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CAE aprova ampliação de recursos para Sest/Senat

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A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) aprovou nesta terça-feira (12) proposta que amplia as fontes de financiamento do Serviço Social do Transporte (Sest) e do Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte (Senat). 

Pelo texto, as instituições — que hoje recebem contribuições apenas do transporte rodoviário — também passarão a contar com recursos pagos por empresas dos setores aéreo, aquaviário e portuário, além de valores do Fundo Aeronáutico e do Fundo de Desenvolvimento do Ensino Profissional Marítimo.

O PL 79/2020, do senador Wellington Fagundes (PL-MT), recebeu parecer favorável na forma de substitutivo do relator, senador Laércio Oliveira (PP-SE), e segue para análise na Comissão de Assuntos Sociais (CAS). O objetivo, de acordo com o autor, é garantir que todos os modais que já utilizam serviços do Sest e do Senat contribuam para a manutenção e expansão dos sistemas.

— Essas entidades atuam para todos os modais de transporte e precisam ser financiadas por todos. O objetivo principal é direcionar os recursos para qualificação dos profissionais trabalhadores do setor de transporte — afirmou Wellington Fagundes.

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Criado para atender trabalhadores do transporte rodoviário e autônomos, o Sest/Senat oferece serviços de qualificação profissional, saúde, cultura, lazer e segurança no trabalho. Em 2024, as entidades realizaram 17,6 milhões de atendimentos em 172 unidades espalhadas pelo país, alcançando cerca de cinco mil municípios.

Ensino profissional

O substitutivo de Laércio Oliveira mantém a responsabilidade da Marinha e da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) pelo ensino profissional de determinadas atividades, como a navegação, por razões de segurança nacional.

Também assegura a recuperação das receitas do Fundo Aeronáutico, com a destinação de 5% da arrecadação do Fundo Nacional de Aviação Civil, que vem das taxas cobradas em aeroportos.

Outra alteração retira o repasse ao Sest/Senat de contribuições recolhidas de empresas de telecomunicações aeronáuticas e de exploração de infraestrutura aeroportuária, com a manutenção desses valores no Fundo Nacional de Aviação Civil.

O relator destacou que a medida busca tratamento igualitário para o setor de transporte em relação a outras áreas atendidas por entidades semelhantes, como Sesi e Senai.

Impactos orçamentários

Segundo o relator, o impacto orçamentário será de R$ 249 milhões na redução de receitas da União, sendo R$ 154 milhões provenientes do setor aéreo e R$ 95 milhões do setor portuário.

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Isso pela mudança na destinação das contribuições sociais das empresas particulares de navegação e das empresas privadas de transporte aéreo regular, não regular e de táxi aéreo. Essas contribuições hoje integram o orçamento da União e serão transferidas para o Sest e Senat, a fim de que sejam verdadeiramente aplicadas no ensino profissional e na promoção social do trabalhador em transportes e de seus dependentes.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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Grupo de trabalho apresenta nesta terça-feira relatório sobre crimes motivados por misoginia

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O grupo de trabalho da Câmara dos Deputados sobre crimes motivados por misoginia (ódio ou aversão às mulheres) reúne-se, nesta terça-feira (16), para a apresentação e votação do relatório final.

A reunião será realizada às 17 horas, em plenário a ser definido.

O colegiado analisa o Projeto de Lei 896/23, que equipara a misoginia ao crime de racismo, tornando a prática inafiançável e imprescritível. 

A coordenadora do grupo, deputada Tabata Amaral (PSB-SP), afirma que o objetivo é aperfeiçoar o texto para evitar interpretações equivocadas e enfrentar práticas que podem estar associadas a crimes mais graves contra as mulheres.

Uma das mudanças sugeridas por Tabata Amaral é a punição de grupos que disseminem ódio contra mulheres na internet.

“Uma das atualizações que estou propondo em relação ao projeto do Senado é olhar para a questão da monetização, da articulação em grupos de ódio em rede, mas também a questão da influência. Está muito claro para a gente que o ódio às mulheres é uma forma que muitos influenciadores encontraram de atrair a atenção para vender seus cursos. E isso é ainda mais grave”, disse.

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Na versão apresentada pela deputada, quem induzir ou incitar a misoginia em ambiente virtual poderá receber pena de um a três anos de prisão, além de multa. Se houver intenção de obter vantagem econômica, a pena será aumentada. A proposta também prevê a suspensão da conta utilizada para cometer o crime.

Da Redação/AC

Fonte: Câmara dos Deputados

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