AGRONEGÓCIO
ApexBrasil abrirá escritório em Mato Grosso para ampliar exportações e atrair investimentos
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A ApexBrasil anunciou a abertura de um escritório em Cuiabá (MT), com o objetivo de fortalecer a promoção de produtos, atrair investimentos e gerar novas oportunidades de negócios para o estado, maior exportador da região Centro-Oeste. A medida foi confirmada durante a assinatura de um Memorando de Entendimento (MoU) com a Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato).
Escritório da ApexBrasil em Cuiabá
O presidente da ApexBrasil, Jorge Viana, destacou que o novo escritório estará em funcionamento até o final de 2025. “O Mato Grosso é um dos estados que mais exporta e tem o agronegócio como motor econômico. O escritório da Apex vai trazer investimentos do mundo inteiro e promover nossos produtos nos mercados internacionais”, afirmou.
O espaço será cedido nas dependências da Famato e terá como foco a promoção comercial de empresas locais, atração de investimentos, apoio à abertura de novos mercados e geração de oportunidades de negócios.
Mato Grosso: maior exportador do Centro-Oeste
De janeiro a agosto de 2025, Mato Grosso exportou US$ 20,2 bilhões, equivalente a 9,1% do total exportado pelo Brasil no período, segundo dados do ComexStat/MDIC. Em 2024, o estado somou US$ 27,6 bilhões em vendas externas, com 72% do setor agropecuário e 26,7% da indústria de transformação.
Os principais produtos exportados incluem soja, algodão bruto, milho, carne bovina e farelos de soja, com os maiores destinos sendo China, Espanha, Turquia, Tailândia e Vietnã.
Identificação de oportunidades de exportação
O Estudo de Oportunidades de Exportações e Investimentos da ApexBrasil, publicado em agosto de 2025, identificou 1.235 oportunidades de exportação em 21 setores do estado, com 182 países como potenciais mercados.
O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, ressaltou que ainda há espaço para expansão, citando como exemplo o gergelim. Mato Grosso é o maior produtor do Brasil, e recentemente a China ampliou de 31 para 61 o número de empresas brasileiras autorizadas a exportar o produto, das quais cerca de um terço são do estado, que representa 32,7% das empresas nacionais aptas a atender o maior mercado importador do mundo.
Benefícios para produtores e microempresas
O presidente da Famato, Vilmondes Tomain, destacou que a presença da ApexBrasil vai facilitar a internacionalização do agronegócio local e abrir novos mercados. “A internacionalização com apoio da Apex vai colocar renda na mão das pessoas e transformar o Mato Grosso”, afirmou.
Segundo a diretora de Negócios da ApexBrasil, Ana Repezza, a agência terá foco especial em micro, pequenas e médias empresas, buscando diversificação de mercados e aumento da renda local.
Famato e desenvolvimento do agronegócio
Criada em 1965, a Famato integra a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e representa mais de 33 mil produtores e 94 sindicatos rurais. A entidade atua no desenvolvimento sustentável do agronegócio e na capacitação de produtores, especialmente micro, pequenos e médios, que representam 87% das empresas ativas em Mato Grosso, segundo a Receita Federal.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Inteligência artificial transforma o agronegócio brasileiro e impulsiona produtividade no campo
A inteligência artificial (IA) vem ganhando espaço de forma acelerada no agronegócio brasileiro e já se consolida como ferramenta estratégica para elevar produtividade, reduzir desperdícios e melhorar a gestão das propriedades rurais.
Em meio a um cenário marcado por custos elevados de produção, pressão sobre as margens e maior instabilidade climática, produtores rurais passam a investir cada vez mais em soluções tecnológicas capazes de antecipar problemas e otimizar decisões no campo.
O avanço da agricultura digital ocorre em um momento em que a produção agrícola brasileira segue elevada, mas enfrenta desafios crescentes relacionados à irregularidade do clima, aumento dos custos logísticos e volatilidade do mercado.
Inteligência artificial deixa de ser tendência e entra na rotina do campo
A aplicação da inteligência artificial já influencia diretamente decisões em lavouras, confinamentos e sistemas de manejo em diferentes regiões do Brasil.
Segundo Leonardo Ribeiro Dalben, desenvolvedor de software especializado em IA, a principal transformação está na capacidade de antecipação proporcionada pelo uso de dados em tempo real.
“A inteligência artificial permite antecipar cenários com base em dados reais. Isso ajuda o produtor a agir antes do problema aparecer, seja na lavoura ou na gestão da propriedade”, afirma.
A tecnologia já é utilizada no monitoramento agrícola por meio de sensores, drones, imagens de satélite e sistemas automatizados capazes de identificar:
- falhas de plantio;
- estresse hídrico;
- início de pragas e doenças;
- necessidade de irrigação;
- e variações nutricionais das culturas.
Agricultura de precisão amplia eficiência e reduz desperdícios
A adoção de ferramentas digitais ligadas à agricultura de precisão também vem crescendo no país.
Segundo dados da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), o uso de tecnologias inteligentes pode elevar a produtividade agrícola em até 20%, além de reduzir significativamente desperdícios de água, fertilizantes e defensivos.
Na prática, a inteligência artificial permite que o produtor tome decisões mais rápidas e assertivas, melhorando:
- o aproveitamento de insumos;
- o planejamento operacional;
- o controle de custos;
- e a eficiência da produção.
O avanço dessas ferramentas ocorre principalmente em culturas como soja, milho, café, algodão e cana-de-açúcar, segmentos que já operam com elevado nível de mecanização e monitoramento digital.
Pecuária também avança com sensores e automação
Na pecuária, o uso da inteligência artificial também cresce rapidamente, especialmente em sistemas voltados ao monitoramento do rebanho e gestão operacional.
Atualmente, já existem soluções capazes de acompanhar o comportamento dos animais por meio de sensores inteligentes, permitindo:
- controle de deslocamento;
- monitoramento de saúde;
- identificação de cio;
- rastreamento de alimentação;
- e delimitação virtual de áreas de manejo.
Segundo Dalben, a tecnologia reduz custos com infraestrutura tradicional e melhora o controle operacional das fazendas.
“Hoje já existem soluções que utilizam sensores e inteligência artificial para controlar o deslocamento do rebanho, reduzindo custos com infraestrutura e aumentando o controle operacional”, explica.
Gestão financeira se torna novo foco tecnológico do agro
Além do impacto produtivo, a inteligência artificial começa a ganhar relevância na gestão financeira das propriedades rurais, considerada um dos maiores desafios do setor atualmente.
Com aumento do endividamento rural e margens mais apertadas em diversas cadeias produtivas, cresce a busca por ferramentas capazes de melhorar:
- planejamento financeiro;
- análise de custos;
- previsão de fluxo de caixa;
- controle operacional;
- e gestão de riscos.
Dados recentes apontam que as dívidas do agronegócio em recuperação extrajudicial já somam cerca de R$ 98 bilhões em 2026, evidenciando a necessidade de maior controle financeiro no campo.
“O produtor que utiliza dados consegue entender melhor seus custos, prever cenários e tomar decisões com mais segurança. Isso faz diferença principalmente em momentos de margem apertada”, ressalta o especialista.
Nova geração acelera digitalização do agronegócio
Outro fator que impulsiona o crescimento da inteligência artificial no campo é a entrada de uma nova geração de produtores rurais, mais conectada à tecnologia e à gestão baseada em dados.
O movimento acompanha o crescimento do empreendedorismo digital no agronegócio e a expansão das agtechs no Brasil, que desenvolvem soluções voltadas para:
- monitoramento climático;
- análise de produtividade;
- gestão rural;
- rastreabilidade;
- automação;
- e inteligência de mercado.
Conectividade ainda é desafio para expansão da IA no campo
Apesar do avanço acelerado, a ampliação da inteligência artificial no agronegócio ainda enfrenta obstáculos importantes, especialmente relacionados à conectividade rural e ao acesso à tecnologia por pequenos e médios produtores.
Em diversas regiões do país, limitações de internet e infraestrutura dificultam a adoção plena de sistemas inteligentes no campo.
Mesmo assim, especialistas avaliam que a tendência é de crescimento contínuo da digitalização do agro brasileiro, impulsionada pela necessidade de produzir mais com menos recursos e reduzir riscos operacionais.
“A tecnologia não substitui a experiência do produtor, mas amplia a capacidade de decisão. Quem conseguir integrar dados ao dia a dia da produção vai ter mais previsibilidade e competitividade”, conclui Dalben.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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