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Cenouras híbridas impulsionam produtividade e rentabilidade no Brasil

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Híbridos de cenoura ganham espaço no país

O cultivo de cenouras híbridas vem se consolidando no Brasil, graças ao desenvolvimento de materiais que combinam alta produtividade, resistência a doenças e qualidade de mercado. Para os produtores, principalmente em regiões que enfrentam verões quentes e chuvosos, essas variedades têm proporcionado estabilidade no campo e aumento da rentabilidade.

Vitória F1: resistência e desempenho em diferentes regiões

Segundo Samuel Sant’Anna, especialista em Bulbos e Raízes, a cenoura Vitória F1, da Topseed Premium, se diferencia por seu conjunto de características agronômicas e comerciais. “Trata-se de uma variedade que une alta qualidade das raízes a um robusto pacote de resistência a doenças, oferecendo mais segurança ao produtor durante o cultivo”, destaca.

O material apresenta desempenho consistente do Sul ao Nordeste, especialmente no alto verão, quando temperaturas elevadas e chuvas intensas aumentam o risco de doenças. A variedade é resistente ao complexo de queima-das-folhas, causado por patógenos como Alternaria, Cercospora e Xanthomonas, além de tolerante ao ataque de nematoides, fatores que contribuem para maior produtividade.

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Ganhos expressivos de produtividade e competitividade

De acordo com Sant’Anna, os resultados são significativos: em comparação com outras variedades, a Vitória F1 pode entregar entre 200 e 600 caixas a mais por hectare, representando um diferencial competitivo importante para produtores que buscam maximizar seus ganhos.

Qualidade visual e valorização no mercado

Além do rendimento, a qualidade das raízes também se destaca. A cenoura apresenta pele lisa e brilhante, coloração uniforme e ótimo rendimento de lavador. O fechamento de ombro e ponta garante uniformidade, e o alto percentual de classificação 3A valoriza ainda mais o produto na comercialização. “O rendimento de raízes de categoria elevada tem sido um dos principais atrativos da Vitória para os produtores”, afirma o especialista.

Facilidade no manejo e colheita mecanizada

Outro ponto positivo é a praticidade no manejo. A cenoura Vitória F1 pode ser colhida mecanicamente, o que reduz custos e simplifica a operação no campo, contribuindo para uma produção mais eficiente e economicamente viável.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Produtor tem até 30 de setembro para entregar a DITR

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O produtor rural tem até 30 de setembro para entregar a Declaração do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (DITR) de 2026 e não precisa adotar automaticamente o valor da terra divulgado pelo município ou por órgãos estaduais. As tabelas servem como referência, mas o valor informado deve refletir as características e o preço de mercado de cada imóvel.

O esclarecimento foi feito pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (Seab). Segundo o órgão, os preços publicados representam médias regionais e não substituem uma avaliação individual da propriedade.

O Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (ITR) é autodeclaratório. Isso permite que o contribuinte utilize um valor diferente da tabela, desde que consiga demonstrar como chegou ao resultado. Diferenças sem justificativa podem levar a Receita Federal ou o município conveniado a revisar a declaração e cobrar imposto adicional, juros e multa.

O Valor da Terra Nua (VTN) deve corresponder ao preço de mercado do imóvel em 1º de janeiro de 2026. O cálculo precisa considerar fatores como localização, acesso, logística, relevo, qualidade do solo e aptidão agrícola.

Propriedades formadas por áreas com características diferentes não devem ter todos os hectares avaliados pelo mesmo preço. A orientação é separar os talhões entre lavoura de aptidão boa, regular ou restrita, pastagem, silvicultura e áreas de preservação. Depois, a área de cada parcela é multiplicada pelo valor correspondente à sua capacidade de uso.

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Uma área próxima de rodovias, com solo fértil e condições adequadas para mecanização, por exemplo, tende a valer mais do que um talhão com acesso difícil, relevo acidentado ou limitações produtivas. Essas particularidades podem justificar um VTN diferente da média municipal.

Quando houver diferença relevante, especialmente se o valor declarado estiver abaixo da referência pública, o produtor deve manter um laudo de avaliação elaborado por profissional habilitado. O documento precisa identificar o imóvel, explicar a metodologia adotada e apresentar os elementos utilizados para determinar o preço.

Também é necessário separar o valor da terra nua dos investimentos existentes na propriedade. Construções, instalações e benfeitorias, como casas, galpões, currais, cercas e sistemas de irrigação, não entram no VTN. O mesmo vale para culturas, pastagens cultivadas ou melhoradas e florestas plantadas.

Matas nativas e pastagens naturais, entretanto, compõem o valor da terra nua. Áreas de preservação permanente, reserva legal e outras áreas ambientalmente protegidas podem ser excluídas da área tributável quando atendidos os requisitos legais, mas isso não significa que desapareçam do cálculo do valor total da terra.

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A declaração pode ser entregue pelo serviço Minhas Declarações do ITR, disponível no Portal de Serviços da Receita Federal. O acesso exige conta gov.br Prata ou Ouro. Pessoas físicas com imóveis de até 100 hectares também podem utilizar o Programa ITR 2026.

A entrega fora do prazo gera multa de 1% ao mês ou fração sobre o imposto devido, respeitado o valor mínimo de R$ 50. A quota única ou a primeira parcela do imposto também vence em 30 de setembro.

A tabela pública oferece uma referência para o preenchimento, mas não substitui a avaliação da propriedade. O produtor que declarar um valor diferente deve estar preparado para demonstrar que o cálculo representa as condições reais do imóvel.

Fonte: Pensar Agro

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