AGRONEGÓCIO
Coletânea inédita analisa economia e trabalho no Brasil Rural
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Foi lançada recentemente a coletânea “Dinâmica econômica e o mundo do trabalho no Brasil Rural”, organizada por Nicole Rennó Castro (Cepea/Esalq-USP), Junior Ruiz Garcia (UFPR) e Zander Navarro (Embrapa), com apoio institucional do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada) e da Esalq/USP. A obra reúne 61 autores de 27 instituições de pesquisa de todo o país, configurando um dos maiores esforços coletivos já realizados nos estudos sobre o Brasil rural.
Análises regionais e setoriais abrangem 19 estados e o Matopiba
O livro apresenta a trajetória rural de 19 estados brasileiros, incluindo um capítulo específico sobre o Matopiba. Além disso, dedica cinco capítulos à análise de setores estratégicos da agropecuária nacional, como café, soja, aves e suínos, pecuária e florestas plantadas.
Segundo os organizadores, trata-se da primeira obra que integra diferentes experiências estaduais e setoriais sob a perspectiva das Ciências Sociais aplicadas ao mundo rural, oferecendo uma interpretação nacional unificada do contexto rural brasileiro.
Contribuição de pesquisadores renomados
Entre os participantes, destacam-se Geraldo Sant’Ana de Camargo Barros, Margarete Boteon, Lucílio Alves, Mauro Osaki, Arlei Fachinello, Adriana Silva, Gustavo Carvalho, Renato Ribeiro, Thiago Carvalho e Natália Grigol, além da organizadora Nicole Rennó Castro. Cada capítulo busca dialogar com as grandes transformações da agricultura no país.
Disponível em PDF para acesso gratuito
Com 758 páginas, a coletânea está disponível em versão PDF gratuita, promovendo ampla circulação e acesso democrático ao conhecimento sobre o Brasil rural.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Colheita do café chega a 84% apesar do atraso provocado pelo clima
A colheita da safra brasileira de café chegou a 84% da produção estimada, mas está atrasada em relação aos anos anteriores. Em igual período de 2025, 94% do volume já havia sido retirado das lavouras. A média dos últimos cinco anos para esta época é de 90%. O avanço foi de seis pontos porcentuais em uma semana, favorecido pelo retorno do tempo seco às principais regiões produtoras.
O atraso está concentrado no café arábica, que representa a maior parte da produção de Minas Gerais. A colheita da variedade alcançou 77%, ante 91% no mesmo período do ano passado e média histórica de 85%.
No caso do canéfora, grupo que reúne conilon e robusta, os trabalhos estão praticamente concluídos. A colheita atingiu 99%, resultado semelhante ao de 2025 e ligeiramente superior à média de 98% dos últimos cinco anos.
Minas Gerais concentra a maior parte da produção brasileira de arábica e deverá colher 33,4 milhões de sacas de 60 quilos em 2026, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O volume representa praticamente metade das 66,7 milhões de sacas previstas para o País.
A estimativa mineira é 29,8% superior à da temporada anterior. O aumento foi favorecido pelo ciclo de bienalidade positiva dos cafezais e pelas condições climáticas registradas antes da floração e durante a formação dos grãos.
As chuvas fora de época, porém, prejudicaram a retirada do café das lavouras e a secagem nos terreiros. O excesso de umidade também aumentou a queda de frutos no solo, o que pode comprometer a qualidade de parte dos lotes e reduzir a disponibilidade de cafés de melhor bebida.
O problema atingiu principalmente áreas do Sul de Minas, maior região produtora de arábica do País. O tempo seco dos últimos dias permitiu a retomada dos trabalhos, mas não eliminou o atraso acumulado.
A entrada mais lenta do café novo mantém o mercado atento à oferta brasileira. Os estoques certificados na Bolsa de Nova York permanecem baixos, o que aumenta a reação das cotações a qualquer problema climático ou sinal de perda de qualidade.
A Conab estima que o Brasil produza 45,8 milhões de sacas de arábica em 2026, crescimento de 28% sobre o ano anterior. Para o canéfora, a previsão é de 20,9 milhões de sacas, alta de 0,8%.
Nas próximas semanas, o produtor deverá concentrar esforços na conclusão da colheita e na secagem dos grãos. Em Minas Gerais, a qualidade dos lotes será decisiva para determinar quanto da safra maior conseguirá alcançar os mercados que pagam mais pelo café.
Fonte: Pensar Agro
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