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Coreia do Norte dispara 23 mísseis e atinge costa sul-coreana pela primeira vez desde a separação

Projétil caiu em uma fronteira marítima intercoreana disputada e o presidente sul-coreano classificou o ataque como invasão territorial.

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A Coreia do Norte continua a testar mísseis balísticos apesar de várias resoluções do Conselho de Segurança das Nações Unidas - KCNA via REUTERS

Nesta quarta-feira, 2, a Coreia do Norte disparou pelo menos 23 mísseis no mar em um teste de balística e um dos projéteis caiu a menos de 60 quilômetros da costa da Coreia do Sul. Essa é a primeira vez que um míssil balístico aterrorizou perto das águas da região sul-coreana desde que o território foi dividido em 1945. O míssil caiu fora das águas da Coreia do Sul, mas ao sul da Linha do Limite Norte (NLL), uma fronteira marítima intercoreana disputada. O teste também marca o maior número de mísseis disparados pelo Norte em um único dia. Em resposta, a Coreia do Sul emitiu raros alertas de ataque aéreo e lançou seus próprios mísseis. O presidente sul-coreano, Yoon Suk-yeol, descreveu a situação como “invasão territorial”. Como o projétil não pousou no território, mas na Zona Econômica Exclusiva sob jurisdição da Coreia do Sul, ele não podia ser interceptado. A Coreia do Norte também disparou mais de 100 tiros de artilharia de sua costa leste em uma zona de proteção militar estabelecida em um acordo militar com o Sul. Os disparos violam um acordo de 2018 que proíbe atos hostis em áreas de fronteira. A Coreia do Norte testou um número recorde de mísseis este ano, e autoridades internacionais apontam que o país completou os preparativos técnicos para realizar um teste de arma nuclear pela primeira vez desde 2017. Os lançamentos ocorreram poucas horas depois que Kim Jong-un exigiu que os Estados Unidos e a Coreia do Sul interrompam os exercícios militares em larga escala, dizendo que tal “imprudência e provocação militar não podem mais ser toleradas”. A Coreia do Norte, que há anos busca programas de mísseis e nucleares em desafio às sanções da ONU, disse que uma recente enxurrada de lançamentos foi em resposta a exercícios das duas nações. O porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, Ned Price, disse que os exercícios eram “puramente defensivos por natureza” e que os Estados Unidos deixaram claro para a Coreia do Norte que não tinham intenções hostis.

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*Com informações da agência Reuters

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Suspensão de voos nos EUA provoca impacto pontual no Brasil

A companhia aérea Azul registrou atrasos na decolagem de alguns voos, enquanto os voos da Gol e da Latam Brasil partiram no horário previsto.

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BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O caos aéreo registrado na manhã desta quarta-feira (11) nos Estados Unidos, onde todas as companhias aéreas tiveram que suspender decolagens das 9h às 11h (horário de Brasília) após uma falha em um sistema, surtiu efeitos pontuais no Brasil.

A companhia aérea Azul registrou atrasos na decolagem de alguns voos, enquanto os voos da Gol e da Latam Brasil partiram no horário previsto.

Cerca de 4.000 voos sofreram atrasos nesta manhã nos Estados Unidos, segundo o site de rastreamento FlightAware. Outros 600 domésticos e internacionais teriam sido cancelados.

“A Azul informa que em virtude de problemas no sistema da Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos da América registrado esta manhã, os voos AD 8703 (Fort Lauderdale-Viracopos) e AD 8709 (Orlando-Viracopos) sofreram atrasos na decolagem”, informou a companhia aérea, em nota.

“A Azul destaca que o sistema da FAA [autoridade aérea americana] foi normalizado ainda pela manhã e o embarque de clientes retomado logo em seguida”, disse. A companhia opera dois voos diários para a Flórida e dois voos diários para Orlando, partindo do aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP).

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Também por meio da sua assessoria de imprensa, a Latam Brasil informou que as suas rotas estão operando normalmente. O voo LA8195 (Miami-São Paulo/Guarulhos) decolou nesta manhã sem atraso, segundo a companhia. A aérea opera 28 voos por semana entre Brasil e Estados Unidos, com destino a Miami, Nova York, Boston e Orlando.

Já a Gol -que realiza voos diários entre Brasília e Miami, e Brasília e Orlando- informou que os dois voos que partiram do Brasil na manhã desta quarta estavam no horário e não houve mudanças. Ambos os voos têm o seu retorno para a capital federal dentro do previsto.

Segundo a Gol, para a alta temporada, até 31 de janeiro, foram incluídas mais três operações por semana entre Brasília e Orlando, totalizando dez voos semanais nesta rota.

No primeiro trimestre de 2022, os Estados Unidos foram o segundo principal destino de viagem dos brasileiros, só atrás da Europa, de acordo com a Abav (Associação Brasileira de Agências de Viagens).

Segundo a instituição, até a manhã desta quarta, não havia manifestações de passageiros brasileiros no território americano com dificuldades de retornar ao país.

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A Administração Federal de Aviação americana (FAA, na sigla em inglês) informou nesta manhã, no seu perfil no Twitter, que “operações de tráfego aéreo estão sendo retomadas gradualmente nos EUA após uma interrupção noturna no sistema de aviso às missões aéreas que fornece informações de segurança para tripulações de voo. O impedimento de decolagens foi suspenso.”

A Casa Branca afirmou que não há evidências de ataque cibernético.

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