RIO BRANCO
Search
Close this search box.

AGRONEGÓCIO

Fenasucro espera movimentar R$ 11 bilhões em negócios em Sertãozinho

Publicados

AGRONEGÓCIO

Começa nesta terça-feira (11.08), em Sertãozinho (cerca de 335 km da capital) em São Paulo, a 32ª Fenasucro & Agrocana, que espera movimentar cerca de R$ 11 bilhões em negócios ligados à cadeia da bioenergia. A feira reunirá mais de 600 marcas e aproximadamente 3 mil produtos, entre máquinas, equipamentos, tecnologias agrícolas, sistemas industriais e serviços destinados principalmente às usinas e aos produtores de cana-de-açúcar.

A edição de 2025 alcançou R$ 13,7 bilhões em negócios iniciados durante os quatro dias de evento, segundo levantamento realizado pelo Centro Nacional das Indústrias do Setor Sucroenergético e Biocombustíveis (Ceise Br) junto aos expositores. O resultado representou crescimento de 28% em relação a 2024.

A previsão divulgada para este ano, portanto, está abaixo do volume registrado na edição anterior. A organização não informou a razão da diferença. Os valores também não correspondem apenas a vendas fechadas nos estandes, mas incluem encomendas, contratos em negociação e projetos industriais iniciados a partir dos contatos realizados na feira.

Em 2025, dois negócios envolvendo uma planta de etanol de milho e uma fábrica de açúcar, por exemplo, somaram mais de R$ 200 milhões. A rodada internacional reuniu 68 empresas brasileiras e 25 compradores estrangeiros em 639 reuniões, com aproximadamente R$ 500 milhões em negócios prospectados.

Leia Também:  Abate de bovinos, suínos e frangos cresce no Brasil no 1º trimestre de 2026, aponta levantamento

Para 2026, a feira ocupará uma área de 100 mil metros quadrados no Centro de Eventos Zanini. São esperados compradores, investidores e profissionais de mais de 80 países, além de representantes das biorrefinarias instaladas no Brasil.

A exposição abrangerá equipamentos para plantio, colheita e transporte da cana, peças para usinas, caldeiras, turbinas, sistemas de automação, tecnologias para produção de açúcar e etanol e soluções voltadas ao aproveitamento de resíduos. Também estarão presentes empresas ligadas ao biogás, biometano, bioeletricidade e combustível sustentável de aviação.

Uma rodada de negócios marcada para quarta-feira (12.08) colocará fornecedores em contato com representantes de 20 usinas brasileiras. A expectativa específica desse encontro é superar R$ 10 milhões em negociações de produtos e serviços.

A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) também levará à feira oito potenciais investidores da França, Austrália, Japão, China e Estados Unidos. O grupo avaliará tecnologias e projetos para a instalação de biorrefinarias e a produção de combustível sustentável de aviação, conhecido pela sigla SAF, e de sua versão sintética, o e-SAF.

Leia Também:  Produção animal avança para modelo preventivo no controle de microrganismos e reduz dependência de antibióticos

Os debates e palestras completam a programação comercial. Estão previstas mais de 100 horas de conteúdo técnico sobre eficiência produtiva, biocombustíveis, descarbonização, logística e novas fontes de energia. A segunda edição da FenaBio será realizada nos dias 12 e 13 de agosto.

Fonte: Pensar Agro

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

AGRONEGÓCIO

Decisão judicial extingue ação da Aprosoja que cobrava R$ 1,1 bilhão por Moratória da Soja

Publicados

em

Por

A Justiça de Mato Grosso encerrou a ação em que a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) cobrava R$ 1,1 bilhão de empresas e entidades por prejuízos que atribuía à Moratória da Soja. A sentença, proferida na terça-feira (13), fecha na primeira instância a tentativa de obter uma reparação coletiva aos agricultores atingidos pelas restrições de compra do acordo.

A cobrança buscava compensar perdas que, segundo a associação, decorreram da dificuldade de vender soja mesmo quando a produção atendia à legislação ambiental. A Aprosoja-MT pretendia que empresas comercializadoras, entidades setoriais e seus representantes respondessem financeiramente por esses danos.

O processo discutia os efeitos de um pacto do qual a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) anunciou sua saída em janeiro de 2026. A retirada ocorreu após a entrada em vigor da lei mato-grossense que restringiu incentivos fiscais a empresas participantes de acordos com exigências superiores às da legislação ambiental. Em agosto, depois do julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF), a entidade reafirmou que não pretendia retomar a moratória. Saiba mais aqui

Criado em 2006, o compromisso previa a recusa de soja cultivada em áreas do bioma Amazônia desmatadas depois de julho de 2008. A restrição alcançava também áreas abertas com autorização. Para a Aprosoja-MT, esse critério prejudicava agricultores que cumpriam a lei, mas encontravam menos alternativas de compradores para sua produção.

A saída das empresas e a cobrança pelas perdas anteriores seguiram caminhos diferentes. Enquanto a Abiove abandonou o pacto coletivo, a associação dos produtores manteve a tentativa de responsabilizar seus participantes pelos efeitos que atribuía à aplicação das restrições.

Leia Também:  Levantamento da Epagri aponta desafios e oportunidades na produção de leite em Paial (SC)

Essa cobrança foi atingida pelo julgamento do STF de 12 de agosto. O Supremo considerou que o acordo respeitava a Constituição e determinou o encerramento dos processos judiciais e administrativos baseados na sua suposta ilegalidade, inclusive dos pedidos de responsabilização financeira. A Vara Especializada em Ações Coletivas de Cuiabá aplicou essa ordem ao processo da Aprosoja-MT. portal.stf.jus.br

Com isso, o pedido de R$ 1,1 bilhão foi encerrado antes da análise dos prejuízos alegados. A sentença deixa os agricultores representados pela associação sem a reparação buscada nessa ação e afasta das empresas processadas, nesta primeira instância, a cobrança coletiva.

O Supremo também manteve as leis estaduais que restringem incentivos a participantes de acordos dessa natureza. Estabeleceu, porém, que a retirada de benefícios deve respeitar os prazos tributários e a proteção das isenções concedidas mediante condições assumidas pelas empresas. O resultado preservou tanto a validade jurídica do pacto quanto a possibilidade de os estados estabelecerem condições para conceder incentivos.

Na mesma sentença, a Justiça rejeitou os pedidos para que a Aprosoja-MT pagasse honorários, despesas processuais e multa por má-fé. A associação teve sua cobrança encerrada, mas ficou livre dessas despesas reclamadas pelos réus.

Na comercialização atual, a Abiove informou que suas associadas passaram a atender individualmente às exigências dos mercados compradores. Para o produtor, as condições de aceitação da soja dependem das políticas de cada empresa. Já a sentença desta semana trata da disputa pelas perdas atribuídas ao antigo compromisso coletivo e encerra, nessa primeira instância, a tentativa de recuperação desses valores.

Isan Rezende

Com isso, os produtores representados pela Aprosoja-MT não receberão qualquer indenização das empresas ligadas à Moratória da Soja. A Aprosoja-MT buscava responsabilizar empresas e entidades por prejuízos que atribuía à moratória. Seu argumento era que agricultores que respeitavam a legislação ambiental também podiam ficar sem acesso a compradores por causa das exigências do acordo.

Leia Também:  Feira Robustas Amazônicos deve movimentar R$ 40 milhões

O presidente do Instituto do Agronegócio (IA), Isan Rezende, lamentou a decisão. “O encerramento da ação frustra a expectativa de reparação dos produtores que se consideram prejudicados pela Moratória da Soja. A cobrança da Aprosoja procurava dar uma resposta a quem cumpriu a legislação ambiental, investiu na propriedade e encontrou restrições para vender. A sentença encerrou esse pedido sem examinar os prejuízos alegados. Isso precisa ficar claro para o agricultor”, comentou.

“O problema comercial continua exigindo atenção. O produtor precisa saber, antes de plantar e de assumir compromissos, quais critérios serão usados para receber sua soja. Quem trabalha dentro da lei precisa de previsibilidade para investir. Também é necessário dar transparência às exigências dos compradores, para que o agricultor consiga avaliar suas alternativas de venda e os custos envolvidos”, disse Rezende.

“Agora, o setor precisa concentrar esforços para ampliar mercados e construir condições comerciais mais claras. Sair de um acordo coletivo não significa, necessariamente, abandonar as restrições de compra. Por isso, a representação dos produtores deve acompanhar as regras adotadas por cada empresa e buscar soluções que preservem o acesso aos mercados e a renda de quem produz”, recomendou o presidente do IA.

Fonte: Pensar Agro

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

RIO BRANCO

ACRE

POLÍCIA

FAMOSOS

MAIS LIDAS DA SEMANA