidade


