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MPAC promove capacitação para fortalecer a gestão educacional no Baixo Acre
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O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), por meio do Grupo de Atuação Especial de Defesa da Educação (Gaede) e do Centro de Apoio Operacional de Defesa da Educação (CaopEduc), promoveu, nos dias 24 e 25 de agosto, a Capacitação Regional para o Fortalecimento da Gestão Educacional – Baixo Acre. A atividade foi realizada no auditório da Federação das Indústrias do Estado do Acre (Fieac), em Rio Branco, e reuniu gestores e equipes técnicas dos municípios da região.
A capacitação teve como objetivo contribuir para o aprimoramento da gestão educacional e para a correta aplicação dos recursos públicos destinados à educação. Durante os dois dias, foram abordados temas relacionados ao financiamento da educação, ao Censo Escolar, aos programas do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), ao planejamento e à execução dos recursos públicos e ao acompanhamento das políticas educacionais.
Pelo MPAC, participaram da capacitação procuradora-geral adjunta da Criança, do Adolescente e da Educação, Kátia Rejane Araújo; o subcorregedor-geral, procurador de Justiça Francisco José Maia Guedes; o coordenador-geral do Gaede, promotor de Justiça Leonardo Honorato; e os promotores de Justiça Eduardo Lopes, Flávio Bussab e Eliane Misae.
O evento fez parte de um trabalho desenvolvido pelo MPAC em todas as regiões do Estado. A iniciativa teve início no Vale do Juruá, a partir de uma atuação conjunta entre a Promotoria de Justiça e os municípios, e posteriormente foi ampliada para as demais localidades. O trabalho desenvolvido no Juruá contribuiu para o aumento da arrecadação dos municípios a partir da correção da base de dados do Censo Escolar.
Durante a capacitação, gestores e técnicos receberam orientações sobre dados que precisam de atenção e correção, com o objetivo de possibilitar a captação e a execução de recursos pelas secretarias municipais de Educação no próximo ano.
Atuação integrada fortalece gestão educacional
Em sua fala, a procuradora de Justiça Kátia Rejane Araújo destacou que a qualidade da educação depende não apenas da disponibilidade de recursos, mas também da capacidade de planejamento e gestão para transformá-los em políticas públicas efetivas. Ressaltou ainda que a atuação do MPAC na área da educação envolve a articulação institucional, o aprimoramento da gestão pública e a prevenção de problemas, além da fiscalização do cumprimento da legislação e da efetivação dos direitos fundamentais.
“A qualidade exige muito mais do que a existência de recursos. Ela exige planejamento, boa gestão, conhecimento técnico e capacidade de transformar esses recursos em políticas públicas que efetivamente chegam às escolas, aos professores e, principalmente, aos nossos alunos”, afirmou.
O coordenador-geral do Gaede, promotor de Justiça Leonardo Honorato, explicou que a experiência desenvolvida inicialmente no Vale do Juruá apresentou resultados que possibilitaram a expansão da iniciativa para todos os municípios do Estado.

“Essa ação da Promotoria se iniciou lá no Vale do Juruá, com os municípios, uma parceria entre os municípios e a Promotoria, e, a partir desse trabalho conjunto, nós conseguimos aumentar a arrecadação dos municípios, a partir da correção da base de dados do Censo Escolar. Esse trabalho agora está sendo replicado em todos os municípios do Estado”, destacou o promotor.


Com a etapa realizada no Baixo Acre, que também incluiu a capital Rio Branco, o MPAC concluiu a primeira rodada de visitas aos municípios acreanos.
Texto: Marcelina Freire
Fotos: Jean Oliveira
Secretaria de Comunicação/MPAC
Fonte: Ministério Publico – AC
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MPAC participa de formação sobre equidade étnico-racial do Selo Unicef
O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) participou, na manhã desta terça-feira, 25, da Formação Presencial do Resultado Sistêmico 6 – Equidade Étnico-Racial, realizada no Museu dos Povos Acreanos, em Rio Branco. A atividade integra o 4º Ciclo de Formação da edição 2025–2028 do Selo Unicef e reúne equipes municipais para discutir políticas públicas voltadas à garantia de direitos de crianças e adolescentes.
Representando o procurador-geral de Justiça, Osvaldo D’Albuquerque Lima Neto, a procuradora-geral adjunta para a Criança, o Adolescente e a Educação, Kátia Rejane de Araújo Rodrigues, destacou a importância de considerar as diferentes realidades vivenciadas por crianças e adolescentes na formulação das políticas públicas.

“Quando falamos em equidade, estamos falando justamente disso: reconhecer que nem todas as crianças vivem no mesmo lugar, compartilham a mesma realidade ou encontram as mesmas oportunidades”, afirmou.
A atuação do MPAC na área inclui o acompanhamento de políticas relacionadas à educação para as relações étnico-raciais e à educação escolar indígena, além da articulação com a rede de proteção para a garantia dos direitos de crianças e adolescentes.
A procuradora de Justiça também ressaltou que a garantia de direitos exige articulação entre as instituições e participação das próprias comunidades na construção das políticas públicas. “Nenhuma instituição conseguirá enfrentar sozinha desigualdades que foram construídas ao longo de décadas. Precisamos dos municípios, do Estado, do Ministério Público, dos conselhos, das escolas, das unidades de saúde, das organizações da sociedade civil e, principalmente, ouvir as próprias comunidades, suas lideranças, suas crianças e seus adolescentes”, afirmou.
Nesta edição, a equidade étnico-racial integra pela primeira vez o Selo Unicef como um Resultado Sistêmico específico e também como princípio transversal às demais áreas da iniciativa, como saúde, educação, proteção contra as violências, água e saneamento e proteção social.
A formação busca qualificar as equipes municipais para o enfrentamento ao racismo institucional e para a construção de políticas públicas mais equitativas, considerando as especificidades de crianças, adolescentes e jovens indígenas, quilombolas e negros.

Entre os temas trabalhados estão o processo de adesão ao Sistema Nacional de Promoção da Igualdade Racial (SINAPIR), a implementação da Política Nacional de Gestão Territorial e Ambiental de Terras Indígenas (PNGATI), a revisão dos Planos Municipais pela Primeira Infância (PMPI) sob a perspectiva étnico-racial e a formação continuada de profissionais das áreas de saúde, educação, proteção social e garantia de direitos.
A formação no Acre faz parte do ciclo presencial promovido pelo Unicef nos estados acompanhados pelo Instituto Amazônia Açu. A programação teve início em Roraima e segue para Rondônia, no dia 28 de agosto, e Amazonas, no dia 4 de setembro.
Fotos: Clovis Pereira
Fonte: Ministério Publico – AC
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