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Governo apresenta avanços na regularização ambiental no Acre no Rio Climate Action Week
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Com foco no debate sobre o Código Florestal, regularização ambiental e proteção da vegetação nativa no Brasil, o governo do Acre, por meio da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema), participou nesta terça-feira, 26, do Rio Climate Action Week, que está sendo realizado no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), no Rio de Janeiro.
O evento, que teve início no sábado, 23, e se encerra na sexta-feira, 29, reúne especialistas, gestores públicos, representantes do setor privado e da sociedade civil para fortalecer a liderança do Brasil rumo à 30ª Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas (COP30), que será em Belém, em novembro deste ano.

Na programação desta terça-feira, 26, o evento trouxe uma abordagem sobre “Diálogos sobre Clima e Código Florestal”, organizado pelo SVRio, Observatório do Código Florestal (OCF) e Amigos da Terra – Amazônia Brasileira. A programação foi dividida em duas sessões.
A primeira debateu a relação entre o Código Florestal e as metas climáticas do Brasil. Na segunda sessão foram abordados os avanços e desafios da regularização ambiental nos estados brasileiros.
O painel, moderado pelo Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam), contou com a participação de representantes do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), Serviço Florestal Brasileiro e secretarias estaduais de meio ambiente, para troca de experiências dos programas de Regularização Ambiental em diferentes estados.
Representando o governo do Acre, o secretário de Estado do Meio Ambiente, Leonardo Carvalho, apresentou os avanços na implantação do Programa de Regularização Ambiental (PRA) e no cumprimento das exigências do Código Florestal, em especial no que diz respeito ao Cadastro Ambiental Rural (CAR).

O secretário destacou que a participação do estado foi fundamental para compartilhar dados e experiências concretas com outros entes federativos.
“Mostramos como a política pública de regularização ambiental está sendo implementada no Acre, apresentamos números e indicadores, posicionando o estado dentro desse debate nacional”, afirmou o gestor.
Saiba mais
O Programa de Regularização Ambiental do Estado do Acre (PRA) tem como finalidade a regularização ambiental de imóveis rurais do estado do Acre. Até agosto de 2025, o Acre contabilizou 14.173 cadastros ambientais rurais (CAR) analisados.
Por meio da Lei Estadual nº 3.349, de 18 de dezembro de 2017, ficou instituído o PRA no Acre, posteriormente sendo regulamentado pelo Decreto Estadual n.º 9.025, de junho de 2018, inclusive, trazendo alguns incentivos e benefícios àqueles que aderirem a iniciativa.
No ano passado, o Acre promoveu 17 mutirões ambientais, garantindo mais acesso dos produtores à regularização ambiental, com um total de 1.050 atendimentos realizados. Em 2025, o Estado ampliou os esforços para incentivar a adesão ao Cadastro Ambiental Rural, e, até setembro, já estão previstos 16 mutirões. As próximas ações ocorrerão nesta quarta-feira, 27, e quinta-feira, 28, em Tarauacá, e em setembro, nos dias 11 e 13, em Manoel Urbano.
Fonte: Governo AC
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Governo do Acre providencia apoio às terras indígenas afetadas pelas cheias dos rios em Tarauacá e Vale do Juruá
As fortes chuvas que atingem o Acre nos últimos dias provocaram o transbordamento de rios em todo o Vale do Juruá e Tarauacá, impactando diretamente comunidades ribeirinhas e diversas terras indígenas. Diante da situação, o governo do Acre mobilizou neste sábado, 25, uma força-tarefa para prestar assistência emergencial às populações afetadas, com atuação integrada da Secretaria Extraordinária de Povos Indígenas (Sepi), Defesa Civil Estadual, Secretaria de Estado de Assistência Social (SEASDH) e Corpo de Bombeiros.
Na Terra Indígena do Rio Gregório, em Tarauacá, todas as 18 aldeias dos povos Yawanawa e Noke Ko’í foram atingidas pela alagação. A cheia comprometeu roçados, criações de animais, sistemas de energia solar e o acesso à água potável. Também há registros de impactos em aldeias dos povos Shawãdawa e Apolima Arara, no Vale do Juruá.

Desde que tomou conhecimento da gravidade da situação, a governadora Mailza Assis determinou o envio imediato de apoio às regiões atingidas. Equipes da Defesa Civil Estadual já estão em campo, especialmente no rio Gregório, realizando levantamentos técnicos e coordenando as primeiras ações de apoio humanitário.
“Determinamos que toda a ajuda necessária chegue às terras indígenas afetadas e ribeirinhos, com apoio humanitário e ações integradas para atender as comunidades neste momento”, afirmou.
Diante dos impactos severos da cheia nas terras indígenas, a secretária extraordinária de Povos Indígenas, Francisca Arara, intensificou o acompanhamento dos povos afetados.
“Desde o primeiro momento em que a governadora Mailza ficou sabendo da situação, ela já entrou em contato conosco para prestar todo apoio necessário. Estamos acompanhando a situação diretamente junto às lideranças das terras indígenas, buscando informações atualizadas sobre os impactos da cheia. Já solicitamos à Defesa Civil o envio de equipes para fazer o levantamento dos danos, como perdas na produção, nos criatórios, nos sistemas de energia solar e no acesso à comunicação. É um momento de muita preocupação e de trabalho intenso, mas seguimos mobilizados para garantir o apoio necessário às comunidades afetadas”, destacou.

Além disso, a SEASDH organiza o envio de cestas básicas, itens de primeira necessidade e apoio às famílias desalojadas. O Corpo de Bombeiros Militar também participa das operações, auxiliando no resgate, transporte e suporte às comunidades isoladas.
De acordo com órgãos de monitoramento, o volume de chuvas em abril está acima da média, com registros expressivos em cidades como Cruzeiro do Sul, Porto Walter e Marechal Thaumaturgo. A previsão indica continuidade das precipitações, o que mantém o alerta para novas elevações no nível dos rios, incluindo o Juruá, que pode atingir a cota de transbordamento nos próximos dias.
O governo do Acre segue em estado de atenção, reforçando o monitoramento e ampliando as ações de apoio às populações afetadas, com prioridade para as comunidades mais vulneráveis.
Fonte: Governo AC
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