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Consultoria lança boletim para dar transparência e ajudar parlamentares

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Com o objetivo de dar mais transparência aos dados orçamentários e auxiliar os parlamentares em suas decisões, a Consultoria de Orçamento do Senado lançou o Boletim Conorf. A versão online foi lançada na sexta-feira (22), enquanto uma versão impressa será distribuída entre os parlamentares durante reunião da Comissão Mista de Orçamento (CMO), este ano presidida pelo senador Efraim Filho (União-PB).

O boletim traz um resumo de informações espalhadas em diversos relatórios bimestrais do Executivo como dois da Secretaria de Orçamento Federal (SOF), um sobre receitas e despesas primárias e o outro sobre a execução orçamentária; o Boletim Macrofiscal da Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda, com projeções de curto e médio prazo para indicadores da atividade econômica (como PIB) e inflação; a análise mensal sobre o comportamento da arrecadação federal elaborado pela Receita; e o anexo do decreto sobre contenção de gastos (contingenciamento e mais bloqueio). 

Além desses relatórios, o Boletim Conorf simplifica e resume dados disponíveis pelo Siga Brasil, o sistema de acesso público com base em informações do Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi), principal instrumento utilizado pelo Tesouro Nacional para registro, acompanhamento e controle dos gastos federais. O novo boletim permite visualizar, de modo resumido, as informações sobre a liberação das emendas parlamentares e o que está acontecendo com os créditos adicionais e as alterações nas leis orçamentárias (LDO e LOA), além dos créditos extraordinários (aqueles que envolvem despesas novas, não orçadas).

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Ajuda no trabalho parlamentar

O consultor-geral de Orçamento do Senado, Flavio Diogo Luz, exemplificou o tipo de informação que pode ser encontrada no boletim: a Medida Provisória (MP) 1.306/2025, que abriu crédito extraordinário para o Ministério da Previdência no valor de R$ 3,312 bilhões, está em tramitação, mas já produziu efeitos no Orçamento.

— Todo o montante já foi empenhado, mesmo com o prazo ainda estar aberto para emendas. Isso é uma informação importante para o parlamentar — disse Luz.

Luz explicou que o boletim surgiu a partir do diagnóstico dos consultores que determinadas informações deveriam estar disponíveis, também em formato impresso, para senadores e deputados, auxiliando-os na tomada de decisão durante as reuniões da CMO. Como será de acesso público, Luz acrescentou que a proposta é alcançar a sociedade do mesmo modo como é feito pelo Siga Brasil, inicialmente idealizado para facilitar o trabalho dos consultores. Como próximo passo, Luz adiantou que a Conorf irá oferecer os dados sobre os créditos em um painel específico no Siga Brasil.

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O consultor-geral informou ainda que iniciou, nesta segunda-feira (25), pesquisa em parceria com o DataSenado para avaliar os diversos produtos produzidos pela Conorf, como notas técnicas, estudos, boletim e Siga Brasil. A pesquisa será feita com todos os parlamentares e suas assessorias. A captação de dados, segundo ele, será realizada até  7 de setembro.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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Fim da 6×1: Senado pode concluir 1º turno da votação em mais duas sessões

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A votação em primeiro turno da proposta de emenda à Constituição que põe fim à jornada de trabalho 6×1 pode ser concluída na quarta-feira (15). A PEC 221/2019 está em discussão no Plenário do Senado, após ser aprovada pela Câmara dos Deputados por ampla maioria. 

A PEC, que reduz a jornada de trabalho para 40 horas semanais sem corte de salários, foi debatida pelos senadores nesta semana por três sessões seguidas. Restam agora mais duas sessões de discussão para que a proposta seja votada em primeiro turno, o que pode acontecer já na quarta-feira, quando se dará a quinta e última sessão de discussão em primeiro turno. No dia anterior, terça-feira (13), deve ocorrer a quarta sessão de discussão.

Depois do primeiro turno, de acordo com o regimento do Senado, a proposta ainda terá que ser debatida em outras três sessões de discussão, para ser votada em segundo turno. Seguindo o rito tradicional, a votação da PEC do fim da 6×1 ainda poderia ser concluída em outubro.

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A proposta já recebeu 36 emendas, todas rejeitadas pelo relator, o senador Omar Aziz (PSD-AM). Senadores ainda podem apresentar outras emendas em Plenário, entretanto.

Calendário especial

Na quarta-feira (7), o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, disse que a votação poderia ocorrer antes disso, caso senadores apresentem requerimento de calendário especial para a PEC.

De acordo com Davi, não há requerimento com essa finalidade apresentado à Mesa. Ele garantiu que, caso seja apresentado, o requerimento será incluído na pauta para deliberação, como ocorre com proposições semelhantes.

— Se o requerimento aparecer, eu vou colocar para deliberação, e o Plenário é soberano, a vontade da maioria vai prevalecer — disse Davi à imprensa.

Para ser aprovada, uma proposta de emenda à Constituição precisa passar por cinco sessões de discussão antes da votação em primeiro turno, e por mais três sessões de discussão para votação em segundo turno, tudo no Plenário. 

A primeira sessão de discussão da proposta foi na terça-feira (6) e a segunda, na quarta-feira (7). A terceira sessão de discussão da PEC aconteceu na quinta-feira (8).

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Durante a semana, a líder do governo no Senado, senadora Teresa Leitão (PT-PE), disse que está coletando assinaturas para um requerimento de calendário especial, para acelerar a tramitação da proposta. Com isso, haveria a possibilidade de a PEC do fim da 6×1 ter sua votação concluída na penúltima semana de outubro.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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