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Parceria entre IFS e Embrapa para enfrentar pandemia tem reconhecimento do Sebrae
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A atuação da Embrapa Tabuleiros Costeiros (Aracaju, SE) em parceria com o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Sergipe (IFS) para enfrentamento da pandemia de Covid-19 teve reconhecimento do Sebrae – Sergipe.
Na cerimônia estadual do Prêmio Sebrae de Educação Empreendedora, realizada na noite de segunda (29), em Aracaju, o projeto liderado pelo IFS junto a parceiros para ações de prevenção e combate à Covid-19 ficou em segundo lugar na categoria Ensino Profissionalizante e Combate à Pandemia.
A Unidade da Embrapa firmou em abril de 2020 um contrato de parceria, por meio de edital, que garantiu a disponibilização de 600 litros de água desmineralizada ao IFS. A água fornecida, resultante de processos de purificação por osmose reversa no laboratório da Embrapa na capital sergipana, foi usada para produção, por vários agentes do instituto, de álcool em gel e líquido e água sanitária.
A quantidade fornecida rendeu cerca de 2 mil litros de produto final, que foi destinado a hospitais, asilos e creches comunitárias, para higiene pessoal e desinfecção de ambientes e redução dos riscos de transmissão do coronavírus. O Setor de Gestão de Laboratórios (SGL) da Unidade da Embrapa foi responsável pela produção e entrega os lotes de água filtrada ao IFS.
O supervisor do SGL da Embrapa Tabuleiros Costeiros, o analista Ricardo Coelho, representou a Embrapa na cerimônia. O coordenador do projeto pelo IFS, o professor José Augusto Andrade Filho, recebeu a premiação pelo instituto.
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Soja despenca em Chicago, trava negócios no Brasil e mantém preços estáveis no mercado físico
A forte desvalorização dos contratos futuros da soja na Bolsa de Chicago (CBOT) marcou o mercado ao longo da semana e contribuiu para a paralisação das negociações no Brasil. Mesmo com a valorização do dólar frente ao real, o recuo das cotações internacionais reduziu o interesse dos agentes do mercado e manteve a comercialização em ritmo lento nas principais regiões produtoras do país.
A combinação entre a queda expressiva em Chicago e o feriado da última quinta-feira diminuiu a liquidez do mercado brasileiro. Como resultado, os preços da oleaginosa permaneceram praticamente inalterados nos principais polos de comercialização.
Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos seguiu cotada a R$ 126,00 durante toda a semana. Em Cascavel (PR), o valor permaneceu em R$ 121,00 por saca. Já em Rondonópolis (MT), a referência ficou em R$ 110,00. No Porto de Paranaguá (PR), importante termômetro das exportações brasileiras, a cotação se manteve em R$ 132,00 por saca.
Chicago atinge menor nível desde fevereiro
Na Bolsa de Chicago, os contratos futuros da soja com vencimento em julho, os mais negociados do mercado, acumularam perdas superiores a 5% na semana. Na manhã desta sexta-feira (5), o contrato era negociado a US$ 11,26 por bushel, o menor patamar registrado desde o início de fevereiro.
A pressão baixista está diretamente relacionada aos fundamentos globais da oferta. As condições climáticas favoráveis nos Estados Unidos seguem beneficiando o desenvolvimento das lavouras, reforçando as expectativas de uma safra cheia na temporada 2026/27.
Além disso, o mercado já começa a revisar para cima as projeções de produtividade das lavouras norte-americanas. O cenário se soma às safras robustas colhidas recentemente por Brasil e Argentina, ampliando a disponibilidade global da commodity e aumentando a pressão sobre os preços internacionais.
Demanda chinesa ainda decepciona mercado
Pelo lado da demanda, os investidores seguem atentos ao comportamento das importações chinesas. Apesar do acordo comercial firmado entre China e Estados Unidos em maio, o mercado ainda não observa uma retomada consistente das compras chinesas de soja norte-americana.
A ausência desse movimento limita o potencial de recuperação das cotações e reforça o ambiente de cautela entre os participantes do mercado internacional.
Relatório do USDA e tensão geopolítica seguem no radar
Nas próximas semanas, dois fatores devem continuar influenciando os preços da soja.
O primeiro é o relatório mensal de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que será divulgado na próxima quinta-feira, dia 11. O documento poderá trazer novas revisões para produção, estoques e exportações da oleaginosa.
O segundo fator é a escalada das tensões no Oriente Médio, que continua gerando volatilidade nos mercados financeiros e energéticos. O impacto sobre os preços do petróleo e o comportamento dos investidores permanecem no centro das atenções.
Dólar sobe, mas não consegue compensar perdas externas
No mercado cambial, o dólar apresentou valorização ao longo da semana, impulsionado pelas incertezas geopolíticas, preocupações com a inflação global e pela expectativa de manutenção dos juros elevados nos Estados Unidos.
A moeda norte-americana avançou cerca de 1,4% frente ao real no período, voltando ao patamar de R$ 5,12.
Apesar do movimento favorável para as exportações brasileiras, a alta do câmbio não foi suficiente para neutralizar o impacto negativo provocado pela forte queda das cotações em Chicago, mantendo o mercado doméstico praticamente paralisado e com poucas alterações nos preços da soja.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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