AGRONEGÓCIO
Subvenção à Cana do Norte e Nordeste é Apontada como Saída para Impactos da Taxação Americana
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A subvenção econômica de R$ 12 por tonelada de cana produzida no Norte e Nordeste, medida que já havia sido adotada no governo Dilma para socorrer 27 mil produtores durante períodos de seca, surge novamente como alternativa pelo governo Lula. A proposta integra o Plano Brasil Soberano (MP 1309) e visa minimizar os impactos da taxação americana sobre o etanol e o fim da cota de isenção para parte do açúcar produzido nessas regiões.
Entidades e parlamentares defendem medida emergencial
A iniciativa recebeu apoio de entidades do setor, como a Associação dos Fornecedores de Cana de Pernambuco (AFCP) e a União Nordestina dos Plantadores de Cana (Unida). A emenda à MP foi apresentada pelo deputado federal Meira (PL-PE) e pelo senador Efraim Filho (União-PB) nesta terça-feira (19).
Segundo os parlamentares, “o emprego de 130 mil trabalhadores dos 27 mil canavieiros dessas regiões, sendo 80% da agricultura familiar, será afetado sem tal medida emergencial”.
Subvenção direta ou via programas de preço mínimo
A proposta prevê que a subvenção seja concedida diretamente aos produtores, mitigando perdas futuras no preço da cana decorrentes da taxação de 50% da cota americana de açúcar exportado pelos Estados Unidos.
Alexandre Andrade Lima, presidente da AFCP, ressalta que “foi assim durante várias safras nos governos Lula e Dilma”.
Além da forma direta, a emenda sugere que o benefício também possa ser liberado por meio de programas de preço mínimo da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Diversas fontes de financiamento foram indicadas, incluindo:
Fundo de Garantia à Exportação
- Banco do Brasil e BNDES, com estrutura de apoio regional
- Ministério da Agricultura, via programas de assistência técnica
- Conab, como alternativa de pagamento
Setor vê subvenção como saída estratégica
Para as entidades do setor canavieiro, a medida não apenas garante a manutenção do emprego e da renda, mas também fortalece a competitividade da cana e do açúcar produzidos no Norte e Nordeste diante das novas barreiras comerciais internacionais.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Café fecha maio com pressão sobre o arábica e valorização do conilon no Brasil e no mercado internacional
O mercado internacional de café encerrou o mês de maio com movimentos distintos entre os contratos de arábica e robusta, refletindo fatores de oferta global, câmbio e ritmo da colheita brasileira. Enquanto o café arábica acumulou perdas na Bolsa de Nova York, o robusta registrou valorização em Londres, cenário que também impactou diretamente o mercado físico brasileiro.
Segundo análise de Safras & Mercado, a pressão sobre os preços do arábica esteve ligada às expectativas de uma safra recorde brasileira, além das projeções de aumento da produção mundial no ciclo 2026/27.
A previsão dos adidos do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) aponta crescimento da oferta global, com destaque para Brasil, Colômbia e Vietnã. O cenário reforçou a percepção de maior disponibilidade de café no próximo ciclo comercial e contribuiu para o viés baixista dos contratos futuros em Nova York.
Além da perspectiva de maior oferta, a volatilidade financeira internacional e a valorização do dólar frente ao real também pesaram sobre as cotações. Até o fechamento de 28 de maio, o dólar comercial acumulava alta de 1,6% no mês, fator que influencia diretamente a competitividade das exportações brasileiras.
No acumulado de maio, o contrato julho/2026 do café arábica na Bolsa de Nova York recuou 6,3%, saindo de 285,55 centavos de dólar por libra-peso no fim de abril para 267,65 centavos na manhã desta sexta-feira (29).
Robusta sobe com estoques baixos e atraso na colheita brasileira
Na contramão do arábica, o café robusta apresentou valorização na Bolsa de Londres durante maio. Entre os fatores de sustentação estiveram os baixos estoques certificados no terminal londrino e o atraso da colheita brasileira, especialmente do conilon.
De acordo com Safras & Mercado, os primeiros relatos de produtividade abaixo do esperado nas lavouras brasileiras também deram suporte às cotações internacionais. O mercado ainda acompanhou o impacto do feriado na Indonésia e a lentidão das vendas no Vietnã, dois importantes players globais do segmento robusta.
No acumulado mensal, o contrato julho do robusta em Londres registrou alta de 4,1%.
Mercado físico brasileiro acompanha comportamento das bolsas internacionais
No Brasil, o mercado físico refletiu os movimentos observados no exterior, com queda nos preços do arábica e avanço do conilon.
O analista Gil Barabach destaca que o setor vive um período de transição entre safras, com a chegada dos cafés da safra nova ao mercado enquanto ainda há remanescentes da temporada anterior sendo comercializados.
Segundo ele, o mercado do arábica opera atualmente em duas realidades distintas. O café da safra 2026, especialmente nas melhores descrições, já é negociado em torno de R$ 1.500,00 por saca, valor mais de R$ 200 inferior aos preços praticados para os lotes remanescentes da safra 2025.
“O comprador busca prioritariamente café novo, que neste momento é o produto que efetivamente está formando o mercado”, avalia Barabach.
No Sul de Minas Gerais, o café arábica bebida boa, referente à safra velha, acumulou desvalorização de 3,3% em maio, passando de R$ 1.790,00 para R$ 1.730,00 por saca na base de compra.
Já o conilon tipo 7, negociado em Vitória (ES), apresentou forte valorização no período. O produto subiu 9% ao longo do mês, avançando de R$ 890,00 para R$ 970,00 por saca na base de compra até 28 de maio.
Mercado de café segue atento ao clima, colheita e ritmo das exportações
Os próximos movimentos do mercado cafeeiro devem continuar sendo influenciados pelo avanço da colheita brasileira, pelas condições climáticas e pela confirmação do potencial produtivo das principais origens globais.
O comportamento do dólar, a demanda internacional e os níveis de estoques certificados também permanecem no radar dos agentes do setor, especialmente diante da diferença crescente entre os mercados de arábica e robusta.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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