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Porto de Santos bate recorde histórico em agosto e amplia participação no comércio exterior

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O Porto de Santos encerrou agosto de 2025 com números históricos na movimentação de cargas e contêineres, consolidando-se como principal hub logístico do país. Segundo dados da Gerência de Inteligência e Estatística da Autoridade Portuária de Santos (APS), foram movimentadas 16,5 milhões de toneladas no mês, o melhor resultado para agosto na história do complexo portuário. O volume representa crescimento de 3,5% em relação ao mesmo período de 2024.

Contêineres puxam o crescimento e atingem recorde mensal

Além da movimentação total de cargas, o fluxo de contêineres também atingiu patamar recorde. Em agosto, foram movimentados 518,1 mil TEU (unidade padrão de contêineres), alta de 8,9% frente ao ano anterior.

No acumulado de 2025, o porto já soma 3,8 milhões de TEU, o que representa avanço de 8% em comparação com igual período de 2024.

De acordo com Anderson Pomini, presidente da APS, o desempenho reforça a força do setor portuário:

“Os dados demonstram que o mês de agosto foi de superação do cenário internacional adverso e apontam para a consolidação de um ano histórico, resultado do trabalho conjunto entre portuários, empresas, terminais e das articulações diplomáticas do governo federal e do setor produtivo”, afirmou.

Exportações impulsionam resultados com destaque para celulose e soja

Os embarques de diversos produtos registraram crescimento expressivo no comparativo anual:

  • Celulose: +55,8%
  • Soja: +27%
  • Sucos: +20,8%
  • Gasolina: +24,1%
  • Óleo combustível: +15,3%
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O fluxo de embarcações também cresceu. Em agosto, atracaram 489 navios, um aumento de 9,6% frente ao ano passado. Com isso, a participação do Porto de Santos na corrente de comércio exterior brasileiro chegou a 29,9%, acima dos 28,5% registrados em agosto de 2024.

Tarifas dos EUA impactam exportações, mas China ganha protagonismo

Apesar do desempenho geral positivo, os efeitos das tarifas impostas pelos Estados Unidos começaram a aparecer nos números. Segundo dados do sistema Comex, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC), as exportações de Santos para o mercado norte-americano caíram 5,79% em valor no mês de agosto.

Mesmo assim, o valor total das exportações do porto avançou 8,55% no período. O destaque foi a China, destino que registrou crescimento de 63,25% nos embarques a partir de Santos, confirmando a tendência de diversificação e fortalecimento da relação comercial com o país asiático.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Agro ajuda Brasil a fechar agosto com superávit de R$ 37,7 bilhões

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O Brasil encerrou agosto com superávit comercial de R$ 37,7 bilhões, crescimento de 23,8% em relação ao mesmo mês de 2025. O resultado foi sustentado pelo aumento das exportações de soja, café, animais vivos, carne de frango e farelo de soja, além do avanço das vendas da indústria extrativa e de outros segmentos da indústria de transformação.

Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), as exportações brasileiras somaram R$ 169,1 bilhões em agosto, alta de 12,2% na comparação anual. As importações cresceram 9,2% e alcançaram R$ 131,4 bilhões.

A corrente de comércio, que corresponde à soma das exportações e importações, movimentou R$ 300,5 bilhões no mês, aumento de 10,9% em relação a agosto do ano passado.

A agropecuária respondeu diretamente por R$ 37,7 bilhões em exportações durante agosto, crescimento de 11,4%. Esse valor considera os produtos classificados pelo governo como pertencentes à atividade agropecuária e não inclui carnes, farelo de soja, açúcar, sucos e outros itens processados contabilizados dentro da indústria de transformação.

Entre os produtos do campo, o valor das exportações de animais vivos avançou 174,3%. As vendas externas de café não torrado cresceram 24,1%, enquanto a soja, principal item da pauta agropecuária brasileira, registrou aumento de 14%.

A contribuição do agronegócio também apareceu entre os produtos industrializados. As exportações de carne de aves e miudezas aumentaram 40,5%, enquanto as vendas de farelo de soja e de outros produtos destinados à alimentação animal cresceram 36,6%.

O desempenho positivo compensou a retração observada em outras cadeias importantes. As exportações de milho não moído caíram 25,3% em agosto. Também houve redução de 34,7% no mel natural e de 35,7% nas vendas de sementes oleaginosas, grupo que inclui produtos como girassol, gergelim, canola e algodão.

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Na indústria de transformação, o valor das exportações de carne bovina fresca, refrigerada ou congelada recuou 19,7% em agosto. Açúcares e melaços tiveram queda de 37%. A redução mensal da carne bovina ocorreu depois de um período de embarques elevados e não anulou o crescimento acumulado pelo setor ao longo do ano.

Entre janeiro e agosto, o Brasil exportou R$ 1,28 trilhão, aumento de 10,3% na comparação com os primeiros oito meses de 2025. As importações somaram R$ 997,3 bilhões, com crescimento de 6,1%.

Com isso, o superávit comercial acumulado em 2026 chegou a R$ 282,1 bilhões, avanço de 28,2%. A corrente de comércio alcançou R$ 2,28 trilhões no período, alta de 8,4%.

As exportações classificadas como agropecuárias totalizaram R$ 295 bilhões entre janeiro e agosto, crescimento de 9,5%. O resultado foi favorecido pelo aumento de 81,9% nas vendas de animais vivos, de 15,2% nos embarques de soja e de 15,1% nas exportações de algodão em bruto.

A indústria extrativa exportou R$ 316,9 bilhões nos oito primeiros meses, alta de 19,6%. A indústria de transformação respondeu por R$ 660 bilhões, crescimento de 6,6%.

Apesar da queda isolada de agosto, a carne bovina acumulou aumento de 22,3% nas exportações de janeiro a agosto. O desempenho mostra que o recuo mensal ocorreu sobre uma base de vendas externas ainda elevada no conjunto do ano.

Outros produtos do agronegócio apresentaram resultado menos favorável. As exportações acumuladas de trigo e centeio diminuíram 31,3%, enquanto as de milho recuaram 3,6%. O café não torrado acumulou queda de 13,7%, apesar da recuperação registrada em agosto.

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Também houve redução de 35,8% nas vendas externas de sucos de frutas e vegetais e de 28,2% nos embarques de açúcares e melaços durante os oito primeiros meses.

Do lado das compras brasileiras, as importações da agropecuária chegaram a R$ 2,4 bilhões em agosto, crescimento de 7,4%. O aumento foi influenciado por pescado, trigo, centeio e produtos hortícolas.

O valor das importações de pescado avançou 64,8%, enquanto as compras de trigo e centeio cresceram 10,5%. Os produtos hortícolas frescos ou refrigerados registraram alta de 54%. Em sentido contrário, as importações de soja diminuíram 22,2%, e as de frutas e nozes não oleaginosas recuaram 9,3%.

A indústria de transformação concentrou a maior parcela das compras externas, com R$ 123 bilhões em agosto, crescimento de 13,4%. No acumulado do ano, as importações do segmento chegaram a aproximadamente R$ 930 bilhões.

Entre os insumos estratégicos para a produção rural, o valor importado de adubos e fertilizantes químicos caiu 35,9% em agosto. As compras de fertilizantes brutos apresentaram redução de 15,6%.

A queda não significa necessariamente redução equivalente no volume desembarcado, porque os dados também refletem mudanças nos preços internacionais. O movimento pode estar relacionado ainda à antecipação de compras, à formação de estoques, à volatilidade do mercado e ao ritmo de aquisição para a safra 2026/2027.

Os números de agosto reforçam o papel do agronegócio na geração de receitas externas e na sustentação do saldo comercial brasileiro. Ao mesmo tempo, a diferença de desempenho entre as cadeias mostra que o resultado depende tanto da produção nacional quanto dos preços internacionais, do câmbio e das condições de acesso aos principais mercados compradores.

Fonte: Pensar Agro

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