RIO BRANCO
Search
Close this search box.

AGRONEGÓCIO

Santa Catarina enfrenta crise com população descontrolada de javalis

Publicados

AGRONEGÓCIO

Desde 2010, os javalis se tornaram uma praga crescente em Santa Catarina, atacando propriedades rurais e destruindo lavouras em diversas regiões do estado, especialmente na Serra e no Meio-Oeste. Segundo José Zeferino Pedrozo, presidente da FAESC (Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de SC) e do Senar/SC, os animais também representam perigo para pessoas devido à sua agressividade.

Entre 2019 e 2024, mais de 120 mil javalis foram abatidos, mas estima-se que atualmente mais de 200 mil animais ainda percorram 236 municípios catarinenses.

Áreas mais afetadas e hábitos dos javalis

A maior concentração de javalis ocorre no entorno de Lages, na Serra Catarinense, e no Parque Nacional das Araucárias, com 12.841 hectares entre Ponte Serrada e Passos Maia, no Meio-Oeste. Quando o alimento escasseia, os javalis migram para propriedades rurais de diversas regiões, atacando lavouras de milho, feijão, soja, trigo, pastagens, hortas, além de criatórios de aves e suínos. Em uma única noite, um bando pode destruir hectares de plantações.

Lei estadual permite manejo, mas abate é perigoso

A Lei nº 18.817/2023, sancionada pelo governador Jorginho Mello, autoriza o controle populacional do javali-europeu (Sus scrofa). Entretanto, muitos produtores evitam o abate direto devido à periculosidade da atividade e à complexidade burocrática, preferindo acionar a Polícia Militar Ambiental. Javalis podem atacar caçadores e cães de caça, tornando o manejo um desafio.

Leia Também:  Frio intenso exige nutrição estratégica para manter desempenho de gado de corte
Características biológicas dificultam o controle

Os javalis em Santa Catarina são da espécie exótica invasora Sus scrofa, que se reproduz rapidamente. As fêmeas têm em média duas ninhadas por ano, com até oito filhotes cada. Os machos adultos pesam entre 150 e 200 kg e as fêmeas entre 50 e 100 kg. Vivem em bandos de até 50 indivíduos e podem cruzar com porcos domésticos, originando os chamados “javaporcos”, o que complica ainda mais o controle populacional.

Riscos sanitários e impacto na agroindústria

Além dos danos às lavouras, os javalis podem transmitir doenças graves, como peste suína africana (PSA), peste suína clássica (PSC) e febre aftosa, colocando em risco plantéis comerciais de suínos e a economia agroindustrial do estado. Santa Catarina, apesar de ocupar apenas 1,12% do território nacional, é o maior produtor e exportador de suínos do Brasil, segundo maior produtor de frangos e o terceiro de leite. Por isso, a praga ameaça não apenas produtores, mas toda a cadeia produtiva e a segurança sanitária do país.

Burocracia dificulta ações de controle

Uma audiência pública na Câmara dos Deputados discutiu recentemente o controle de javalis no Brasil. Entre os desafios apontados estão a dificuldade de obtenção de licenças, a demora na emissão de documentos como guias de tráfego e autorizações de caça, e a burocracia excessiva do sistema nacional. Apenas caçadores profissionais registrados e licenciados podem realizar o abate, mas o número de equipes é insuficiente diante da quantidade de animais.

Leia Também:  Fundos ampliam vendas de açúcar em NY para o maior nível em quase seis anos
Praga exige ação conjunta

Especialistas e autoridades alertam que o controle da população de javalis é uma prioridade que envolve toda a sociedade, não apenas o agronegócio. Medidas coordenadas entre produtores, órgãos ambientais e governo são essenciais para proteger a economia, a segurança sanitária e a integridade das pessoas no meio rural.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

AGRONEGÓCIO

El Niño ganha força no Pacífico e aumenta expectativa de impacto no clima e na produção agrícola

Publicados

em

Por

As condições para o desenvolvimento de um novo episódio do fenômeno El Niño seguem se intensificando no Oceano Pacífico Tropical. Dados recentes apontam um avanço consistente no aquecimento das águas superficiais, elevando as expectativas dos meteorologistas para a consolidação do fenômeno ainda nos próximos meses.

De acordo com o monitoramento climático, a anomalia média da Temperatura da Superfície do Mar (TSM) na região conhecida como Niño 3.4 apresentou forte evolução entre abril e maio. Após registrar valor ligeiramente negativo de -0,03°C em abril, o indicador passou para 0,49°C em maio, aproximando-se do limiar utilizado para caracterizar condições favoráveis ao El Niño.

O aquecimento continuou avançando ao longo das últimas semanas. Na região central do Pacífico Equatorial, as anomalias permaneceram iguais ou superiores a 0,5°C durante quatro semanas consecutivas. Já na primeira semana de junho, o índice alcançou 0,7°C, reforçando o cenário de fortalecimento do fenômeno.

Formação do El Niño depende da persistência do aquecimento

Especialistas destacam que a caracterização oficial de um evento de El Niño exige não apenas o aquecimento das águas do Pacífico, mas também a manutenção dessas condições por um período prolongado.

Leia Também:  Fundos ampliam vendas de açúcar em NY para o maior nível em quase seis anos

O fenômeno é considerado estabelecido quando o Índice Oceânico Niño Relativo (RONI) permanece igual ou superior a 0,5°C por pelo menos cinco trimestres móveis consecutivos. Com base nos dados observados até maio e nas projeções dos modelos climáticos internacionais, o primeiro trimestre a atingir esse patamar deverá ser o período de abril, maio e junho.

Caso a tendência atual seja mantida, aumentam significativamente as chances de confirmação de um novo episódio do fenômeno, que costuma provocar alterações importantes nos regimes de chuva e temperatura em diversas regiões do Brasil e do mundo.

Impactos podem atingir o agronegócio brasileiro

A evolução do El Niño é acompanhada com atenção pelo setor agropecuário, uma vez que o fenômeno influencia diretamente o comportamento climático durante importantes fases de desenvolvimento das culturas agrícolas.

Historicamente, eventos de El Niño estão associados ao aumento das chuvas na Região Sul do Brasil e a condições mais secas em áreas do Norte e Nordeste. Os efeitos variam em intensidade e duração, podendo impactar o planejamento das safras, o manejo das lavouras e a produtividade de diferentes culturas.

Leia Também:  Valor de referência do leite em outubro é projetado em R$ 2,22 no RS

Além da agricultura, o fenômeno também pode influenciar a disponibilidade hídrica, a geração de energia, os níveis dos reservatórios e a ocorrência de eventos climáticos extremos.

INMET mantém monitoramento permanente

O Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) informou que segue acompanhando continuamente as condições oceânicas e atmosféricas no Pacífico Equatorial, avaliando a evolução das temperaturas da superfície do mar e outros indicadores relacionados ao fenômeno.

Paralelamente, o órgão monitora as projeções divulgadas pelos principais centros internacionais de previsão climática, responsáveis pelo acompanhamento global das condições oceânicas e atmosféricas.

A expectativa é de que o INMET publique nos próximos dias uma nova atualização técnica com informações mais detalhadas sobre a evolução do aquecimento no Pacífico e as perspectivas para a possível consolidação do El Niño ao longo de 2026.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

RIO BRANCO

ACRE

POLÍCIA

FAMOSOS

MAIS LIDAS DA SEMANA