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Cecafé e IBI avançam na criação de índice logístico mensal para exportações de café

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O Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) e o Instituto Brasileiro de Infraestrutura (IBI) discutiram estratégias para desenvolver um índice logístico mensal voltado a monitorar e mitigar entraves nas exportações de café. A iniciativa visa ampliar a base de informações sobre a infraestrutura brasileira e apoiar a formulação de políticas públicas mais efetivas.

Objetivo: criar indicadores mais precisos para o setor exportador

A proposta do Cecafé, apresentada pelo diretor técnico Eduardo Heron e pelo Comitê Logístico da entidade, busca aprimorar os indicadores já levantados pela instituição e criar novos índices mensais envolvendo todos os segmentos exportadores. A ideia é obter dados mais precisos sobre portos, transporte e logística, possibilitando uma visão estruturada dos desafios enfrentados pelo comércio exterior brasileiro.

“Queremos elaborar um indicador que avalie os entraves nas exportações de café, com informações acuradas para subsidiar políticas públicas voltadas à melhoria do desempenho das exportações”, explica Heron.

Integração de dados públicos e privados

O Cecafé já realiza o levantamento mensal chamado Boletim Detention Zero (DTZ), em parceria com a ElloX Digital. Durante a reunião com o gerente do Observatório do IBI, Bruno Pinheiro, foram apresentados os dados atualizados, que poderão ser integrados a outras bases, como o anuário da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ).

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Pinheiro sugeriu combinar essas informações para obter uma visão consolidada do que ocorre nos portos brasileiros, permitindo um monitoramento mais eficiente dos gargalos logísticos.

Expansão para outros setores

Embora o trabalho inicial seja focado no café, o Cecafé planeja expandir os indicadores para outros setores exportadores. A intenção é criar um índice mensal completo, que sirva como ferramenta para identificar problemas logísticos e orientar a implementação de políticas públicas por meio do IBI e da Frente Parlamentar de Portos e Aeroportos.

“Tendo como referência o Boletim DTZ, vamos refinar os dados e estender a análise para outros setores, construindo um índice capaz de gerar reflexões mensais sobre os desafios logísticos e fomentar políticas efetivas”, acrescenta Heron.

Parcerias estratégicas e próximos passos

O Cecafé vem contando com o apoio do IBI e da Logística Brasil para desenvolver um trabalho institucional focado em logística, promovendo encontros com parlamentares e autoridades públicas. O objetivo é fomentar políticas que melhorem a infraestrutura portuária e ofereçam condições adequadas para os usuários de carga.

Como encaminhamento da reunião, o Cecafé iniciará o refinamento dos dados do Boletim DTZ em conjunto com seu comitê logístico e agendará novos encontros com o IBI para avançar na criação dos indicadores mensais.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Energia solar no agronegócio reduz custos e transforma a produção rural no Brasil

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Energia solar avança no agronegócio e se consolida como ferramenta estratégica no campo

A energia solar tem ganhado espaço no agronegócio brasileiro e vem transformando a gestão de custos e a operação de propriedades rurais de diferentes portes. A tecnologia, cada vez mais presente no campo, já é aplicada em atividades como irrigação, bombeamento de água, resfriamento de leite, armazenagem de grãos e climatização de estruturas agrícolas.

Segundo dados da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR), o agronegócio representa cerca de 29% da energia renovável consumida no Brasil, reforçando o papel do setor na transição energética nacional.

Com isso, a energia fotovoltaica passa a ser vista não apenas como alternativa sustentável, mas como solução estratégica para aumentar a eficiência produtiva e reduzir custos operacionais.

Redução de custos e previsibilidade financeira impulsionam adoção no campo

Um dos principais fatores que explicam a expansão da energia solar no meio rural é a redução significativa das despesas com energia elétrica, que representam uma parcela relevante dos custos operacionais do agronegócio.

De acordo com especialistas do setor, a geração própria de energia permite maior previsibilidade financeira, reduzindo a exposição às variações tarifárias e melhorando o planejamento da produção.

“O produtor que consegue reduzir essa despesa de forma consistente ganha competitividade, melhora o fluxo de caixa da propriedade e consegue investir mais em produtividade e tecnologia”, afirma Raphael Brito, CEO da Solarprime.

Irrigação e armazenagem de grãos lideram aplicações da energia solar no agro

Entre as principais aplicações da energia solar no campo, os sistemas de irrigação se destacam pelo alto consumo energético. Em culturas que dependem de bombeamento constante de água, especialmente em períodos de estiagem, a tecnologia pode reduzir os custos com energia em até 90%, dependendo do sistema adotado e do uso de armazenamento.

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Além disso, a energia fotovoltaica tem sido amplamente utilizada em silos, câmaras frias, galpões e sistemas de ventilação, estruturas que exigem fornecimento contínuo de energia durante o ciclo produtivo.

Essas aplicações contribuem diretamente para a redução de perdas pós-colheita e para a melhoria da eficiência logística dentro das propriedades rurais.

Tecnologia amplia autonomia energética e fortalece a operação rural

Segundo especialistas, a energia solar deixou de ser apenas uma solução ambiental para se tornar uma ferramenta de gestão dentro das propriedades rurais.

“O produtor busca eficiência, previsibilidade e mais autonomia energética para sustentar o crescimento da operação”, explica Raphael Brito.

Na pecuária, a tecnologia também vem sendo adotada em sistemas de ordenha, resfriamento de leite e abastecimento de água para o rebanho. Em regiões mais afastadas dos centros urbanos, onde o fornecimento de energia pode ser instável, a geração própria garante maior segurança operacional.

Energia solar ganha espaço como investimento de longo prazo no agronegócio

Além da economia direta na conta de luz, fatores como longa vida útil dos equipamentos e baixa necessidade de manutenção reforçam a atratividade da energia solar no campo.

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Para o setor, a tecnologia se consolida como um investimento de longo prazo, alinhado à busca por maior eficiência e sustentabilidade econômica.

“O produtor rural brasileiro está cada vez mais atento à gestão do negócio. A energia solar entra como uma ferramenta importante para aumentar a eficiência, reduzir desperdícios e tornar a operação mais sustentável economicamente no longo prazo”, finaliza o CEO da Solarprime.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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