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Sessão solene do Tribunal Pleno marca a abertura dos trabalhos de inspeção do CNJ
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A cooperação entre o CNJ e o TJAC fortalece a unidade do Judiciário brasileiro, bem como projeta confiança junto à sociedade
O Acre recebeu nesta quinta-feira, 27, a equipe da Corregedoria do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) composta pelo ministro Mauro Campbell, pelas desembargadoras Agamenilde Dias e Simone Lucindo, o desembargador Arnoldo Camanho e servidores da instituição. A comitiva foi recepcionada oficialmente durante a sessão solene do Tribunal Pleno, que marcou o início da inspeção no Tribunal de Justiça do Acre (TJAC)
Na abertura desta agenda, o TJAC se apresentou como instituição que está de portas abertas e com plena disposição para colaborar com a Corregedoria Nacional de Justiça. Foram fornecidos todos os dados requeridos, bem como as unidades e equipes estão de prontidão durante essa agenda, visto que a transparência é pressuposto de legitimidade e confiança no trabalho da atual gestão.


Em seu pronunciamento, o presidente do TJAC, desembargador Laudivon Nogueira declarou o compromisso com eficiência, governança e o direito fundamental de acesso à Justiça. Ele reafirmou que esses valores orientam permanentemente a atuação do Judiciário acreano.
“A presença do CNJ em nosso estado traduz o compromisso permanente com a credibilidade da Justiça brasileira. A inspeção é uma oportunidade de diálogo e fortalecimento de práticas administrativas e jurisdicionais. Trata-se de um momento valioso em que se examina conquistas, identifica-se desafios e se constroem caminhos para a melhoria contínua da prestação jurisdicional, em benefício do cidadão, que deve estar sempre em primeiro lugar”, ressaltou Nogueira.



O corregedor nacional de Justiça, ministro Mauro Campbell, registrou memórias sobre o aprimoramento institucional:
Qual é o papel do CNJ? Há 20 anos, diante de vicissitudes – que graçavam tanto nos Ministério Público, quanto no Judiciário brasileiro – a República entendeu por bem que, através dos seus representantes no Congresso Nacional, de gestar e implantar os “conselhos de controle”. Naquela oportunidade, nós tínhamos uma situação distinta nas carreiras: a imensa maioria dos membros da magistratura era contrária à implantação do Conselho Nacional de Justiça. Essa maioria estava temerosa, algo que dogmático em qualquer parte do mundo. No entanto, agora estamos a demonstrar o quão caro é para a magistratura nacional a sua independência e a sua integridade, que devem ser manter incólumes. O juiz que julga para plateia e para satisfazer interesse outros, que não sejam o interesse público, não é juiz! Ele é um hóspede da magistratura e tem um encontro marcado com nossa equipe. Este é o fato.
(…) O CNJ não veio para protagonizar uma caça às bruxas. Ele veio com a destinação absolutamente alinhada a aquilo que nós cidadãos queremos dos órgãos. Que nós tenhamos uma visão de Judiciário unitária! Quer dizer que o que eu posso ter e manter para qualificar a prestação jurisdicional para os cidadãos acreanos, eu também tenho que ter para os cidadãos dos demais estados.
Então estamos aqui para isso: para dar organicidade e unicidade de condutas e rotinas administrativas dos tribunais brasileiros. Desde o início, várias resoluções, provimentos, atos normativos foram editados com este objetivo. O trabalho não começa e termina nestes poucos dias que vamos ficar aqui em Rio Branco. Ele começou muito antes com as equipes, a partir do levantamento de dados para a verificação se o TJAC está cumprindo os normativos e para conhecer as boas práticas executadas, que são muitas. Então, queremos captá-las para replicar em outros tribunais. Portanto, não estamos aqui para admoestar ninguém. Não é o nosso trabalho. Nós temos profundo respeito por todas as desembargadoras, desembargadores, juízas, juízes, servidoras e servidores do TJAC.










A sessão solene teve tradução em libras e foi transmitida ao vivo pelo canal do TJAC no Youtube: veja.
Fonte: Tribunal de Justiça – AC
TJ AC
7 ações que mostram como o TJAC contribui para cuidar do meio ambiente
Confira, nesta reportagem especial do Dia da Amazônia, ações adotadas pelo Judiciário acreano para reduzir seu impacto e contribuir com a preservação ambiental

Alguns podem pensar que o Poder Judiciário atua apenas na aplicação das leis e na resolução de conflitos. E, de fato, essa é uma de suas atribuições. Mas não é só isso. A Justiça atua em outras frentes. Uma delas é a proteção do meio ambiente. E que fique claro: o trabalho não se limita ao julgamento de ações relacionadas a crimes ambientais. A preocupação está dentro das próprias instituições, com políticas de sustentabilidade.
Como um dos Poderes da República, o Judiciário tem a responsabilidade de contribuir para a garantia dos direitos de toda brasileira e todo brasileiro a um meio ambiente ecologicamente equilibrado. Por isso, tribunais de todo o país adotam medidas para reduzir resíduos e tornar mais eficiente o uso de energia e água.
Há tribunais que vão além. A ideia é fazer do Poder Judiciário um agente de transformação e incentivar práticas sustentáveis também fora de suas estruturas. Um exemplo é o Tribunal de Justiça do Acre (TJAC), que há anos adota medidas para reduzir impactos ambientais, diminuir custos e contribuir para a melhoria da qualidade de vida.
Neste Dia da Amazônia, data que reforça a importância do maior bioma do planeta, vale conhecer sete ações adotadas pelo TJAC na área socioambiental. Os dados são do Relatório Parcial de Desempenho do Plano de Logística Sustentável (PLS) 2026. Confira:
1. Resíduos com destino certo
1,2 tonelada de resíduos sólidos. Esse foi o volume produzido pelo TJAC no primeiro semestre de 2026. É o equivalente, aproximadamente, ao peso de um carro de passeio. Desse total, 667 quilos são de resíduos comuns. O restante se divide entre papel, com 474,5 quilos; plástico, 35 quilos; e metais, outros 35 quilos. Independentemente do tipo, todo o material recebeu a destinação correta. Nada foi para lixões. Parte seguiu para reciclagem, outra foi doada e os resíduos que apresentam risco de contaminação ou toxicidade receberam tratamento específico.
2. Menos papel, mais tecnologia
Imagine a quantidade de papel necessária para um único processo. Centenas de folhas. Às vezes, milhares. Haja árvore para dar conta dessa demanda. Ainda bem que isso já faz parte do passado no TJAC. Os números mostram. Entre 2019 e 2026, a instituição reduziu em 89,2% o consumo de papel. Graças a investimentos em tecnologia e automação. Hoje, praticamente todos os serviços da Justiça estão disponíveis on-line. Isso facilita o acesso e reduz o uso de recursos naturais.
3. Energia que vem do sol
Sabe aquela campanha: “Ao sair, desligue o ar-condicionado e apague a luz”? Pois é. Medidas simples como essa ajudam a reduzir o consumo de energia elétrica no Judiciário acreano. Mas não é só isso. O TJAC investiu na aquisição de equipamentos mais econômicos e na instalação de usinas fotovoltaicas. Somente na capital são três. A mais recente gera cerca de 17 mil kWh por mês. O resultado aparece nos dados. Atualmente, a instituição consome, em média, 10 kWh por metro quadrado ao ano. Isso representa uma redução de 64,04% no consumo de energia em comparação com 2019.



4. Cada gota conta
A água é essencial para a vida. Logo, atenção redobrada no seu consumo. A meta é reduzir ao máximo o desperdício. Nada de deixar a torneira pingando ou o vaso sanitário vazando. Parece pouco, mas esse cuidado faz diferença quando se considera toda a estrutura do Tribunal. Com o aplicativo interno Zeladoria TJAC, situações de manutenção emergencial ou despedício são informadas por servidoras e servidores. E isso, já conseguiu reduzir em 90,71% o consumo de água por metro quadrado. O resultado supera os parâmetros estabelecidos para o período.
5. Rumo a uma frota mais limpa
Os combustíveis fósseis provocam impactos na saúde e no meio ambiente. Para frear isso, o Judiciário acreano criou estratégias para reduzir o consumo de gasolina e diesel. E tem avançado. No primeiro semestre deste ano, foram consumidos o equivalente a quase três tanques de combustível de um Boeing 737-800. É um volume significativo, mas representa uma redução de mais de 50% em comparação com 2019. A meta é reduzir ainda mais. Entre as medidas previstas está a substituição gradual dos veículos atuais por modelos híbridos ou elétricos.
6. Caminho para a descarbonização
Muita gente pensa que apenas fábricas e carros contribuem para a crise climática por causa da emissão de Gases de Efeito Estufa, os chamados GEE. O poder público também tem sua parcela de responsabilidade, inclusive o Judiciário, por causa das atividades que realiza. Essa realidade começa a mudar. Desde 2024, os tribunais brasileiros adotam soluções para reduzir, neutralizar e compensar as emissões de carbono. A estratégia faz parte da chamada descarbonização. O TJAC incluiu a medida no Plano de Logística Sustentável e, há dois anos, passou a elaborar seu inventário de Gases de Efeito Estufa, instrumento que permite medir e acompanhar as emissões relacionadas às atividades do Tribunal.
7. Plantando o Futuro
Se uma árvore pode ajudar a reduzir a temperatura de um local, diminuir a poluição e proporcionar bem-estar, imagine o efeito de 15 mil árvores. Essa é a principal meta do programa Plantando o Futuro, do Judiciário acreano. A ideia é reflorestar áreas degradadas do estado com espécies nativas da Amazônia, como ipê, samaúma, tauari, uxi, jucá e árvores frutíferas. Até agora, 3 mil mudas já foram plantadas em diferentes pontos da capital e de municípios próximos. E a iniciativa não para por aí. O trabalho prevê ainda ações de educação ambiental para profissionais da Justiça, servidores de instituições parceiras e a comunidade.



Reconhecimento às boas práticas
O conjunto de medidas sustentáveis implantadas pelo TJAC rendeu reconhecimento à instituição. Em agosto, o Tribunal conquistou o Prêmio Juízo Verde, na categoria Indicadores de Produtividade/Área Ambiental na Justiça Estadual, pelo programa Plantando o Futuro. A premiação foi concedida pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) como forma de reconhecer as ações de sustentabilidade desenvolvidas.
O avanço na redução, mensuração e compensação das emissões de carbono trouxe outra conquista. A instituição recebeu o Selo Ouro do Programa Brasileiro GHG Protocol, um ano depois de alcançar o Bronze. A evolução mostra uma nova etapa da política de sustentabilidade do Tribunal, com medidas que passaram a fazer parte da rotina e dos planos para os seus próximos anos.

Fotos: Elisson Magalhães e Gleilson Miranda/Secom TJAC
Fonte: Tribunal de Justiça – AC
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