AGRONEGÓCIO
Paraná projeta crescimento da área de soja em 2025/26 e aumento na produção de milho e trigo
AGRONEGÓCIO
O Paraná deve destinar cerca de 5,8 milhões de hectares à soja na safra 2025/26, um aumento de 1% em relação à temporada anterior, segundo o primeiro levantamento do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado. Apesar da expansão, a área não deve atingir recorde histórico.
Produção de soja pode chegar a 22 milhões de toneladas
Com a área ampliada e a produtividade estimada em 3,8 toneladas por hectare (contra 3,67 t/ha em 2024/25), a produção de soja no estado tem potencial para alcançar 22 milhões de toneladas, caso as condições climáticas sejam favoráveis. O plantio da nova safra deve iniciar em setembro.
Ainda assim, os números projetados não superam o recorde de 22,3 milhões de toneladas registrado em 2022/23. A soja segue sendo a principal cultura da primeira safra do Paraná, que, somando milho, feijão, arroz e amendoim, ocupará cerca de 6,24 milhões de hectares, abaixo do pico de 6,85 milhões de hectares de 2021/22.
Milho primeira safra deve avançar 12%
O milho da primeira safra deve ter 315 mil hectares plantados, representando crescimento de 12% em relação à temporada passada. O aumento se concentra principalmente na região sul do estado, onde produtores escolhem o milho como alternativa à cultura do feijão e evitam a segunda safra devido a restrições climáticas.
O Deral aponta que, até esta semana, apenas 1% da área estimada para o milho da primeira safra foi semeada. Ainda não há registro do percentual de plantio da soja.
Produção de trigo prevista em 2,62 milhões de toneladas
O trigo também deve registrar crescimento em 2025, com produção estimada em 2,62 milhões de toneladas, estável na comparação mensal. Apesar da redução de 26% na área plantada, o clima favorável contribui para aumento de 13% na produção em relação à safra passada.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Mercado de arroz segue travado em abril, com preços firmes e baixa liquidez no Brasil
A primeira quinzena de abril consolidou um cenário de baixa liquidez no mercado de arroz, marcado pelo desalinhamento entre a oferta potencial e a disponibilidade efetiva do produto. Segundo o analista e consultor da Safras & Mercado, Evandro Oliveira, a formação de preços segue descolada do fluxo de negociações.
De acordo com ele, o comportamento do produtor tem sido determinante nesse contexto. A retenção estratégica dos estoques, motivada por margens abaixo do custo de produção, limita a oferta no mercado e reduz o volume de negócios.
Intervalo de preços indica estabilidade artificial no mercado
Durante o período, as cotações oscilaram dentro de uma faixa entre R$ 61 e R$ 68 por saca de 50 quilos, configurando um piso no curto prazo. No entanto, essa estabilidade não reflete um mercado ativo.
Segundo o analista, trata-se de uma estabilidade artificial, com preços ofertados, mas sem efetivação de negociações, em um ambiente de baixa profundidade no mercado spot.
Indústria compra apenas para reposição imediata
Do lado da demanda, a indústria manteve uma postura cautelosa, realizando aquisições pontuais e voltadas exclusivamente à reposição de curto prazo. Esse comportamento reforça o cenário de poucos negócios e contribui para a manutenção do mercado travado.
Exportações perdem competitividade com queda do dólar
No mercado externo, a competitividade do arroz brasileiro apresentou deterioração significativa ao longo da quinzena. O principal fator foi a valorização do real frente ao dólar, com a moeda norte-americana operando abaixo de R$ 5,00.
Esse movimento reduziu as margens de exportação (FOB), tornando inviável a participação do Brasil em mercados internacionais. Como consequência, o país atingiu paridade com os Estados Unidos, eliminando o diferencial competitivo necessário para exportações nas Américas.
Queda na demanda externa reduz ritmo de embarques
Após um início de ano com volumes expressivos, superiores a 600 mil toneladas no trimestre, o mercado registrou desaceleração nas exportações. A redução da atratividade do produto brasileiro resultou em retração da demanda internacional.
Com isso, as exportações deixaram de cumprir o papel de escoamento da produção, ampliando a pressão sobre o mercado interno.
Entrada da nova safra amplia oferta e pressiona dinâmica do mercado
O período também foi marcado pela transição entre o fim da entressafra e a chegada da nova safra, com avanço da colheita e consolidação de uma produção volumosa, com boa produtividade.
Esse aumento na oferta potencial, somado à retração das exportações e à baixa liquidez interna, reforça o cenário de desequilíbrio entre produção e comercialização.
Cotação do arroz registra leve alta na semana, mas segue abaixo de 2025
No Rio Grande do Sul, principal estado produtor, a média da saca de 50 quilos (58% a 62% de grãos inteiros, pagamento à vista) foi cotada a R$ 63,14 na quinta-feira (16), registrando alta de 0,77% em relação à semana anterior.
Na comparação mensal, o avanço foi de 7,12%. No entanto, em relação ao mesmo período de 2025, o preço ainda acumula queda de 18,14%, evidenciando o cenário desafiador para o setor orizícola.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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