RIO BRANCO
Search
Close this search box.

AGRONEGÓCIO

Déficit global de açúcar deve cair em 2025/26, projeta OIA

Publicados

AGRONEGÓCIO

A Organização Internacional do Açúcar (OIA) divulgou projeções para a temporada 2025/26 (outubro a setembro), estimando um déficit global significativamente menor em comparação ao período anterior. A redução no déficit é atribuída principalmente ao aumento da produção mundial da commodity.

Segundo a OIA, a produção global de açúcar deve crescer 3,1%, alcançando 180,59 milhões de toneladas, enquanto o consumo deve registrar um aumento marginal de 0,4%, totalizando 180,82 milhões de toneladas.

Déficit global projetado para 2025/26

O órgão intergovernamental prevê um déficit global de apenas 231 mil toneladas métricas na próxima temporada, uma queda expressiva frente às 4,88 milhões de toneladas registradas na temporada atual.

Em comunicado, a OIA destacou que, embora o déficit projetado seja relativamente pequeno antes do início da temporada, a redução em relação à temporada atual é considerada relevante para o mercado global de açúcar.

Impacto esperado no mercado

A diminuição do déficit global indica uma oferta mais equilibrada frente à demanda, o que pode reduzir pressões sobre preços internacionais da commodity e influenciar estratégias de produção e exportação nos principais países produtores.

Leia Também:  Exportações de carne de frango caem em julho com impacto da gripe aviária e restrições internacionais

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

AGRONEGÓCIO

Guerra Irã-EUA eleva preços de fertilizantes e já pressiona custos da safra 2026/2027

Publicados

em

Por

A escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã já provoca impacto direto sobre os custos do agro. Os preços da ureia subiram entre 33% e 48% nas últimas semanas, enquanto a amônia anidra avançou cerca de 39%, em um movimento puxado pela alta do gás natural e pelas restrições logísticas no Estreito de Ormuz, rota estratégica para exportação de insumos.

O Brasil, que importa cerca de 85% dos fertilizantes que consome, segundo a Associação Nacional para Difusão de Adubos (ANDA), sente o reflexo imediato. Parte relevante da ureia utilizada no País vem do Oriente Médio, o que amplia a exposição ao conflito e eleva o risco de novos aumentos no curto prazo.

O impacto ocorre justamente no momento de planejamento da safra 2026/27. Com custos mais altos, produtores começam a rever estratégias, postergar compras e buscar alternativas para reduzir o peso dos insumos no orçamento, especialmente em culturas como soja e milho, mais intensivas em fertilização.

Além da matéria-prima, o frete também entrou na equação. A tensão na região elevou o preço do petróleo e aumentou o custo do transporte marítimo, pressionando ainda mais o preço final dos fertilizantes no Brasil.

Leia Também:  Sequenciamento inédito no Brasil avança no combate à murcha do ciclame e reforça controle de doenças em plantas ornamentais

Diante desse cenário, o governo federal discute medidas para amortecer o impacto. Entre as alternativas está a criação de um mecanismo de subvenção para fertilizantes dentro do Plano Safra 2026/27, com uso de crédito subsidiado para reduzir o custo ao produtor.

Outra frente envolve ações estruturais. O governo pretende ampliar a produção nacional por meio do Plano Nacional de Fertilizantes e de linhas de financiamento via Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), na tentativa de reduzir a dependência externa, considerada um dos principais gargalos do setor.

Do lado produtivo, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) tem pressionado por medidas emergenciais, como a redução de custos logísticos e tributários, incluindo pedidos de isenção do Adicional de Frete para Renovação da Marinha Mercante (AFRMM), taxa cobrada sobre o transporte marítimo, que encarece a importação de fertilizantes.

Na prática, a combinação de alta dos insumos, frete mais caro e incerteza geopolítica cria um ambiente de maior risco para o produtor. A definição dos custos da próxima safra deve ocorrer sob volatilidade elevada, com impacto direto sobre margem e decisão de plantio.

Leia Também:  Dólar e Bolsa: Cenário de Mercado Combinado com Inflação e Juros no Brasil

Fonte: Pensar Agro

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

RIO BRANCO

ACRE

POLÍCIA

FAMOSOS

MAIS LIDAS DA SEMANA