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Sessão destaca importância social do Sistema S

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O impacto social dos serviços do Sistema S foi destaque na sessão especial promovida pelo Senado na tarde desta sexta-feira (19). O requerimento para a homenagem (RQS 19/2025) foi apresentado pelo senador Izalci Lucas (PL-DF), que também dirigiu a solenidade. Ele lembrou que o Sistema S é o conjunto de nove instituições privadas, sem fins lucrativos e com foco na prestação de serviços públicos, como educação profissional, saúde e assistência social. 

De acordo com o senador, o hoje chamado Sistema S teve início em 1942, com o decreto que criou o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai). O Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) veio quatro anos depois. Ao longo dos anos, foram criados os Serviços Social da Indústria (Sesi), do Comércio (Sesc) e do Transporte (Sest), e também os da Aprendizagem Rural (Senar), do Transporte (Senat) e do Cooperativismo (Sescoop). O sistema ainda é integrado pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).

Izalci disse que o Sistema S mostra que uma única letra — S, de serviço autônomo, de sucesso e de sonho — consegue fazer toda a diferença na vida social do país, implantando indústrias, oferecendo lazer aos trabalhadores e melhorando a vida das pessoas em geral. Para o senador, a homenagem alcança empresários, colaboradores e trabalhadores envolvidos com o Sistema S.  

— Ao Sistema S, nosso reconhecimento e nossa sincera homenagem, na certeza de que sua colaboração continuará sendo essencial para o desenvolvimento nacional. É um sistema que não é teoria, é prática. O Sistema S tem uma trajetória que se confunde com o próprio desenvolvimento do país — afirmou o senador.

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Impacto

O diretor-geral do Departamento Nacional do Sesc, José Carlos Cirilo, agradeceu a homenagem e classificou como “inestimável” a colaboração do Sistema S ao país. Segundo Cirilo, as entidades do Sistema S atuam para transformar a vida do trabalhador, promovendo o desenvolvimento econômico e social do Brasil. Ele destacou a consciência pioneira de responsabilidade social que marcou a criação do Sesc, com foco na saúde e na educação.

— O Sesc nasceu com a missão de promover o bem-estar e a qualidade de vida do trabalhador e dos seus dependentes — declarou Cirilo, ao defender a preservação e o fortalecimento do Sistema S.

A gerente-geral do Sescoop, Karla Oliveira, destacou o impacto social do Sistema S, que com suas políticas “ajuda reduzir as desigualdades do país”. Ela disse que o Sistema S é um patrimônio nacional e informou que o cooperativismo gera 600 mil empregos diretos, sendo pouco mais da metade desse número composta por mulheres.

— O Sistema S trabalha para construir um país mais justo, com mais prosperidade, trazendo impacto positivo para todos — declarou.

Diretor-superintendente do Sesi, Paulo Moll disse que a criação de um serviço voltado para a indústria ajudou na transformação do Brasil de um país rural para um país urbano. Segundo Moll, a criação do Sesi foi como uma revolução, para moldar o Brasil em um país grande, justo e de muitas oportunidades. Ele informou que, só na área de saúde, o Sesi atende mais de 3,5 milhões de trabalhadores.

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— O propósito do Sesi é transformar a vida das pessoas, para construir uma indústria mais competitiva. Ao longo dessa trajetória de êxito, o Congresso Nacional tem sido um parceiro importante. Registro meu agradecimento especial a todos os parlamentares que reconhecem e apoiam o serviço do Sesi — registrou Paulo Moll.

Capacitação

O ex-deputado Nilson Leitão apontou que o Sistema S mostrou ao Brasil que não basta dar o emprego, mas é preciso também capacitar e promover o bem-estar. Ele, que é consultor da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), destacou o pioneirismo das entidades do Sistema S e disse que o caminho do desenvolvimento exige capacitação e preparo.

— O emprego é o maior programa de justiça que se pode dar ao ser humano. Mas é preciso mais: a capacitação, o preparo e a tecnologia. E isso a gente vê no Sistema S — afirmou Leitão.

O secretário de Educação Profissional e Tecnológica do Ministério da Educação, Marcelo Bregagnoli, destacou a importância da capacitação e da inclusão voltada para jovens. Para Bregagnoli, é importante reconhecer os serviços do Sistema S, no desenvolvimento social e na diminuição das desigualdades. Ele defendeu um pacto nacional em favor da educação e o fortalecimento da bioeconomia.

O gerente-executivo de Educação Profissional do Senai, Felipe Esteves Pinto Morgado; a diretora-executiva nacional do Sest, Nicole Goulart; e representantes de entidades patronais e sindicatos também participaram da sessão especial.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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Aprovadas em Plenário cinco indicações para o CNJ

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Cinco nomes indicados para compor o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) foram aprovados em Plenário nesta quarta-feira (29). Os novos conselheiros, que exercerão mandatos no biênio 2026-2028, foram previamente sabatinados na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

Ilan Presser

Indicado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), o juiz federal Ilan Presser recebeu 61 votos favoráveis, 4 contrários e uma abstenção. Ele teve sua indicação (OFS 17/2025) relatada pelo senador Eduardo Braga (MDB-AM).

O indicado tem graduação e mestrado em direito pela Universidade de São Paulo (USP). Foi Procurador da Fazenda Nacional (2008 a 2012), juiz federal substituto no Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF-5) de 2012 a 2013 e juiz federal substituto no Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) de 2013 a 2015, quando se tornou juiz federal no TRF-1. Atualmente está lotado em Palmas. Também é secretário-geral da Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados (Enfam), membro do Comitê Nacional de Inteligência Artificial do CNJ e presidente da Associação dos Juízes Federais da 1ª Região.

Andréa Cunha Esmeraldo

A desembargadora Andréa Cunha Esmeraldo também foi indicada pelo STJ (OFS 18/2025) e sua indicação foi relatada pelo senador Cid Gomes (PSB-CE). Em Plenário, ela teve 60 votos favoráveis, 5 contrários e uma abstenção.

A indicada nasceu no Rio de Janeiro em 1972 e é, desde 2022, desembargadora federal do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2). Ela ingressou na carreira em 1997 como juíza substituta e foi promovida a titular em 1998. Durante sua trajetória, foi titular de varas especializadas, como a 7ª Vara Federal de Execuções Fiscais do Rio de Janeiro e a 4ª Vara Federal Cível do Rio de Janeiro, além de ter atuado como juíza auxiliar na Presidência e na Corregedoria-Regional do TRF2.

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Kátia Magalhães Arruda

A ministra Kátia Magalhães Arruda foi indicada para o CNJ (OFS 1/2026) pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST) e obteve em Plenário 62 votos favoráveis e 6 contrários. A senadora Eliziane Gama (PSD-MA) emitiu o relatório.

A indicada é ministra do TST desde março de 2008. Natural de Ipuamirim (CE), tem graduação em direito, mestrado em Direito Constitucional e doutorado em Políticas Públicas, além de pós-doutorado. Sua carreira na magistratura do trabalho iniciou-se em 1990, no Tribunal Regional do Trabalho da 16ª Região (Maranhão), sendo promovida a desembargadora em 2000. Exerceu os cargos de corregedora e presidente do TRT-16, antes de assumir sua vaga no TST.

Paulo Regis Machado Botelho

Aprovado em Plenário com 61 votos favoráveis, 8 contrários e duas abstenções, o desembargador do Tribunal Regional do Trabalho da 7ª Região Paulo Regis Machado Botelho teve sua indicação (OFS 2/2026) relatada pelo senador Marcelo Castro (MDB-PI). A indicação foi feita pelo TST.

O indicado nasceu em Fortaleza e é graduado em direito pela Universidade Federal do Ceará (1989) e em jornalismo pela Universidade de Fortaleza (2018). Atuou como procurador do estado do Ceará entre 1992 e 1993. Ingressou na magistratura trabalhista em 1993, como juiz substituto do Tribunal Regional do Trabalho da 6ª Região (TRT6), em Pernambuco, e desde 2018 ocupa o cargo de desembargador federal do trabalho no TRT da 7ª Região. Em 2024, foi convocado para atuar no TST.

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Noemia Aparecida Garcia Porto

Indicada pelo TST (OFS 3/2026) na vaga destinada a juiz do trabalho, Noemia Aparecida Garcia Porto (CCJ) foi aprovada em Plenário com 60 votos favoráveis e 8 contrários. Ela teve sua indicação relatada pelo senador Eduardo Gomes (PL-TO).

Noemia Porto é juíza do trabalho do Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região (TRT10) desde 1998. Atualmente é titular da 3ª Vara do Trabalho de Taguatinga, no Distrito Federal. Também já trabalhou no Tribunal Regional do Trabalho da 24ª Região como técnica judiciária, assessora e assistente em gabinete de desembargador. Noemia presidiu a Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho entre 2019 e 2021; integrou grupo de trabalho do CNJ voltado à efetividade da política de participação feminina no Judiciário; e coordenou comitê científico da Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados do Trabalho.

Conselho Nacional de Justiça

O CNJ é uma instituição pública que tem como objetivo aperfeiçoar o trabalho do Judiciário brasileiro, principalmente no que diz respeito ao controle e à transparência administrativa e processual. É presidido pelo Presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e composto por 15 membros com mandato de dois anos, incluindo magistrados, membros do Ministério Público (federal e estaduais), advogados indicados pela OAB e cidadãos de notável saber jurídico indicados pelo Congresso.

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Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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