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“União Estratégica de Parlamentares e Senador Petecão Marcam Avanço para Superar Crise Aérea no Acre”**

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Em um exemplo de colaboração interinstitucional, o Senador Sergião Petecão conseguiu uma vitória significativa para o Estado do Acre, ao garantir uma agenda com o Ministro de Portos e Aeroportos, Marcio França. Essa conquista, aconteceu decorrente ao esforço conjunto da Assembleia Legislativa do Estado do Acre e do Congresso Nacional, e representa um passo crucial para abordar a crise aérea que assola o estado do Acre.

A iniciativa, liderada pelo Presidente da Assembleia Legislativa, Luiz Gonzaga, e pelo Primeiro Secretário, Nicolau Junior, demonstra a força da atuação coordenada entre as esferas legislativas. A união entre os deputados e o Senador Petecão culminou na vinda do Ministro Marcio França ao Acre em participar de uma audiência pública para discutir os desafios enfrentados pela crise aérea que vive o estado do Acre.

“É muito bom ver essa união entre a Assembleia Legislativa e o Congresso Nacional. A coletiva de imprensa realizada pelos parlamentares acreanos, liderada pelos Deputado Gonzaga e Nicolau e outros colegas, foi um marco que conduziu a esse avanço significativo”, afirmou o Senador Petecão.

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O engajamento da Mesa Diretora e de todos os parlamentares reflete a dedicação em solucionar a crise aérea do Acre. O Senador Petecão manifestou seu compromisso em trazer representantes da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) e das empresas aéreas para participar da audiência pública. A cooperação entre as partes promete ser uma força impulsionadora para a resolução desse impasse.

A notícia da audiência com o Ministro Marcio França foi anunciada ontem, quando o Senador Petecão entrou em contato com o Deputado Nicolau Junior, informando sobre o agendamento da audiência. “Estamos muito satisfeitos por termos obtido sucesso nesse esforço conjunto. Agradeço ao Senador Petecão por ter aceitado o nosso pedido e por seu empenho incansável em trazer o Ministro ao Acre para discutir essa questão vital”, ressaltou o Deputado Nicolau Junior.

A expectativa é que a audiência pública, a ser realizada na Assembleia Legislativa, proporcione um ambiente propício para debater estratégias e soluções para a crise aérea que afeta o Estado. A presença do Ministro Marcio França e a oportunidade de interação direta entre as partes interessadas são vistas como um passo importante para encontrar uma resolução efetiva.

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O Acre se prepara para receber essa audiência pública com otimismo, confiando que a colaboração entre parlamentares e a determinação do Senador Petecão resultarão em medidas concretas para superar a crise aérea e promover o desenvolvimento sustentável da região.

Fonte: ASCOM ALEAC

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Povo Noke Koî preserva tradição do kambô e fortalece proteção da floresta no Acre

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Na Amazônia acreana, em Cruzeiro do Sul, onde a floresta permanece em pé graças à relação ancestral entre os povos indígenas e a natureza, o povo Noke Koî mantém viva uma das mais importantes medicinas tradicionais da floresta: o kambô, conhecimento sagrado transmitido pelos ancestrais há gerações.

Conhecida como “vacina do sapo”, a prática indígena utiliza a secreção da rã, aplicada em pequenas queimaduras na pele (geralmente braço ou perna) com o objetivo de revigorar o corpo e curar doenças. Para os Noke Koî da aldeia Sumaúma, muito mais do que medicina tradicional e cura física; ela simboliza proteção espiritual, fortalecimento do corpo, equilíbrio emocional e conexão com a natureza.

Sapo de cor verde brilhante vive principalmente na selva amazônica do Acre. Foto: Cleiton Lopes/Secom

O cacique Mõcha Noke Koî explica que o kambô é um ensinamento ancestral deixado pelos antigos e guiado pelo grande espírito.

“Para nós, o kambô é uma medicina sagrada ensinada pelo grande espírito. Ele traz força, coragem, alegria e limpa o pensamento e a espiritualidade. Desde as crianças pequenas, nosso povo utiliza o kambô como proteção espiritual e fortalecimento do corpo. É uma energia muito forte que vem da floresta e do espírito da medicina”, relata.

Cacique Mõcha Noke Koî segura o animal demonstrando respeito. Foto: Cleiton Lopes/Secom

Segundo o cacique, o conhecimento sobre a aplicação da medicina atravessa gerações e carrega um profundo compromisso de respeito à natureza.

“A medicina kambô é espírito de proteção. Desde o surgimento, nossos bisavôs e tataravôs preservam, cuidam e respeitam essa medicina. Não é só o kambô. Preservar o kambô é preservar a Amazônia, preservar as plantas, a vida e o planeta. O kambô vive perto das nossas casas porque nosso povo protege e respeita a natureza e a criação do grande espírito”, afirma.

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Preservação da floresta está diretamente ligada à continuidade da medicina ancestral. Foto: Cleiton Lopes/Secom

Para os Noke Koî, a preservação da floresta está diretamente ligada à continuidade da medicina ancestral. A retirada da secreção do kambô acontece sem causar danos ao animal, reforçando uma relação de equilíbrio com a biodiversidade amazônica.

Mõcha alerta ainda para o uso inadequado da medicina fora dos territórios indígenas e destaca a importância do conhecimento tradicional para a aplicação correta do kambô.

“Hoje muita gente no mundo usa o kambô, mas sem preparo e sem conhecer a tradição. A medicina não é brincadeira. A gente pode brincar com a medicina, mas a medicina não brinca com a gente. Nosso povo aprendeu com o espírito da medicina a maneira correta de aplicar. Por isso respeitamos e preservamos esse conhecimento ancestral”, destaca.

Primeiro Festival Noke Koî – União dos Povos. Foto: Cleiton Lopes/Secom

De acordo com o cacique, entre os Noke Koî, o kambô faz parte da formação espiritual e cultural do povo desde a infância. Os ensinamentos tradicionais orientam a aplicação da medicina em homens, mulheres e crianças, sempre conduzida por pajés e curandeiros preparados espiritualmente.

Brincadeiras do Festival Noke Koî. Foto: Cleiton Lopes/Secom

A secretária extraordinária dos Povos Indígenas do Acre, Francisca Arara, ressalta que o kambô integra um conjunto de conhecimentos ancestrais utilizados historicamente pelos povos indígenas muito antes da medicina farmacêutica chegar às aldeias.

Titular da Secretaria de Povos Indígenas do Acre, Francisca Arara destaca que a medicina tradicional está ligada à preservação das matas.  Foto: Cleiton Lopes/Secom

“Os povos indígenas, desde a origem, utilizam muitos conhecimentos tradicionais para cura e fortalecimento espiritual. Um deles é o kambô, que no nosso povo também chamamos de kampô, por conta da língua Pano. Minha mãe conta que meu avô utilizava o kampô para tirar a preguiça, o cansaço e fortalecer os homens antes da caça. Era uma forma de limpar as energias ruins e fortalecer o corpo e o espírito”, explica.

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Francisca também destaca que a medicina tradicional está diretamente ligada à preservação da fauna e da floresta amazônica.

“Ninguém mata esse sapo. Nosso povo protege, porque ele faz parte da nossa ciência ancestral. Além da medicina, ele também avisa sobre a mudança do tempo, quando chegam o inverno e o verão. Por isso é muito importante preservar a fauna, a flora e os animais da floresta. O kampô é uma cura espiritual, para tirar tudo que é ruim de dentro da gente”, afirma.

Preservar o kambô, para os povos indígenas do Acre é manter viva uma sabedoria ancestral. Foto: Cleiton Lopes/Secom

Em um estado reconhecido pela preservação ambiental, com mais de 84% das floresta nativa intacta, os conhecimentos indígenas seguem sendo fundamentais para a proteção da Amazônia. Nas aldeias acreanas, tradição, espiritualidade e sustentabilidade caminham juntas.

Povos indígenas do Acre contribuem para a preservação da floresta em pé. Foto: Cleiton Lopes/Secom

Em cada ritual, canto e ensinamento repassado pelos anciãos, o povo Noke Koî reafirma que a floresta não é apenas território: é espírito, memória e vida. Preservar o kambô, para eles, é manter viva uma sabedoria ancestral que continua ensinando ao mundo sobre cuidado, equilíbrio e respeito à natureza.

Fonte: Governo AC

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