AGRONEGÓCIO
Exportação de carne bovina registra crescimento expressivo com receita diária 70% maior em agosto de 2025
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As exportações de carne bovina continuam em ritmo acelerado na segunda semana de agosto de 2025, apresentando resultados robustos mesmo diante das tarifas americanas de 50% em vigor. Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), divulgados em 11 de agosto, o volume embarcado nos primeiros seis dias úteis do mês chegou a 80,4 mil toneladas.
Volume exportado de carne bovina pode superar marcas recentes em 2025
No mesmo período de agosto do ano passado, foram exportadas 217,4 mil toneladas em 22 dias úteis. Caso o ritmo atual seja mantido, a projeção indica que o volume total de carne bovina exportada em agosto de 2025 pode alcançar 320 mil toneladas, ultrapassando os 276,8 mil toneladas embarcadas em julho deste ano.
Média diária de exportação cresce 35,7% em relação a 2024
A média diária de exportação de carne bovina até a segunda semana de agosto ficou próxima de 13,4 mil toneladas, representando um aumento de 35,7% em comparação à média diária de 9,8 mil toneladas registrada no mesmo período do ano anterior.
Preço médio da carne bovina sobe 25,3% em 12 meses
Os preços médios pagos pela carne bovina chegaram a aproximadamente US$ 5.557 por tonelada até a segunda semana de agosto de 2025. Esse valor representa um crescimento anual de 25,3%, considerando os preços médios de agosto de 2024, que eram de US$ 4.435 por tonelada.
Receita diária da exportação tem alta de 70%
O faturamento total obtido com as exportações de carne bovina na segunda semana de agosto de 2025 foi de cerca de US$ 447,2 milhões. No mesmo período do ano anterior, a receita havia alcançado US$ 964,3 milhões no mês inteiro.
A média diária da receita na segunda semana deste agosto ficou em US$ 74,5 milhões, registrando um avanço expressivo de 70% em relação aos US$ 48,8 milhões observados no mês de agosto de 2024.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Brasil soma 700 novos mercados e R$ 20 bilhões em negócios mesmo sob pressão de tarifas
As novas autorizações para vender produtos do agro brasileiro no exterior já geraram mais de R$ 20 bilhões em negócios desde janeiro de 2023, segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). O balanço, anunciado nesta terça-feira (13.10), acompanha a marca de 700 aberturas de mercado. Para produtores e empresas, o avanço amplia as opções de compradores num momento em que tarifas e outras restrições encarecem as vendas internacionais.
O número exige uma distinção: são 700 autorizações para produtos em diferentes destinos, e não 700 países. Um mesmo país pode liberar a compra de carnes, frutas e sementes, por exemplo, e aparecer várias vezes na conta. Cada aprovação permite disputar um mercado, mas ainda é preciso encontrar comprador e acertar preço, frete e condições de entrega.
Os R$ 20 bilhões mostram que parte dessas oportunidades já virou negócio. O valor, porém, não permite calcular quanto as aberturas acrescentaram às exportações totais do Brasil. Uma venda a um novo destino pode representar produção adicional ou substituir um embarque antes enviado a outro comprador. O balanço também reúne negócios de quase quatro anos; não é o resultado apenas de 2026.
Entre as liberações recentes está a venda de pescado brasileiro aos Emirados Árabes Unidos, tanto de captura quanto de criação. Também foram autorizados o mamão fresco para o Kuwait e o milho em grãos para a Síria. São oportunidades para cadeias diferentes, cujo retorno dependerá do tamanho das encomendas e do custo de atender cada comprador.
A busca por alternativas ganha peso porque um aumento de tarifa pode interromper pedidos mesmo quando há produto disponível. Entre os efeitos estão o adiamento de compras, a renegociação de contratos e a redução do ganho das empresas. Para quem produz, o risco é ter mercadoria pronta e encontrar condições de venda piores do que as previstas.
Ter mais compradores ajuda a reduzir esse risco e dá alternativas quando um destino restringe as compras. A concentração ainda é relevante: em 2025, a China respondeu por 32,7% das exportações do agronegócio brasileiro, quase um terço do total, segundo o Mapa.
Produtos do agro com muitos compradores internacionais tendem a encontrar alternativas com mais facilidade do que mercadorias feitas para clientes específicos. Ainda assim, trocar de destino não assegura a manutenção do preço. Um novo comprador pode pagar menos, exigir outro padrão de produto ou estar mais longe, aumentando a conta do transporte.
Embora a tarifa seja cobrada no país importador, o exportador brasileiro também pode pagar parte dessa conta. Se houver fornecedores concorrentes, o comprador pode exigir um desconto para manter o pedido. O negócio continua, mas sobra menos dinheiro para a cadeia que produziu e entregou a mercadoria.
Por isso, o efeito sobre o campo precisa ser medido também pelo preço recebido e pelos custos, além do volume exportado. Vender mais toneladas não garante maior renda: frete caro, descontos e despesas de produção podem consumir o ganho. Os R$ 20 bilhões anunciados são negócios realizados, não lucro dos produtores.
Há despesas antes mesmo do primeiro embarque. Certificações, comprovação da origem, adaptação de embalagens e transporte precisam entrar na conta. No pescado e nas frutas, por exemplo, a conservação durante a viagem pesa na viabilidade da venda. A autorização sanitária elimina uma barreira, mas não resolve toda a operação.
Produtores, cooperativas e agroindústrias também precisam manter registros que comprovem de onde vem o produto e como foi produzido. Essas informações podem ser condição para entrar e continuar no mercado. Organizar a documentação antes de negociar ajuda a evitar que uma oportunidade seja perdida por falta de comprovação.
Para 2027, a ampliação dos destinos oferece alternativas diante de novas restrições comerciais. O resultado para o produtor dependerá de transformar essas permissões em pedidos regulares, com preços que cubram os custos. A próxima medida do avanço será quanto cada mercado compra — e quanto dessa venda chega à renda de quem produz.
Fonte: Pensar Agro
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