AGRONEGÓCIO
Bom Sucesso realiza 4º Concurso de Cafés Especiais com mais de 60 produtores inscritos
AGRONEGÓCIO
O município de Bom Sucesso, na região do Campo das Vertentes, se prepara para sediar o 4º Concurso de Cafés Especiais, que acontece no próximo sábado (20), a partir das 8h, no Centro Municipal de Eventos Porfírio Roberto da Silva. O objetivo é identificar, valorizar e premiar os melhores cafés especiais produzidos na cidade.
Incentivo à agricultura familiar e ao mercado de cafés especiais
Segundo o extensionista da Emater-MG, Renan Bertoli de Freitas, a competição vai além da premiação. O evento fortalece a imagem dos agricultores familiares, amplia oportunidades de mercado e estimula a troca de conhecimentos técnicos entre produtores, extensionistas e consumidores.
“Além disso, os cafés premiados ganham maior visibilidade e atraem compradores, fortalecendo a economia local. Com isso, Bom Sucesso e região passam a ocupar um espaço de destaque no cenário dos cafés especiais”, afirma Freitas.
Organização e premiação do concurso
O concurso é promovido pela Emater-MG, Berilo Cafés Especiais, Prefeitura Municipal e Câmara de Vereadores, com o apoio de diversos parceiros. Mais de 60 cafeicultores estão inscritos para participar da disputa.
Os três primeiros colocados receberão prêmios em dinheiro que variam entre R$ 5 mil e R$ 2 mil, como forma de incentivo e reconhecimento pela qualidade da produção.
Avaliação técnica com padrão internacional
As amostras de café serão avaliadas por profissionais certificados pelo Coffee Quality Institute (CQI), utilizando a metodologia da Specialty Coffee Association (SCA).
Para ser classificado como especial, o café precisa atingir nota mínima de 80 pontos em atributos como fragrância, aroma, sabor, retrogosto, acidez, corpo, equilíbrio, doçura e ausência de defeitos.
Produção de cafés especiais em Bom Sucesso
A cafeicultura é parte fundamental da história do município. De acordo com Renan Bertoli, a sucessão familiar no campo garante a continuidade da atividade, que alia práticas sustentáveis, manejo tradicional e uso de tecnologias modernas.
Esse conjunto de fatores, aliado às condições naturais favoráveis, resulta em grãos de alta qualidade e perfil sensorial diferenciado.
“Graças a essas características, os cafés de Bom Sucesso vêm conquistando espaço em concursos e no mercado nacional e internacional, reforçando a identidade local como produtora de excelência”, destaca o extensionista.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Exportações de soja do Brasil batem 58,5 milhões de toneladas e reforçam liderança global em 2026
O agronegócio brasileiro segue consolidando sua posição de protagonista no comércio mundial de grãos. Dados divulgados pela Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (ANEC) mostram que as exportações brasileiras de soja atingiram 58,51 milhões de toneladas entre janeiro e maio de 2026, volume superior aos 54,26 milhões embarcados no mesmo período do ano passado.
O resultado confirma o forte desempenho da cadeia produtiva da soja e reforça as projeções de que o Brasil permanecerá como o principal fornecedor global da commodity ao longo deste ano.
Somente em maio, os embarques da oleaginosa alcançaram 15,42 milhões de toneladas. Para junho, a programação portuária indica exportações próximas de 12,4 milhões de toneladas, mantendo um ritmo elevado de comercialização internacional.
Colheita da soja entra na reta final
A safra brasileira de soja 2025/26 está praticamente concluída, restando apenas algumas áreas nos estados do Maranhão, Piauí e Santa Catarina. Com o encerramento dos trabalhos de campo, o Ministério da Agricultura e Pecuária publicou as regras para o vazio sanitário e o calendário de semeadura da safra 2026/27.
A medida, considerada estratégica para a defesa fitossanitária das lavouras, estabelece períodos de 60 a 90 dias sem plantas vivas de soja, visando o controle da ferrugem-asiática, uma das doenças mais agressivas da cultura.
China segue como principal destino da soja brasileira
A dependência chinesa da soja brasileira permanece expressiva. Segundo a ANEC, a China respondeu por 70% das compras da oleaginosa brasileira entre janeiro e maio deste ano.
Na sequência aparecem Espanha (5%), Turquia (4%), Tailândia (3%), Paquistão (2%), Holanda (2%) e Irã (2%), demonstrando a ampla diversificação dos mercados atendidos pelo Brasil.
Milho caminha para safra histórica
Enquanto a soja encerra sua colheita, o milho vive um momento decisivo. A colheita da primeira safra alcançou 84,6% da área cultivada até o fim de maio, em linha com a média dos últimos cinco anos. Paralelamente, os primeiros talhões da segunda safra começaram a ser colhidos em estados como Mato Grosso e Tocantins.
A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) revisou para cima sua estimativa de produção e agora projeta uma safra total de 140,17 milhões de toneladas de milho em 2026, distribuídas em uma área de 22,56 milhões de hectares. O consumo interno está estimado em 94,86 milhões de toneladas.
Caso a projeção se confirme, o Brasil terá uma das maiores colheitas de milho de sua história.
Exportações de milho devem ganhar força no segundo semestre
Com a chegada da safrinha ao mercado, os embarques brasileiros de milho tendem a acelerar nos próximos meses. Atualmente, cerca de 500 mil toneladas constam na programação de embarques para junho, mas o volume ainda deve aumentar à medida que novos contratos forem consolidados.
A expectativa da ANEC é de que o Brasil exporte aproximadamente 44 milhões de toneladas do cereal ao longo de 2026, mantendo sua relevância entre os principais fornecedores globais do grão.
Entre os principais compradores do milho brasileiro neste ano estão Egito (27%), Vietnã (22%), Irã (18%), Argélia (9%) e Malásia (5%).
Complexo soja movimenta mais de 76 milhões de toneladas
Os números da ANEC mostram ainda a força do complexo soja. Entre janeiro e maio, o Brasil exportou:
- 58,51 milhões de toneladas de soja em grão;
- 10,41 milhões de toneladas de farelo de soja;
- 5,76 milhões de toneladas de milho;
- 970 mil toneladas de trigo;
- 503 mil toneladas de DDGS;
- 35 mil toneladas de sorgo.
Somados, os embarques desses produtos atingiram 76,19 milhões de toneladas nos cinco primeiros meses do ano.
Brasil fortalece protagonismo no comércio global de grãos
Os dados reforçam o papel estratégico do Brasil na segurança alimentar mundial. Com produção crescente, logística mais eficiente e demanda internacional aquecida, o país segue ampliando sua participação nos mercados globais de soja, milho e derivados.
A combinação entre safra volumosa, forte demanda asiática e perspectiva de exportações recordes mantém o agronegócio brasileiro como um dos principais motores da economia nacional em 2026, sustentando geração de renda, entrada de divisas e competitividade no comércio internacional.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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