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Política também marcou trajetória de Pelé

Símbolo do futebol brasileiro, ele recebeu críticas por não se opor à ditadura. O governo fez uso político do esporte –e da campanha na Copa de 1970– para estimular o sentimento de patriotismo em favor do regime.

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Edson Arantes do Nascimento, o Pelé, viu sua trajetória se misturar à política, embora tenha evitado o tema em alguns momentos.

Símbolo do futebol brasileiro, ele recebeu críticas por não se opor à ditadura. O governo fez uso político do esporte –e da campanha na Copa de 1970– para estimular o sentimento de patriotismo em favor do regime.

“Se eu dissesse que não sabia, estaria mentindo. Mas era difícil saber o que era verdade e o que era mentira”, disse o atleta ao documentário “Pelé”, lançado em 2021 pela Netflix, sobre o conhecimento que tinha dos abusos cometidos.

Ele foi ainda ministro dos Esportes de 1995 a 1998, na gestão Fernando Henrique Cardoso (PSDB). Levou como bandeira a modernização do futebol e a garantia dos direitos trabalhistas dos atletas profissionais.

Jogador e empresário, Pelé começou a carreira no Santos, disputou sua primeira Copa do Mundo aos 16 anos e ganhou três mundiais pela seleção brasileira.

Reverenciado dentro e fora das quadras, ele participou de encontros com diferentes presidentes do Brasil.

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O craque esteve ao lado de Juscelino Kubitschek quando a seleção conquistou a Copa de 1958, a primeira do Brasil, disputada na Suécia. Pelé encontrou-se com o chefe do Executivo no Palácio do Catete, no Rio de Janeiro.

Em 1962, o ex-jogador esteve com o presidente João Goulart. Ao lado do ponta-direita Garrincha, o mandatário posou para foto segurando a taça Jules Rimet.

Em 1966, acompanhado de João Havelange, o ex-jogador apertou a mão do presidente Humberto de Alencar Castello Branco no Palácio das Laranjeiras, no Rio de Janeiro. À época, a delegação brasileira foi recebida pelo chefe do executivo antes de disputar o mundial em Londres.

Quando o Brasil conquistou a Copa de 1970, Pelé levantou a taça ao lado do presidente militar Emílio Garrastazu Médici.

Em 1977, o craque foi condecorado pelo presidente Ernesto Geisel com a Grã-Cruz do Mérito Desportivo.

O ex-jogador também esteve com João Baptista Figueiredo, o último presidente da ditadura, cujo mandato se estendeu de 1979 a 1985.

Em encontro com José Sarney, em 1987, Pelé posou para foto segurando a Estatueta da Paz que recebeu do Rei Juan Carlos da Espanha. À época, o craque era embaixador do Turismo Brasileiro.

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Em 1991, o craque foi homenageado com a Ordem Nacional do Mérito por Fernando Collor de Mello, no Palácio do Planalto. Dois anos depois, em 1993, Pelé foi recebido pelo presidente Itamar Franco, também em Brasília.

O ex-jogador foi ministro do Esporte durante o governo de Fernando Henrique Cardoso. Na função, ficou cerca de três anos. Pelé levou como bandeira de sua gestão a modernização do futebol e a garantia dos direitos trabalhistas dos atletas profissionais.

Em 2008, o craque e outros jogadores campeões da Copa de 1958 receberam uma homenagem das mãos do presidente Lula.

Em 2013, o craque esteve ao lado de Dilma Rousseff durante abertura da 79ª Expozebu, em Uberaba (MG).

Cinco anos depois, em 2018, no Fórum Econômico Mundial, Pelé participou da abertura do evento ao lado do então presidente da República, Michel Temer, e do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin.

 

 

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Corinthians reage no segundo tempo, empata com Estudiantes e deixa decisão aberta na Libertadores

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O Corinthians arrancou um empate por 1 a 1 com o Estudiantes na noite desta quarta-feira, no Estádio Jorge Luis Hirschi, em La Plata, na Argentina, pelo jogo de ida das quartas de final da Copa Libertadores. Castro marcou para os argentinos no início da partida, mas Kaio César igualou o placar na etapa final. Nos minutos finais, Hugo Souza fez uma defesa decisiva e evitou a derrota do Timão.

Com o resultado, a disputa pela vaga nas semifinais permanece indefinida. O confronto de volta será realizado na próxima quarta-feira, às 21h30 (de Brasília), na Neo Química Arena, em São Paulo. Quem vencer avançará à próxima fase. Em caso de novo empate, a classificação será decidida nos pênaltis.

O vencedor enfrentará nas semifinais quem levar a melhor no duelo entre Flamengo e Independiente del Valle, do Equador.

O jogo

O Estudiantes abriu o placar logo aos três minutos. Após cobrança de escanteio para a segunda trave, Carrillo cabeceou firme e obrigou Hugo Souza a defender parcialmente. No rebote, Castro apareceu livre e apenas empurrou a bola para o gol.

Depois de sofrer o gol, o Corinthians tentou controlar mais a posse e construir as jogadas desde a defesa, mas encontrou dificuldades para ameaçar o goleiro Muslera. O time argentino voltou a levar perigo aos 28 minutos, novamente em uma jogada aérea de Carrillo após cobrança de escanteio, mas Hugo Souza fez a defesa.

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Aos 36 minutos, o Estudiantes quase ampliou em uma cobrança de escanteio fechada. Rodríguez bateu com efeito e tentou marcar um gol olímpico, mas o goleiro corintiano conseguiu afastar a bola com um soco.

O Corinthians voltou mais organizado para o segundo tempo e empatou logo aos três minutos. Garro avançou pelo meio e lançou Kaio César nas costas da defesa. O atacante entrou na área, ficou cara a cara com Muslera e tocou na saída do goleiro para deixar tudo igual.

O gol mudou o ritmo da partida. O Corinthians passou a competir melhor no meio-campo e reduziu os espaços para o Estudiantes, que teve dificuldades para criar novas oportunidades.

Aos 47 minutos, porém, os donos da casa ficaram muito perto de marcar o segundo. Cetré cruzou para a área e Correa desviou de cabeça, buscando o canto. Hugo Souza se esticou e fez uma grande defesa, garantindo o empate corintiano em território argentino.

Antes do jogo decisivo pela Libertadores, o Estudiantes enfrenta o Platense no sábado (12), às 14h45 (de Brasília), pelo Campeonato Argentino. A partida será novamente no Estádio Jorge Luis Hirschi.

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O Corinthians volta a campo no domingo (13), às 17h30, contra o Flamengo, no Maracanã, no Rio de Janeiro, pela 27ª rodada do Campeonato Brasileiro.

FICHA TÉCNICA

Estudiantes 1 x 1 Corinthians

Competição Libertadores — quartas de final
Local Estádio Jorge Luis Hirschi, em La Plata (ARG)
Data 9 de setembro de 2026, quarta-feira
Horário 21h30, de Brasília
Cartões amarelos Corinthians: Angileri, Kaio César, Breno Bidon e Gustavo Henrique. Estudiantes: Carrillo, Benedetti e Mancuso
Cartões vermelhos Nenhum
Gols Castro, aos 3 minutos do primeiro tempo, para o Estudiantes; Kaio César, aos 3 minutos do segundo tempo, para o Corinthians
Arbitragem Árbitro: Esteban Ostojuch (URU). Assistentes: Martín Soppi (URU) e Pablo Llarena (URU). VAR: Antonio García (URU)
Estudiantes Muslera; Mancuso, Nuñez, González Pirez e Benedetti (Meza); Rodríguez (Pérez), Piovi (Elías) e Castro; Correa, Carrillo e Tobio Burgos (Cetré). Técnico: Alexander Cacique Medina
Corinthians Hugo Souza; Matheuzinho, Gabriel Paulista, Gustavo Henrique e Matheus Bidu; Allan, Carrillo (Charles), Breno Bidon e Garro (Matheus Pereira); Memphis Depay (Pedro Raul) e Kaio César. Técnico: Fernando Diniz

Fonte: Esportes

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