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Brasil terá participação recorde na ANUGA 2025 com destaque para agricultura familiar

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O Brasil se prepara para marcar presença inédita na ANUGA 2025, uma das maiores feiras internacionais de alimentos e bebidas, que acontece entre 4 e 8 de outubro, em Colônia, na Alemanha. Coordenada pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), a delegação contará com 350 empresas, o maior número já registrado pelo país em todas as edições do evento.

Dessas, 142 estarão distribuídas em seis pavilhões: quatro sob a organização direta da ApexBrasil e dois em parceria com a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) e a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC). Outras 29 empresas farão parte do programa Brasil Trade Lounge, com produtos comercializados por trading companies selecionadas para ampliar a visibilidade internacional.

Agricultura familiar terá destaque inédito

Um dos grandes diferenciais desta edição será a participação inédita e robusta das cooperativas brasileiras da agricultura familiar. O espaço dará visibilidade ao modelo de produção inclusivo e sustentável, que valoriza a diversidade regional, os produtos nativos e as práticas agrícolas ambientalmente responsáveis.

“La presença das cooperativas reforça a pluralidade e a força das pequenas empresas brasileiras no setor agroalimentar, promovendo um modelo de produção regional e sustentável”, afirmou o gerente de Agronegócio da ApexBrasil, Laudemir Muller.

Missões prospectivas e apoio a empresas

Além das expositoras, a ApexBrasil apoiará outras 179 empresas em missões prospectivas, em parceria com entidades como a Confederação Nacional da Indústria (CNI), a Federação das Indústrias do Espírito Santo (FINDES), a União Nacional das Cooperativas de Agricultura Familiar e Economia Solidária (UNICAFES) e o Consórcio Nordeste, que reúne cooperativas dos nove estados da região.

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Expectativa de negócios bilionários

A expectativa para a participação brasileira na ANUGA 2025 é movimentar cerca de US$ 4 bilhões em negócios imediatos e contratos futuros. O resultado considera tanto as empresas coordenadas pela ApexBrasil quanto aquelas apoiadas por projetos setoriais desenvolvidos com a ABPA e a ABIEC. A ação conta ainda com apoio do Ministério das Relações Exteriores, Embaixada do Brasil em Berlim, SECOM Frankfurt, Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), além das entidades parceiras já citadas.

Comércio Brasil-Alemanha em alta

A Alemanha é um dos principais destinos dos alimentos brasileiros. Em 2024, o país europeu absorveu 15,9% das exportações do setor, somando US$ 17,6 bilhões. Entre os produtos mais enviados estão café, soja, carnes bovina e de frango, suco de laranja, mel e frutas. No mesmo ano, o Brasil exportou US$ 103,9 bilhões em alimentos para a União Europeia, o que representou 13% das importações extrabloco da região, com destaque para café verde, soja em grão, farelos de soja e sucos de frutas.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações de carne de frango do Brasil crescem 29,6% e atingem 3º maior volume histórico em maio de 2026, aponta Cepea

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As exportações brasileiras de proteína animal apresentaram desempenho misto em maio de 2026. Enquanto a carne de frango registrou forte crescimento e alcançou o terceiro maior volume da série histórica, o setor de ovos manteve retração no acumulado do ano, mas com destaque positivo para os produtos processados. Os dados são do Cepea, com base em informações da Secretaria de Comércio Exterior.

Exportações de frango crescem e alcançam 509,9 mil toneladas em maio

O Brasil exportou 509,9 mil toneladas de carne de frango em maio de 2026, volume que representa:

  • Alta de 4,8% em relação a abril
  • Crescimento expressivo de 29,6% frente a maio de 2025
  • Terceiro maior resultado da série histórica, iniciada em 1997

O desempenho confirma a manutenção de um ritmo aquecido das exportações ao longo de 2026, sustentado principalmente pela forte demanda internacional por proteína brasileira.

Entre os principais destinos, os países do Oriente Médio seguem ganhando protagonismo no comércio exterior do setor.

Oriente Médio impulsiona embarques brasileiros

Os Emirados Árabes Unidos ampliaram significativamente suas compras em maio, com alta de 68,8% na comparação mensal, totalizando 32,3 mil toneladas.

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Já a Arábia Saudita importou 39 mil toneladas, avanço de 9% frente a abril.

Com isso, ambos os países reforçam sua posição entre os principais destinos da carne de frango brasileira, ocupando respectivamente a quarta e a terceira colocação no ranking global de importadores.

Exportações de ovos recuam no ano, mas processados atingem melhor resultado desde 2006

O setor de ovos apresentou desempenho mais fraco no acumulado de 2026. Segundo o levantamento, o Brasil exportou 12,39 mil toneladas de ovos in natura e processados entre janeiro e maio, queda de 32,5% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram embarcadas 18,36 mil toneladas.

Em maio, o volume exportado foi de 2,18 mil toneladas, recuo de:

  • 5,7% em relação a abril
  • 59% na comparação com maio de 2025

Apesar da retração geral, os ovos processados mostraram evolução relevante no acumulado do ano.

Processados ganham espaço nas exportações

Do total exportado em 2026, 3,99 mil toneladas foram de ovos processados, o equivalente a 32% dos embarques brasileiros.

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Segundo pesquisadores do Cepea, esse resultado indica uma mudança gradual no perfil das exportações do setor, com a maior participação de processados para o período desde 2006.

Panorama do setor

O contraste entre os dois segmentos evidencia um cenário de:

  • Expansão consistente no mercado de carne de frango, sustentado pela demanda externa
  • Recuo nas exportações de ovos, ainda pressionadas no acumulado do ano
  • Relevância crescente dos produtos processados, especialmente no setor de ovos

O desempenho reforça a importância do comércio internacional como vetor de sustentação para a cadeia de proteínas animais do Brasil em 2026.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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