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Quando o proteger se torna cuidar
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Segurança pública não se resume a viaturas nas ruas ou a ocorrências atendidas. Ela também se constrói no cotidiano de quem vive sob tensão, às vezes com pouco acesso à saúde, sem espaços de pertencimento e sem a sensação de que alguém se importa. Ignorar isso é tratar o sintoma e deixar a doença avançar.
Foi assim que percebi, no bairro Calafate, em Rio Branco, o projeto Funcional com a PMAC, um dos “carros-chefes” do policiamento comunitário desenvolvido pela Polícia Militar do Acre. Acompanhei, a poucos metros de casa, uma das aulas e entendi que não se trata apenas de atividade física. Vi uma comunidade organizada em torno de algo que lhe pertence.
São mais de 400 participantes ativos. Fotos: Marcos Araújo/PMACA sargento Hálida Prado conduz o projeto com rigor e sensibilidade. São mais de 400 participantes ativos, em sua maioria mulheres, distribuídos por pelo menos quatro bairros da capital. E há número semelhante de pessoas aguardando vagas. Esse dado não é detalhe, é evidência de uma demanda real que a instituição soube enxergar.
Sargendo Hálida Prado. Fotos Marcos Araújo/PMACO que o projeto oferece vai além de exercícios. Oferece rotina, autoestima, saúde mental e o vínculo mais difícil de construir entre polícia e comunidade: a confiança. Para muitas participantes, é o único espaço estruturado de autocuidado acessível. Retirá-las do isolamento também é prevenção, não diretamente do crime, mas das condições que muitas vezes as alimentam.
A literatura sobre segurança pública aponta, há décadas, o que os dados criminais confirmam: territórios com coesão social registram menos violência. O policiamento comunitário eficaz não é aquele que reage ao problema, mas o que cria as condições para que a reação seja cada vez menos necessária.
A Polícia Militar do Acre, ao sustentar iniciativas como essa, não está fazendo um favor à comunidade. Está cumprindo, com inteligência, a missão que lhe é atribuída: proteger. E proteger, quando feito com seriedade, também é cuidar.
Joabes Guedes é jornalista e sargento da Polícia Militar do Estado do Acre (PMAC). Atua na Assessoria de Comunicação da instituição.
Fonte: Governo AC
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Educação indígena e rural do Acre se fortalecem nos últimos oito anos
Quando se fala em fazer educação no Acre já se pensa nos desafios, sobretudo na logística, seja para transportar materiais de manutenção e revitalização para as escolas, seja levar merenda aos locais mais remotos ou mesmo levar um ensino de qualidade a todos os estudantes.
Mas todos esses desafios têm sido vencidos ano após ano pelo governo do Estado. Desde 2018 até agora, em 2026, os índices mostram uma evolução, não apenas no ensino, mas também nos benefícios e serviços que são ofertados à comunidade escolar.
Acre enfrenta o desafio e a logística de fazer educação na Amazônia.Foto: Mardilson Gomes/Arquivo SEE
“Temos desenvolvido ao longo dessa gestão, por determinação da governadora Mailza Assis, diretrizes para que a educação indígena e a do campo tenha a mesma qualidade da urbana. Fazer educação na Amazônia é difícil, mas temos superado os desafios levando educação e esperança em todo o nosso estado”, disse o titular da SEE, Reginaldo Prates.
Para se ter uma ideia do quanto houve de evolução no ensino nas escolas rurais, em 2018 apenas 6% delas possui algum tipo de internet para interligar estudantes e professores ao mundo virtual. Agora, nada menos do que 33% dessas escolas possuem algum tipo de conectividade.
O governo do Estado trabalha para levar conexão a um maior número de escolas rurais e indígenas, e serviços estão avançando. Em 2018, outro dado importante, apenas 25% das escolas rurais possuíam banheiro. Agora, este percentual já chegou a 70%.
Entre os diversos serviços de manutenção está a cobertura das escolas.Foto: Mardilson Gomes/Arquivo SEE
Outro dado que chama a atenção quando o assunto é levar uma educação de qualidade às comunidades rurais é que em 2018 apenas 37% das escolas possuíam água potável. Mas essa realidade vem mudando na medida em que a Secretaria de Estado de Educação e Cultura (SEE) implementa poços nas comunidades escolares. Esse percentual agora chega a 61% das escolas.
Mais de 53 milhões investidos
Para se ter uma ideia dos esforços que são realizados pelo governo do Estado na educação rural e também na educação indígena, desde 2022 até agora, já foram investidos mais de R$ 53,5 milhões em manutenção predial e revitalização de escolas nos mais diversos municípios.
Escolas indígenas têm recebido investimentos importantes do governo do Acre.Foto: Mardilson Gomes/Arquivo SEE
No total, esses investimentos chegaram, no total das intervenções, em 144 escolas indígenas e em outras 263 escolas rurais, chegando a beneficiar, no total, 35.748 estudantes, dos quais 6.021 são de escolas indígenas e outros 29.727 de escolas da zona rural do Estado.
Nos serviços de manutenção que são realizados nas escolas estão a pintura predial, a substituição de barrotes, a troca de telhas, o cercamento da escola e a instalação do pórtico, intervenções nas salas de aula, nas cozinhas e nos refeitórios, nos banheiros, além de instalação de caixas d’água e construção de poços.
Destaque na região Norte
E por tudo o que o governo do Estado, por meio da SEE, tem feito nas escolas rurais e indígenas, o Acre tem se destacado na região Norte. Para se ter uma ideia, a educação indígena aparece com muita força quando se comparam os dados.
No Acre, no ano de 2026, as matrículas nas escolas indígenas atingem um total de 12.505 estudantes. O número representa 5,2% do total de matrículas no Estado na educação básica. A média nacional dessa modalidade fica em 0,8% e na Região Norte, como um todo, essa média não ultrapassa os 4,1% de matrículas na educação indígena em relação à educação básica.
Algumas escolas foram completamente reconstruídas, como a São Pedro.Foto: Mardilson Gomes/Arquivo SEE
No Acre, entre os municípios que ofertam educação indígena estão Marechal Thaumaturgo, Porto Walter, Mâncio Lima, Rodrigues Alves e Cruzeiro do Sul, na região do Vale do Juruá, além de Sena Madureira, Assis Brasil, Feijó, Jordão, Santa Rosa do Purus e Tarauacá.
Mas é na educação rural onde o Acre se destaca. Agora em 2026 foram registradas 80.830 matrículas nessa modalidade de ensino, o que representa um total de 33,3% das matrículas da educação básica. Na comparação, a média nacional das matrículas rurais com a educação básica ficou em 16,6% e na Região Norte essa média ficou em 28,9%.
Escolas completamente revitalizadas para a comunidade escolar.Foto: Mardilson Gomes/Arquivo SEE
“No Acre, é preciso destacar que a logística para se fazer educação básica é desafiadora. Portanto, devemos levar em conta os diversos fatores, como a utilização de barcos e aviões para levar um ensino de qualidade aos estudantes e comemorar esses percentuais que nos colocam em evidência no cenário regional”, ressaltou o secretário Reginaldo Prates (SEE).
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