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Produção de soja da Ucrânia deve cair 31% em 2025/26, aponta USDA

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A produção de soja na Ucrânia deve registrar uma queda expressiva no ciclo 2025/26, segundo relatório divulgado nesta terça-feira (2) pelo adido agrícola do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). A estimativa aponta para 4,9 milhões de toneladas, retração de 31% em relação ao ciclo anterior.

Redução de área plantada afeta a produção de soja

De acordo com o USDA, a queda está diretamente ligada à redução de 24% na área destinada ao cultivo da oleaginosa, que deve somar 2,1 milhões de hectares. O movimento é resultado da migração de terras para o milho, cultura que apresenta maior rentabilidade no momento.

Desempenho de outras oleaginosas na safra 2025/26

O relatório também trouxe projeções para outras culturas. No caso da colza, a produção deve atingir 3,2 milhões de toneladas, queda de 14% em comparação ao ciclo anterior. A área plantada está estimada em 1,3 milhão de hectares, recuo de 3%.

Já o girassol, principal oleaginosa do país, deve ampliar em 3% sua área cultivada, chegando a 6 milhões de hectares. A produção, entretanto, deve permanecer praticamente estável, em 12,7 milhões de toneladas.

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Exportações de soja e colza em queda

As projeções para exportação também foram revisadas para baixo. No caso da soja, os embarques devem cair quase pela metade, atingindo 2,1 milhões de toneladas em 2025/26. Já a colza deve recuar para 2,55 milhões de toneladas, frente às 3,14 milhões registradas em 2024/25.

Para o girassol, a expectativa é de exportações mais equilibradas, em torno de 300 mil toneladas.

Novas tarifas sobre exportações

O relatório ressalta ainda que o Parlamento ucraniano aprovou, em julho, um projeto de lei que cria uma tarifa de 10% sobre as exportações de soja e colza. A medida, que ainda aguarda sanção, isenta agricultores e cooperativas, mas já pressiona os preços pagos aos produtores. Tradings reduziram os valores ofertados em antecipação à cobrança do imposto.

O objetivo da nova política é incentivar o processamento interno das oleaginosas, já que a tarifa não incidirá sobre derivados como óleo e farelo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Tarifas dos EUA colocam exportações brasileiras sob pressão e ampliam exigências de rastreabilidade no agronegócio

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O Brasil entrou em uma corrida contra o tempo para evitar novos obstáculos às exportações para os Estados Unidos. O governo brasileiro tem até 15 de julho para apresentar argumentos e negociar uma proposta americana que prevê a aplicação de uma tarifa adicional de 12,5% sobre produtos vinculados a suspeitas de trabalho forçado. Caso seja implementada e somada aos 25% já anunciados anteriormente pelos Estados Unidos, a cobrança poderá atingir 37,5% em determinados produtos brasileiros.

Embora os principais produtos do agronegócio nacional, como carne bovina, café, suco de laranja, petróleo e gás, permaneçam fora do escopo direto da investigação, especialistas alertam que o maior desafio pode estar além das tarifas: a crescente exigência internacional por rastreabilidade, governança e conformidade socioambiental.

Agronegócio brasileiro enfrenta risco reputacional crescente

A avaliação de analistas de mercado é que os impactos econômicos imediatos tendem a ser limitados para as principais cadeias exportadoras. No entanto, a inclusão do Brasil em uma discussão internacional relacionada ao combate ao trabalho forçado pode gerar efeitos indiretos relevantes sobre a imagem do país perante compradores, investidores e instituições financeiras.

O principal receio é que importadores passem a exigir processos mais rigorosos de auditoria, monitoramento da cadeia de suprimentos e comprovação da origem dos produtos. Esse movimento já vem ocorrendo em diversos mercados internacionais e pode ganhar força caso a proposta americana avance.

Para especialistas, a simples associação do Brasil a questionamentos sobre fiscalização trabalhista pode aumentar a pressão por certificações, mecanismos de rastreabilidade e controles adicionais de compliance, mesmo para empresas que não estejam diretamente relacionadas aos setores investigados.

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Cadeias produtivas precisarão reforçar transparência

O novo cenário reforça uma tendência global que vem transformando o comércio internacional. Cada vez mais, a competitividade dos exportadores não depende apenas de preço, qualidade e produtividade, mas também da capacidade de demonstrar conformidade com critérios ambientais, sociais e de governança.

No agronegócio, essa realidade se traduz na necessidade de ampliar investimentos em rastreabilidade, documentação de processos produtivos e monitoramento de fornecedores.

Empresas que já possuem sistemas robustos de controle tendem a enfrentar menos dificuldades. Por outro lado, organizações com baixa transparência operacional podem encontrar barreiras adicionais para acessar mercados estratégicos.

Crédito pode ficar mais seletivo

Além dos reflexos comerciais, o endurecimento das exigências regulatórias pode afetar o acesso ao crédito.

Instituições financeiras e investidores internacionais têm incorporado critérios ESG e de compliance em suas análises de risco. Nesse contexto, empresas com fragilidades em governança ou dificuldades para comprovar a origem de seus produtos podem enfrentar custos mais elevados de financiamento.

O movimento acompanha uma transformação global em que transparência e conformidade deixam de ser diferenciais e passam a representar requisitos básicos para obtenção de capital e participação em mercados internacionais.

Brasil terá seis semanas para negociar

O cronograma estabelecido pelas autoridades americanas prevê consulta pública e audiência em 6 de julho, com decisão final prevista para 15 de julho.

Até lá, especialistas defendem uma atuação coordenada entre governo e iniciativa privada. Entre as prioridades estão a ampliação das negociações diplomáticas, a apresentação de evidências sobre os mecanismos brasileiros de combate ao trabalho análogo à escravidão e o fortalecimento da interlocução com importadores e entidades empresariais dos Estados Unidos.

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Também ganha importância a mobilização de dados que demonstrem a relevância do Brasil para o abastecimento de matérias-primas estratégicas da economia americana, especialmente no agronegócio e na mineração.

Governança será diferencial competitivo

Para o mercado, o cenário ainda é considerado administrável. Entretanto, a discussão evidencia uma mudança estrutural no comércio internacional: as barreiras comerciais deixam de ser apenas tarifárias e passam a incorporar critérios regulatórios, sociais e reputacionais.

Nesse ambiente, a capacidade de comprovar origem, regularidade e conformidade torna-se um ativo estratégico para exportadores brasileiros.

A avaliação predominante entre especialistas é que empresas e cadeias produtivas capazes de demonstrar elevados padrões de governança terão vantagem competitiva nos próximos anos. Já aquelas que não conseguirem atender às novas exigências poderão enfrentar restrições comerciais, aumento do custo de capital e perda de espaço nos mercados internacionais.

Agronegócio brasileiro precisa transformar compliance em oportunidade

O avanço das exigências globais de rastreabilidade e responsabilidade social representa um desafio, mas também uma oportunidade para o agronegócio brasileiro consolidar sua imagem como fornecedor confiável e sustentável.

Com poucas semanas para o encerramento das negociações, o resultado dependerá não apenas da atuação diplomática do governo, mas também da capacidade do setor produtivo de demonstrar transparência, segurança jurídica e compromisso com as melhores práticas internacionais.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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