AGRONEGÓCIO
Dólar sobe frente ao real com atenção voltada às falas de Haddad e dirigentes do Fed
AGRONEGÓCIO
O dólar iniciou a terça-feira (7) em alta no mercado brasileiro, acompanhando o movimento internacional da moeda norte-americana e refletindo a cautela dos investidores diante de discursos de autoridades econômicas no Brasil e nos Estados Unidos. Às 9h03, a moeda subia 0,21%, cotada a R$ 5,3211 na venda. Na B3, o contrato futuro de primeiro vencimento avançava 0,20%, a R$ 5,3540.
Na véspera, o dólar havia caído 0,47%, fechando a R$ 5,3107, enquanto o Ibovespa recuou 0,41%, aos 143.608 pontos.
Mercado atento às declarações de Haddad e dirigentes do Fed
Com uma agenda de indicadores econômicos esvaziada, o foco dos investidores recai sobre as falas de autoridades. No Brasil, o destaque é a entrevista do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, ao programa Bom Dia, Ministro, acompanhada de perto após a recente conversa entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Nos Estados Unidos, os olhares se voltam para os discursos de dirigentes do Federal Reserve (Fed), especialmente diante da paralisação do governo americano, que impede a divulgação de dados econômicos. Raphael Bostic fala às 11h, seguido por Michelle Bowman (11h05) e Stephen Miran (11h45 e 17h05).
Ainda nesta terça, o Fed de Nova York divulga o índice de expectativas de inflação dos consumidores referente a setembro, estimado em 3,2%.
MP das apostas e ativos digitais entra no radar do mercado
Os investidores brasileiros também acompanham a votação da Medida Provisória 1.303/2025, marcada para 14h30. A proposta trata da tributação sobre apostas, aplicações financeiras e ativos digitais. O texto precisa ser aprovado até quarta-feira (8) para não perder validade.
A decisão é acompanhada com expectativa, pois pode afetar diretamente a arrecadação federal e o fluxo de investimentos em ativos digitais no país.
Indicadores econômicos e expectativas de inflação
Nesta semana, o principal destaque doméstico é a divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de setembro. Após a prévia apontar alta de 0,48%, economistas projetam nova aceleração dos preços, impulsionada pelo fim do desconto na conta de luz.
O Banco Daycoval estima aumento de 0,55% no IPCA de setembro, enquanto a alimentação no domicílio — que caiu 0,83% em agosto — deve continuar em queda.
Também estão previstas a primeira prévia do Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) de outubro e o Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) de setembro, com projeções de estabilidade e alta de 0,39%, respectivamente, segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV).
Boletim Focus mostra estabilidade nas projeções
O Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (6) pelo Banco Central, mostrou estabilidade nas projeções de inflação e crescimento econômico. A expectativa para o IPCA é de 4,80% em 2025 e 4,28% em 2026, enquanto o PIB deve crescer 2,16% neste ano e 1,80% no próximo.
A Selic deve encerrar 2025 em 15% e cair para 12,25% em 2026. Já o câmbio foi revisado levemente para baixo, com o dólar projetado em R$ 5,45 para 2025 e R$ 5,53 para 2026.
Bolsas globais operam sem direção única
Nos Estados Unidos, as bolsas de Nova York encerraram o pregão anterior sem tendência definida, com destaque para o setor de tecnologia após o anúncio de um acordo entre AMD e OpenAI para fornecimento de chips.
O S&P 500 subiu 0,36%, aos 6.740,28 pontos, enquanto o Nasdaq avançou 0,71%, para 22.941,67 pontos. O Dow Jones, porém, caiu 0,14%, aos 46.694,97 pontos.
Na Europa, os mercados se recuperaram parcialmente após a renúncia do primeiro-ministro francês, Sebastien Lecornu. O índice europeu STOXX 600 terminou o dia estável, após atingir uma máxima histórica. Em Paris, o CAC-40 recuou 1,36%, enquanto Londres (-0,13%), Milão (-0,26%) e Madri (-0,18%) também fecharam no vermelho. Lisboa destoou, com alta de 0,78%.
Na Ásia, os resultados foram mistos. Hong Kong recuou 0,67% com realização de lucros antes de feriado local, enquanto o Japão teve forte alta de 4,75% no Nikkei, impulsionado por mineradoras e tecnologia.
Balanço dos índices brasileiros
- Dólar:
- Semana: -0,47%
- Mês: -0,22%
- Ano: -14,06%
- Ibovespa:
- Semana: -0,41%
- Mês: -1,80%
- Ano: +19,39%
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Exportações de açúcar somam 1,6 milhão de toneladas no line-up e mantêm forte ritmo de embarques nos portos do Brasil
O line-up de navios nos portos brasileiros aponta que o país deve exportar 1,606 milhão de toneladas de açúcar na semana encerrada em 17 de junho, mantendo o Brasil como um dos principais fornecedores globais da commodity.
O volume, apesar de expressivo, representa redução em relação à semana anterior, quando estavam programadas 1,860 milhão de toneladas para embarque. O levantamento considera embarcações já atracadas, em fila de espera ou com previsão de chegada até 13 de julho.
Porto de Santos concentra maior parte dos embarques
O Porto de Santos (SP) segue como principal hub exportador de açúcar do país, concentrando 1.325.530 toneladas programadas no período.
Na sequência aparecem o Porto de Paranaguá (PR), com 278.000 toneladas, Recife (PE), com 20.300 toneladas, e Maceió (AL), com 8.774 toneladas.
Predomínio do açúcar VHP nas exportações
A composição da carga mostra predominância do açúcar VHP, que responde pela maior parte dos embarques, com 1.461.304 toneladas.
Também estão previstos embarques de Crystal B150 (100 mil toneladas), TBC (32.300 toneladas), açúcar refinado A-45 (7 mil toneladas) e VHP ensacado, equivalente a 6.000 toneladas.
Exportações de açúcar somam 1,6 milhão de toneladas em junho
Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) indicam que o Brasil exportou 1.603.237 toneladas de açúcar em junho, com receita de US$ 574,98 milhões no acumulado do mês.
A média diária exportada ficou em 178,137 mil toneladas, enquanto a receita média diária atingiu US$ 63,887 milhões, considerando nove dias úteis no período.
Receita diária recua, mas volume cresce na comparação anual
Na comparação com junho de 2025, houve aumento no volume exportado, mas queda na receita e nos preços médios.
A receita diária recuou 11,5% em relação ao mesmo período do ano anterior, quando o valor médio era de US$ 72,166 milhões.
Já o volume diário embarcado cresceu 5,8%, acima das 168,399 mil toneladas registradas em junho de 2025.
Preço médio do açúcar recua no mercado externo
O preço médio do açúcar exportado em junho de 2026 ficou em US$ 358,6 por tonelada, representando queda de 16,3% frente aos US$ 428,5 por tonelada observados em junho de 2025.
O recuo reflete um cenário internacional mais pressionado, apesar da manutenção de um forte fluxo físico de exportações brasileiras, sustentado pela competitividade do país no mercado global.
O desempenho do setor reforça o Brasil como protagonista no comércio mundial de açúcar, com volumes elevados de embarque, ainda que sob pressão de preços no mercado internacional.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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