POLÍTICA NACIONAL
Custo do gás será discutido em audiência na Comissão de Infraestrutura
POLÍTICA NACIONAL
A composição dos custos do gás natural será tema de debate na Comissão de Infraestrutura (CI). Os senadores aprovaram nesta terça-feira (2) o requerimento (REQ 65/2025 – CI) nesse sentido, do senador Laércio Oliveira (PP-SE).
O parlamentar pede a realização de audiência pública para discutir a revisão tarifária dos gasodutos de transporte, prevista pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Ainda não há data definida para a audiência.
Laércio Oliveira destacou que o país precisa entender melhor os fatores que encarecem o insumo, considerado estratégico para a indústria.
— É um requerimento que trata sobre as transportadoras de gás natural. No Brasil, enfrentamos um custo extremamente caro, talvez o mais alto do mundo, por milhão de BTU. Precisamos conhecer a composição desse preço para tornar o gás competitivo para a indústria nacional — afirmou.
O senador lembrou que a perspectiva de novas descobertas, como na Margem Equatorial, reforça a necessidade de garantir competitividade. A audiência deve contar com representantes do Ministério de Minas e Energia, da ANP, da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) e de entidades do setor.
Durante a reunião, o senador Jaime Bagattoli (PL-RO) disse que a carga tributária é um dos principais entraves ao uso do gás.
— Quando surgiu o gás natural, acreditávamos que iria resolver definitivamente o problema da indústria. Mas a carga tributária inviabilizou o consumo em estados industrializados como São Paulo, Minas, Santa Catarina e Rio Grande do Sul — declarou.
Já a senadora Tereza Cristina (PP-MS) enfatizou a importância do insumo para a produção de fertilizantes.
— O Brasil é grande produtor de gás natural, mas não conseguiu até hoje colocar esse potencial na matriz de forma a beneficiar a indústria e a agricultura. O gás é essencial para a produção de ureia e sulfato de amônia, insumos estratégicos para o campo — ponderou.
Royalties da mineração
A CI também aprovou o REQ 66/2025 – CI, do senador Chico Rodrigues (PSB-RR), para a realização de audiência pública sobre o PL 2.307/2023, ainda sem data confirmada. O projeto, do senador Carlos Viana (Podemos-MG), aumenta os percentuais da Compensação Financeira pela Exploração Mineral (CFEM) incidentes sobre o ferro e o ouro.
A proposta estava na pauta da comissão, mas foi retirada a pedido do relator, senador Mecias de Jesus (Republicanos-RR), que já se manifestou no relatório pela aprovação da proposta com emendas.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
POLÍTICA NACIONAL
Deputados de oposição comemoram e governistas criticam rejeição do Senado a Messias no STF
A rejeição do Senado à indicação de Jorge Messias para ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) foi comemorada por deputados da oposição, em discursos no Plenário da Câmara. Parlamentares da base do governo, porém, avaliaram que o Senado “virou as costas” para o povo com a decisão. O nome de Messias foi rejeitado nesta quarta-feira (29) por 42 a 34 votos dos senadores.
A oposição classificou a rejeição de Messias como “vitória da democracia” contra o que chamam de tentativa de aparelhamento do Judiciário. Para o líder da oposição, deputado Cabo Gilberto Silva (PL-PB), a votação marca “a maior vitória” dentro do Congresso em defesa do Estado Democrático de Direito. “Esta vitória não é nossa, não é da oposição, não é do Senado nem da Câmara. Esta vitória é do povo brasileiro”, declarou.
A base do governo, por sua vez, acusou o Senado de virar as costas para o povo brasileiro e para a democracia. “Os inimigos do povo não respeitaram o voto soberano e popular na indicação do ministro do Supremo, de uma pessoa ilibada, decente, coerente, evangélico”, disse o líder do PT, deputado Pedro Uczai (SC). Segundo ele, a democracia e o povo brasileiro vão derrotar os que estão contra o governo nas próximas eleições.

O líder do PL, deputado Sóstenes Cavalcante (RJ), afirmou que o Executivo viu, com a votação, “as costas” do Senado Federal. “Parabéns aos senadores pelo recado duro que hoje deram ao governo”, disse.
Já o deputado Helder Salomão (PT-ES) reforçou que a ação do Senado foi contra o povo brasileiro. “Hoje rejeitam a indicação de um homem íntegro, preparado, com todas as qualificações para ser um ministro”, lamentou.
Indicação
Atual advogado-geral da União, Jorge Messias foi indicado para o cargo pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na vaga decorrente da aposentadoria antecipada de Luís Roberto Barroso, que deixou o tribunal em outubro de 2025.
Com a rejeição, a mensagem indicando Messias foi arquivada, e o presidente Lula terá de encaminhar um novo nome para preencher a vaga deixada por Barroso no STF.
Esta foi a primeira vez que uma indicação ao STF foi rejeitada em 132 anos. Antes, apenas cinco indicações feitas pelo então presidente da República foram derrubadas pelos senadores. Todas as rejeições ocorreram em 1894, no governo do marechal Floriano Peixoto. O STF foi criado em 1890, após a Proclamação da República.
Reportagem – Tiago Miranda
Edição – Pierre Triboli
Fonte: Câmara dos Deputados
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