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Abate recorde de fêmeas abre caminho para valorização da arroba em 2026

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Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que o abate recorde de fêmeas em 2025 começa a desenhar um cenário de menor oferta de animais para os próximos anos, criando oportunidades para valorização da arroba em 2026. Segundo o instituto, o descarte de vacas e novilhas ultrapassou 50% nos frigoríficos em alguns meses, movimentando o mercado e sinalizando um ciclo de alta para os produtores que se prepararem estrategicamente.

No curto prazo, a maior disponibilidade de fêmeas ajudou a estabilizar os preços da arroba em São Paulo, que oscilaram entre R$ 305 e R$ 310 após quedas registradas em setembro. Segundo especialistas, esse volume elevado funciona como mecanismo de equilíbrio no mercado, mas ao mesmo tempo reduz a capacidade reprodutiva futura do rebanho.

Entre os animais abatidos, as novilhas tiveram destaque, principalmente por atender à demanda de frigoríficos voltados a programas de carne premium, que buscam qualidade de corte e acabamento superior. A redução do abate de fêmeas, prevista para os próximos meses, tende a gerar escassez controlada de animais prontos para o abate, sustentando preços mais firmes no médio prazo.

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Especialistas alertam que a estratégia de reposição antecipada será decisiva. Bezerros adquiridos hoje estarão prontos para o abate em 2026, quando a oferta pode se tornar mais restrita e a arroba mais valorizada. Essa dinâmica cria oportunidades para produtores que se organizarem para o próximo ciclo, maximizando produtividade e retorno econômico.

Além do cenário de oferta, eventos internos e externos devem influenciar a demanda: a expectativa de consumo doméstico tende a aumentar com a Copa do Mundo e o calendário eleitoral, enquanto a China mantém forte apetite por carne brasileira, com possibilidade de abertura de novos mercados estratégicos, como Japão e Coreia do Sul.

No setor industrial, o abate recorde foi uma forma de manter o fluxo de produção diante de margens apertadas e consumo mais contido. Agora, a perspectiva se volta para o futuro: a escassez planejada de animais reprodutivos deve gerar valorização consistente da arroba em 2026, oferecendo oportunidades para produtores que atuarem de forma antecipada e estratégica.

O momento exige atenção e planejamento. Especialistas reforçam que os fundamentos do mercado indicam trajetória de alta: quem ajustar o plantel agora terá condições de colher os melhores resultados no próximo ciclo, equilibrando oferta, qualidade e rentabilidade.

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Fonte: Pensar Agro

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Santa Catarina bate recorde histórico nas exportações de carnes no 1º trimestre de 2026

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Exportações de carnes atingem maior nível da história em SC

Santa Catarina registrou o melhor desempenho da série histórica nas exportações de carnes no primeiro trimestre de 2026, tanto em volume quanto em faturamento.

De janeiro a março, o estado embarcou 518,4 mil toneladas, com receita de US$ 1,17 bilhão — crescimento de 4% em volume e de 9,6% em valor na comparação com o mesmo período de 2025.

Os dados são do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e foram sistematizados pelo Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa).

Carne suína lidera avanço e amplia participação internacional

A carne suína foi o principal destaque das exportações catarinenses no período. O estado embarcou 182,4 mil toneladas, gerando receita de US$ 454,3 milhões.

Os números representam alta de 4% em volume e de 7,5% em faturamento, configurando também o melhor resultado histórico para um primeiro trimestre.

No cenário nacional, Santa Catarina consolidou sua liderança ao concentrar:

  • 47,8% do volume exportado de carne suína do Brasil
  • 50,1% da receita total do segmento
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Japão impulsiona demanda por carne suína catarinense

O Japão foi o principal destino da carne suína de Santa Catarina, responsável por 31,7% da receita total no período.

O mercado japonês apresentou forte expansão, com aumento de 59,8% no volume embarcado e de 53,7% no faturamento, refletindo o aquecimento da demanda asiática.

Outros destinos relevantes incluem Filipinas e China, que seguem como importantes parceiros comerciais do estado.

Exportações de frango crescem e batem recorde de receita

As exportações de carne de frango também apresentaram desempenho positivo. Foram embarcadas 316,7 mil toneladas, com faturamento de US$ 664,3 milhões.

O resultado representa:

  • Alta de 3,2% em volume
  • Crescimento de 7,7% em receita

O faturamento alcançado é o maior da série histórica para o período, enquanto o volume embarcado figura como o segundo maior já registrado.

Tensões no Oriente Médio impactam embarques em março

Apesar do desempenho geral positivo, houve recuo nas exportações para o Oriente Médio ao longo de março.

Segundo análise da Epagri/Cepa, o movimento está relacionado a tensões geopolíticas na região, que afetaram a logística e elevaram custos operacionais.

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Ainda assim, o crescimento das vendas para mercados como Japão, China e Chile compensou a retração observada naquele destino.

Santa Catarina mantém protagonismo nas exportações brasileiras

No consolidado nacional, Santa Catarina respondeu por:

  • 24,5% da receita das exportações brasileiras de carne de frango
  • 22,3% do volume total embarcado

Os números reforçam a relevância do estado no cenário agroindustrial brasileiro, com destaque para competitividade, sanidade e acesso a mercados internacionais.

Setor segue como pilar do agronegócio catarinense

O desempenho recorde no início de 2026 consolida o setor de carnes como um dos principais motores da economia de Santa Catarina.

A expectativa do mercado é de manutenção do ritmo positivo ao longo do ano, sustentado pela demanda externa aquecida e pela competitividade da produção brasileira.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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