AGRONEGÓCIO
Mercado de olericultura aquecido aumenta demanda por tratores e soluções mecanizadas na agricultura familiar
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Olericultura brasileira em crescimento
O setor de olericultura no Brasil apresentou movimentação intensa entre janeiro e outubro de 2025, segundo dados do Programa Brasileiro de Modernização do Mercado Hortigranjeiro, da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
O volume total de hortigranjeiros comercializado nas principais centrais de abastecimento atingiu 5,59 milhões de toneladas, representando alta de 1,3% em relação ao mesmo período de 2024. No segmento de frutas, os embarques para o exterior cresceram 25,1%, totalizando 998,2 mil toneladas, impulsionando a cadeia produtiva nacional.
Esse cenário impacta diretamente o ciclo de hortaliças de verão, como melancia, pimentão e tomate, além de considerar produções regionais específicas, como beterraba no Sul e melões no Nordeste.
Tecnificação como estratégia de produtividade
Diante do crescimento do setor, pequenos e médios produtores têm investido na tecnificação das lavouras para aumentar eficiência no campo e reduzir a dependência de mão-de-obra intensiva. A Agritech, referência nacional em soluções para a agricultura familiar, tem oferecido equipamentos que atendem às demandas de cultivo e manejo, garantindo versatilidade e produtividade.
Tratores 1155 Plus: versatilidade e eficiência
O gerente de Vendas e Marketing da Agritech, César Roberto Guimarães de Oliveira, ressalta que o modelo 1155 Plus atende a diferentes culturas, incluindo cafeeiro, parreira, arrozeiro e hortaliças, com até 49 variações de aplicação.
O equipamento possui motor de 42 cv, alavanca de câmbio lateral e capacidade hidráulica de 1.500 kg. Seu raio de giro reduzido de 2.250 mm garante agilidade em espaços limitados, otimizando manobras e operações em pequenas áreas.
“A linha 1155 é uma ferramenta versátil que atende às necessidades da agricultura familiar, otimizando a mão-de-obra e trazendo retorno ao produtor em rentabilidade e aumento da produtividade”, afirma Oliveira.
Trator 1185 Fruteiro: precisão na fruticultura
Lançado em agosto de 2025, o 1185 Fruteiro foi desenvolvido para o segmento de fruticultura, que exige equipamentos com características técnicas específicas.
O modelo permite o acoplamento de pulverizadores com diâmetros de turbina e volumes de calda ajustados, garantindo cobertura uniforme nos pomares. Equipado com motor Yanmar turbo de quatro cilindros, tanque de combustível de 80 litros e levante hidráulico de 2.200 kg, oferece força e confiabilidade em operações diversas.
“Nosso objetivo é desenvolver tecnologias que facilitem o dia a dia do produtor de norte a sul do país, consolidando a Agritech como referência da família do campo”, conclui Oliveira.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Preço do milho segue estável no Brasil à espera da safrinha; exportações avançam mais de 70%
O mercado brasileiro de milho registrou pouca movimentação ao longo da semana, refletindo a postura cautelosa de compradores e vendedores diante da proximidade da entrada mais intensa da segunda safra no país. A expectativa de aumento da oferta mantém o ritmo de negociações lento, enquanto produtores buscam sustentar os preços em meio ao avanço da colheita.
Segundo análise da Safras & Mercado, o cenário continua marcado por baixa liquidez e poucas alterações nas cotações, tanto no mercado físico quanto nas negociações futuras.
Compradores aguardam maior oferta da safrinha
Os consumidores seguem atuando de forma pontual, adquirindo apenas volumes necessários para reposição imediata. O comportamento demonstra conforto nos estoques e expectativa de que a colheita da segunda safra amplie a disponibilidade do cereal nas próximas semanas.
Do lado da oferta, os produtores avançam na comercialização da produção, mas mantêm resistência em aceitar preços considerados baixos. Em diversas regiões, as pedidas continuam acima dos valores ofertados pelos compradores, limitando o fechamento de novos negócios.
A expectativa do mercado é que o avanço da colheita da safrinha aumente a pressão sobre os preços, principalmente nas regiões de maior produção.
Clima segue no radar dos agentes do mercado
As condições climáticas continuam sendo acompanhadas de perto pelos participantes do setor.
O mercado monitora a possibilidade de novas chuvas na Região Sul, em São Paulo, no sul de Minas Gerais e em áreas produtoras de Goiás. Apesar das especulações sobre eventuais impactos na produtividade, ainda não há confirmação de perdas relevantes.
Outro fator observado é o risco de geadas. No entanto, as previsões meteorológicas atuais não indicam ocorrência de frio intenso capaz de provocar danos significativos às lavouras.
Relatório do USDA influencia expectativas globais
No cenário internacional, as atenções estiveram voltadas para a divulgação do relatório mensal de oferta e demanda agrícola do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).
O documento trouxe atualizações importantes para o mercado global de grãos e reforçou a percepção de ampla disponibilidade de milho, fator que continua pressionando os preços na Bolsa de Chicago.
A queda das cotações internacionais tem reduzido a competitividade do milho brasileiro nos portos, mesmo com a valorização do dólar frente ao real.
Exportações avançam em volume, mas preços médios recuam
Apesar dos desafios relacionados à paridade de exportação, os embarques brasileiros de milho apresentaram crescimento expressivo no início de junho.
De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o Brasil exportou 126,061 mil toneladas de milho nos quatro primeiros dias úteis do mês, com média diária de 31,515 mil toneladas.
A receita acumulada alcançou US$ 29,451 milhões, com média diária de US$ 7,362 milhões.
Na comparação com junho de 2025, os resultados mostram:
- Alta de 57,9% na receita média diária;
- Crescimento de 70,6% no volume médio diário exportado;
- Queda de 7,4% no preço médio por tonelada.
O valor médio da tonelada exportada ficou em US$ 233,60.
Cotações do milho permanecem estáveis nas principais regiões produtoras
O preço médio da saca de milho no Brasil foi cotado em R$ 61,12 no dia 11 de junho, praticamente estável em relação aos R$ 61,14 registrados na semana anterior.
Nas principais praças acompanhadas pelo mercado, os preços apresentaram poucas variações:
- Cascavel (PR): R$ 60,00 por saca;
- Campinas (SP/CIF): R$ 65,00 por saca;
- Mogiana Paulista (SP): R$ 60,00 por saca;
- Rondonópolis (MT): R$ 51,00 por saca;
- Erechim (RS): R$ 69,00 por saca;
- Uberlândia (MG): R$ 60,00 por saca;
- Rio Verde (GO): R$ 58,00 por saca.
A estabilidade observada reforça o momento de transição vivido pelo mercado, que aguarda uma definição mais clara sobre o tamanho da safra e o ritmo efetivo da colheita.
Safrinha deve definir tendência dos preços nos próximos meses
O comportamento do mercado de milho nas próximas semanas dependerá diretamente do avanço da colheita da segunda safra, considerada a principal do país.
Caso a produtividade se confirme dentro das expectativas atuais, a entrada de grandes volumes no mercado poderá ampliar a oferta disponível e exercer pressão adicional sobre as cotações.
Por outro lado, eventuais problemas climáticos ou atrasos na colheita podem limitar esse movimento e sustentar os preços por mais tempo.
Enquanto esse cenário não se define, compradores seguem cautelosos e produtores mantêm postura firme nas negociações, resultando em um mercado de baixa liquidez e pouca variação nos preços.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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