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Desembargador Luís Camolez é homenageado com a Medalha dos(as) Fundadores(as) do Copedem

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Comenda foi entregue como reconhecimento às contribuições relevantes à formação jurídica e celebração da memória da entidade.

Diretor da Escola do Poder Judiciário do Acre (Esjud), o desembargador Luís Camolez recebeu em Brasília-DF a Medalha dos(as) Fundadores(as) do Colégio Permanente de Diretores de Escolas Estaduais da Magistratura (Copedem).

Intitulada “Medalha dos Fundadores Desembargador Paulo Ventura”, foi criada para reconhecer as contribuições relevantes à formação jurídica, sendo entregue aos(às) diretores(as) das escolas da magistratura e aos membros do conselho consultivo do Colégio, em celebração à memória de lideranças que marcaram a história da entidade.

De acordo com o diploma que acompanha a honraria, a medalha é comemorativa aos 20 anos do Colégio, e foi concedida a Luís Camolez “por sua relevante atuação e contribuição ao aperfeiçoamento e ao desenvolvimento do ensino jurídico”. O magistrado também recebeu um livro comemorativo às duas décadas do Copedem.

“Compartilho essa comenda, que significa o reconhecimento a um trabalho, com toda a equipe da Esjud, sem a qual não teríamos êxito em nossas ações. É prova de que estamos no caminho certo. Trata-se de um privilégio fazer parte deste momento tão especial do Colégio, que se estabelece como um espaço de diálogo, debate, troca de experiência e crescimento das escolas judiciais”, afirmou.

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Copedem

O Copedem promoveu na semana passada o XII Congresso Jurídico de Saúde Suplementar, e a primeira edição do Diálogos Copedem, projeto que marca os 20 anos da Instituição. O intuito do encontro foi reunir magistrados(as), lideranças empresariais, representantes do setor público e especialistas para uma escuta qualificada e multidisciplinar acerca dos desafios estratégicos que envolvem justiça, economia e sustentabilidade no Brasil contemporâneo.

Para isso, o Copedem fez parceria com o Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS). O evento reuniu ministros(as) do Superior Tribunal de Justiça (STJ), representantes da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), advogados(as), acadêmicos(as) e lideranças do setor para discutir os desafios e as perspectivas da saúde suplementar no cenário Jurídico Brasileiro.

 

Fonte: Tribunal de Justiça – AC

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Mulher consegue no Projeto Cidadão ingressar com ação para corrigir nome e sexo na certidão de nascimento

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Registrada como “Elissandro” e do sexo masculino, Elissandra Bezerra convive há 35 anos com o erro no documento, bullying e procurou a ação do TJAC em Sena Madureira para iniciar o processo de mudança

Quanto uma letra pode impactar a vida de uma pessoa? Pode parecer pouco. E em alguns casos, é mesmo. Porém, essa não é a situação de Elissandra Bezerra, de 35 anos, moradora de Sena Madureira. Por causa de um “o”, ela enfrentou inúmeras dificuldades. Isso porque foi registrada como “Elissandro” e do sexo “masculino”.

O erro provocou situações constrangedoras ao longo de toda sua vida. Na adolescência, Elissandra recebia apelidos dos colegas de classe. Não foram uma nem duas vezes que escutou que era “macho”. Hoje, ela sabe que sofria bullying. Na época, porém, preferia permanecer em silêncio para se defender. A situação diminuiu na fase adulta.

Para Elissandra, o problema parecia ter ficado para trás. Até que descobriu que Udson, seu filho do meio, de 17 anos, é autista. A notícia mudou a rotina da família. Desde então, ela busca conseguir o Benefício de Prestação Continuada (BPC) para o adolescente. No entanto, voltou a enfrentar os velhos obstáculos do passado.

Projeto Cidadão foi a solução 

Cansada dessa situação e disposta a corrigir o registro, Elissandra procurou o Projeto Cidadão, ação social do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) que oferece, de forma gratuita, documentos básicos e serviços públicos à população em situação de vulnerabilidade social.

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Ela soube pelo Instagram que a iniciativa estaria em Sena Madureira nos dias 22 e 23 de setembro, das 8h às 15h, na Escola Professor Messias Rodrigues de Souza, e que entre os serviços anunciados estava a emissão da Carteira de Identidade Nacional (CIN). A princípio, Elissandra acreditou que a alteração do documento resolveria a questão. 

No local, descobriu que o caso exigia uma medida judicial para a retificação do registro civil. Elissandra ficou apreensiva. Temeu sair mais uma vez sem uma solução. O Projeto Cidadão, porém, conta com o apoio de diferentes instituições, entre elas a Defensoria Pública. Foi lá que ouviu o que esperava há anos: “Calma, vamos resolver”.

Naquela manhã, ela recebeu as orientações jurídicas necessárias. Soube que, no caso dela, como o nome e o sexo foram registrados de forma incorreta, é necessário apresentar um atestado médico de afirmação de gênero para comprovar a situação perante as instituições. Elissandra conseguiu o documento no próprio Projeto Cidadão, que conta com atendimento de um médico clínico-geral.

Com o atestado e os demais documentos necessários, ela ingressou com o processo de retificação. Elissandra afirmou estar confiante na solução do caso. Disse não ter do que reclamar do atendimento recebido desde que chegou à escola. Foi bem tratada e recebeu os encaminhamentos necessários. Agora, sai do local com a expectativa de, em breve, receber uma nova certidão. Dessa vez, sem nenhuma letra “o” para atrapalhar.

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Inúmeros serviços

Assim como Elissandra, centenas de moradoras e moradores de Sena Madureira procuraram o Projeto Cidadão. Durante os dois dias de ação, a comunidade tem acesso a serviços jurídicos, de saúde e assistência social, todos gratuitos. Entre os mais procurados está a emissão da Carteira de Identidade Nacional. A previsão é de que mais de 200 documentos sejam produzidos.

A Coordenadoria de Bem-Estar e Saúde (Cobes) do TJAC, parceira da ação, também registra grande procura. A unidade oferece testes rápidos para hepatites B e C, HIV e sífilis, aferição da pressão arterial e dos níveis de glicemia, vacinação, além de atendimentos psicológico, fisioterapêutico e nutricional.

Esta edição do Projeto Cidadão conta com o apoio do Ministério Público do Acre (MPAC), da Defensoria Pública do Estado do Acre (DPE/AC), da Receita Federal, da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), da Prefeitura de Sena Madureira, do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e do Governo do Estado, por meio do Departamento Estadual de Trânsito (Detran), da Polícia Civil (PCAC) e da Secretaria da Mulher (Semulher).

Fotos: Gabriel Yjalade/Secom TJAC

Fonte: Tribunal de Justiça – AC

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