RIO BRANCO
Search
Close this search box.

AGRONEGÓCIO

Fundos ampliam vendas de açúcar em NY para o maior nível em quase seis anos

Publicados

AGRONEGÓCIO

Os fundos de hedge e pequenos especuladores aumentaram sua posição de venda líquida no mercado de açúcar bruto de Nova York, passando de 125.081 lotes em 29 de julho para 151.004 lotes em 5 de agosto, atingindo o maior nível desde novembro de 2019.

Segundo analistas, a movimentação ocorre em meio a estoques globais apertados e incertezas na safra 2025/26, especialmente no Centro-Sul do Brasil, principal região produtora de açúcar.

Estoques globais em queda elevam riscos para o mercado

De acordo com estimativa da DATAGRO, a relação estoque/consumo mundial de açúcar deve cair para 41% no final do ano comercial 2024/25, o menor nível em 15 anos, consequência de três anos consecutivos de déficit na produção global.

Apesar disso, os preços em NY têm se mantido estáveis, refletindo o equilíbrio momentâneo entre a capacidade de exportação do Centro-Sul do Brasil — de 3 a 3,5 milhões de toneladas por mês — e a pressão especulativa de fundos e pequenos traders.

Incertezas sobre a safra e o mix de produção

Especialistas alertam que o mercado ainda enfrenta desafios no rendimento agrícola e nos níveis de ATR, o que pode tornar a atual posição vendida mais vulnerável. Caso as usinas alterem o mix de produção, reduzindo a participação do açúcar, o mercado poderá registrar movimentos de alta abrupta nos preços.

Leia Também:  Queijos lideram alta de preços em novembro, enquanto leite e arroz ficam mais baratos no Brasil
Padrão de vendas em commodities correlacionadas

Além do açúcar, os fundos mantêm posição baixista em outras commodities agrícolas e energéticas. Entre os destaques:

  • Grãos: clima favorável nos EUA, Europa e Mar Negro mantém fortes perspectivas para trigo, milho e soja;
  • Soja: preços subiram 2,5% após declaração de Trump incentivando aumento das compras da China;
  • Energia: aumentos de produção da OPEP+ e redução da pressão no mercado de diesel levaram a liquidação de posições compradas;
  • Metais: reversão de tarifas sobre o cobre nos EUA provocou queda de 22% nos preços e redução das posições compradas líquidas.

No conjunto, a posição de venda líquida combinada das principais commodities agrícolas cresceu 12,4% na semana encerrada em 5 de agosto, alcançando o maior nível em quase um ano.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

AGRONEGÓCIO

Semi-hidroponia avança no Brasil e transforma produção agrícola em solos degradados

Publicados

em

Por

Produzir no campo brasileiro tem se tornado cada vez mais desafiador diante das mudanças climáticas, da irregularidade das chuvas e da crescente degradação dos solos. Em culturas mais sensíveis, como as hortaliças, esses fatores elevam os riscos e podem comprometer totalmente a viabilidade econômica das lavouras.

Doenças de solo como murcha bacteriana, fusariose e a presença de nematoides estão entre os principais entraves à produtividade, especialmente em áreas já afetadas. Nesse cenário, soluções inovadoras têm ganhado espaço, com destaque para sistemas de cultivo sem solo, como a semi-hidroponia.

Alternativa sustentável para solos problemáticos

Dados da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) apontam que uma parcela significativa dos solos agrícolas do país apresenta algum nível de degradação, o que reforça a necessidade de tecnologias mais adaptáveis e resilientes.

A semi-hidroponia surge como uma evolução dos sistemas hidropônicos tradicionais. Nesse modelo, o solo é substituído por substratos inertes que sustentam as plantas, enquanto a nutrição ocorre por meio da fertirrigação — técnica que permite o fornecimento controlado de água e nutrientes.

Leia Também:  Mercados asiáticos encerram semana em queda com tensões entre EUA e China

Na prática, o produtor passa a ter maior controle sobre o ambiente de cultivo, reduzindo significativamente os riscos fitossanitários.

“Problemas como murcha bacteriana, fusariose e nematoides são comuns no solo e de difícil controle. Com a semi-hidroponia, é possível praticamente eliminar essas ameaças, mantendo a produtividade”, explica o especialista em agricultura Felipe Vicentini Santi.

Substratos acessíveis e eficientes

Entre as alternativas mais viáveis economicamente, destaca-se a combinação de casca de arroz carbonizada com areia lavada, geralmente na proporção 50/50.

Essa mistura oferece condições ideais para o desenvolvimento das plantas: a casca de arroz contribui para a retenção equilibrada de umidade e aeração das raízes, enquanto a areia favorece a drenagem, evitando o encharcamento — fator diretamente ligado ao surgimento de doenças.

Ganhos em produtividade e uso de recursos

Além de reduzir drasticamente problemas sanitários, o sistema semi-hidropônico apresenta outras vantagens relevantes. Entre elas, a possibilidade de cultivo contínuo ao longo do ano, inclusive em períodos de alta pluviosidade, e a eliminação da necessidade de rotação de culturas.

Outro ponto estratégico é a eficiência no uso de insumos. A fertirrigação permite economia de água e fertilizantes, reduz perdas e minimiza impactos ambientais, tornando o sistema mais sustentável no longo prazo.

Leia Também:  Mercado do milho segue travado no Brasil enquanto bolsas registram leves baixas
Desafios ainda limitam expansão

Apesar dos benefícios, a adoção da semi-hidroponia ainda enfrenta barreiras. O investimento inicial em infraestrutura e a necessidade de conhecimento técnico para o manejo adequado da irrigação e da nutrição das plantas são os principais desafios apontados.

Em operações de maior escala, questões como custo, logística e acesso à tecnologia também podem dificultar a implementação.

Inovação como caminho para o futuro

Mesmo diante desses entraves, o avanço de sistemas como a semi-hidroponia sinaliza uma transformação importante na agricultura brasileira. Em um cenário de maior instabilidade climática e pressão por produtividade, a adoção de tecnologias que aumentem o controle e a eficiência tende a ser decisiva.

A capacidade de adaptação, aliada à inovação e ao manejo técnico, desponta como o principal diferencial para garantir a sustentabilidade e a competitividade da produção agrícola no país.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

RIO BRANCO

ACRE

POLÍCIA

FAMOSOS

MAIS LIDAS DA SEMANA