AGRONEGÓCIO
Alimentos enlatados: aliados da saúde, praticidade e sustentabilidade ambiental
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Muito além da praticidade e da longa durabilidade, os alimentos enlatados são opções nutritivas e acessíveis para quem busca uma alimentação equilibrada. O processo de envase, que pode ocorrer a quente e envolve cozimento e esterilização dentro da própria lata, preserva vitaminas, minerais e sabor dos produtos, além de garantir segurança ao impedir a proliferação de microrganismos e a exposição à luz.
Benefícios nutricionais comparáveis aos alimentos frescos
Diferentemente do que muitos pensam, vegetais e leguminosas enlatados — como milho, ervilha, feijão e grão-de-bico — mantêm níveis nutricionais muito próximos às versões frescas. Além disso, esses produtos prontos para consumo evitam desperdícios e facilitam o preparo das refeições.
Exemplos práticos de alimentos enlatados nutritivos
- Atum enlatado: fonte rica em proteína magra e ômega-3, nutrientes importantes para a saúde cardiovascular.
- Tomate pelado: contém licopeno, antioxidante que ajuda na prevenção de doenças crônicas, ideal para molhos saudáveis.
- Milho enlatado: preserva fibras e antioxidantes, sendo prático para saladas, tortas e refogados.
Controle do sódio e redução do desperdício
Muitos produtos enlatados apresentam baixo teor de sódio e podem ser escorridos e lavados antes do consumo, diminuindo ainda mais a quantidade de sal na alimentação. Isso torna os enlatados uma opção segura e saudável para diferentes perfis de consumidores.
Sustentabilidade: embalagem 100% reciclável e reutilizável
A embalagem de aço das latas é totalmente reciclável e pode ser reutilizada infinitamente, contribuindo diretamente para a economia circular e a sustentabilidade do planeta. Isso transforma os alimentos enlatados em uma escolha consciente, que alia nutrição, praticidade e responsabilidade ambiental.
Considerações da Abeaço sobre o consumo consciente
Para Thais Fagury, presidente executiva da Associação Brasileira de Embalagem de Aço (Abeaço), “Adotar alimentos enlatados na rotina alimentar é uma forma acessível, segura e nutritiva de incluir vegetais e proteínas essenciais, especialmente onde o acesso a produtos frescos é limitado. Valorizar a lata é valorizar a nutrição, a economia doméstica e o meio ambiente.”
Consumo de enlatados como apoio à economia circular
Ao optar por alimentos enlatados, o consumidor fortalece a economia circular, garante refeições nutritivas e colabora para um futuro em que saúde, sustentabilidade e conveniência caminham juntas.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos
Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.
Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.
No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.
Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.
O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.
A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.
No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.
Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.
Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.
Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.
A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.
O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.
Fonte: Pensar Agro
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