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Preços do boi gordo avançam no Brasil, mesmo com ampliação das escalas de abate

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O mercado brasileiro de boi gordo segue em alta, apesar da ampliação das escalas de abate pelos frigoríficos. Segundo Fernando Iglesias, analista da Safras & Mercado, os frigoríficos conseguiram manter boas compras nos preços atuais, superiores aos praticados na semana passada, garantindo o avanço da produção.

Tendência de preços nos estados produtores

Apesar da valorização recente, Iglesias aponta que os preços devem se manter mais lateralizados ao longo do restante do mês nas principais regiões produtoras. Confira os valores da arroba do boi gordo a prazo em 14 de agosto:

  • São Paulo (Capital): R$ 315,00 (+1,61%)
  • Goiás (Goiânia): R$ 305,00 (+3,39%)
  • Minas Gerais (Uberaba): R$ 300,00 (inalterado)
  • Mato Grosso do Sul (Dourados): R$ 320,00 (+1,59%)
  • Mato Grosso (Cuiabá): R$ 310,00 (+3,33%)
  • Rondônia (Vilhena): R$ 275,00 (+1,85%)
Mercado atacadista mantém firmeza, mas espaço para alta é limitado

No atacado, os preços também registraram valorização durante a semana, mas a expectativa é de menor potencial de reajustes na segunda quinzena, período de menor demanda. O analista destaca a competitividade das proteínas concorrentes, especialmente a carne de frango, como um fator que limita aumentos adicionais.

  • Quarto traseiro do boi: R$ 23,30/kg (+1,30%)
  • Quarto dianteiro do boi: R$ 18,00/kg (+1,12%)
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Exportações sustentam alta do mercado

As exportações brasileiras de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada renderam US$ 447,19 milhões em agosto (6 dias úteis), com média diária de US$ 74,53 milhões. O volume exportado atingiu 80,47 mil toneladas, média diária de 13,41 mil toneladas, com preço médio da tonelada de US$ 5.557,20.

Em comparação a agosto de 2024, o valor médio diário das exportações subiu 70%, a quantidade média diária avançou 35,7% e o preço médio registrou alta de 25,3%, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações de soja do Brasil batem 58,5 milhões de toneladas e reforçam liderança global em 2026

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O agronegócio brasileiro segue consolidando sua posição de protagonista no comércio mundial de grãos. Dados divulgados pela Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (ANEC) mostram que as exportações brasileiras de soja atingiram 58,51 milhões de toneladas entre janeiro e maio de 2026, volume superior aos 54,26 milhões embarcados no mesmo período do ano passado.

O resultado confirma o forte desempenho da cadeia produtiva da soja e reforça as projeções de que o Brasil permanecerá como o principal fornecedor global da commodity ao longo deste ano.

Somente em maio, os embarques da oleaginosa alcançaram 15,42 milhões de toneladas. Para junho, a programação portuária indica exportações próximas de 12,4 milhões de toneladas, mantendo um ritmo elevado de comercialização internacional.

Colheita da soja entra na reta final

A safra brasileira de soja 2025/26 está praticamente concluída, restando apenas algumas áreas nos estados do Maranhão, Piauí e Santa Catarina. Com o encerramento dos trabalhos de campo, o Ministério da Agricultura e Pecuária publicou as regras para o vazio sanitário e o calendário de semeadura da safra 2026/27.

A medida, considerada estratégica para a defesa fitossanitária das lavouras, estabelece períodos de 60 a 90 dias sem plantas vivas de soja, visando o controle da ferrugem-asiática, uma das doenças mais agressivas da cultura.

China segue como principal destino da soja brasileira

A dependência chinesa da soja brasileira permanece expressiva. Segundo a ANEC, a China respondeu por 70% das compras da oleaginosa brasileira entre janeiro e maio deste ano.

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Na sequência aparecem Espanha (5%), Turquia (4%), Tailândia (3%), Paquistão (2%), Holanda (2%) e Irã (2%), demonstrando a ampla diversificação dos mercados atendidos pelo Brasil.

Milho caminha para safra histórica

Enquanto a soja encerra sua colheita, o milho vive um momento decisivo. A colheita da primeira safra alcançou 84,6% da área cultivada até o fim de maio, em linha com a média dos últimos cinco anos. Paralelamente, os primeiros talhões da segunda safra começaram a ser colhidos em estados como Mato Grosso e Tocantins.

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) revisou para cima sua estimativa de produção e agora projeta uma safra total de 140,17 milhões de toneladas de milho em 2026, distribuídas em uma área de 22,56 milhões de hectares. O consumo interno está estimado em 94,86 milhões de toneladas.

Caso a projeção se confirme, o Brasil terá uma das maiores colheitas de milho de sua história.

Exportações de milho devem ganhar força no segundo semestre

Com a chegada da safrinha ao mercado, os embarques brasileiros de milho tendem a acelerar nos próximos meses. Atualmente, cerca de 500 mil toneladas constam na programação de embarques para junho, mas o volume ainda deve aumentar à medida que novos contratos forem consolidados.

A expectativa da ANEC é de que o Brasil exporte aproximadamente 44 milhões de toneladas do cereal ao longo de 2026, mantendo sua relevância entre os principais fornecedores globais do grão.

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Entre os principais compradores do milho brasileiro neste ano estão Egito (27%), Vietnã (22%), Irã (18%), Argélia (9%) e Malásia (5%).

Complexo soja movimenta mais de 76 milhões de toneladas

Os números da ANEC mostram ainda a força do complexo soja. Entre janeiro e maio, o Brasil exportou:

  • 58,51 milhões de toneladas de soja em grão;
  • 10,41 milhões de toneladas de farelo de soja;
  • 5,76 milhões de toneladas de milho;
  • 970 mil toneladas de trigo;
  • 503 mil toneladas de DDGS;
  • 35 mil toneladas de sorgo.

Somados, os embarques desses produtos atingiram 76,19 milhões de toneladas nos cinco primeiros meses do ano.

Brasil fortalece protagonismo no comércio global de grãos

Os dados reforçam o papel estratégico do Brasil na segurança alimentar mundial. Com produção crescente, logística mais eficiente e demanda internacional aquecida, o país segue ampliando sua participação nos mercados globais de soja, milho e derivados.

A combinação entre safra volumosa, forte demanda asiática e perspectiva de exportações recordes mantém o agronegócio brasileiro como um dos principais motores da economia nacional em 2026, sustentando geração de renda, entrada de divisas e competitividade no comércio internacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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