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Oeste de Santa Catarina concentra 70% das exportações do estado impulsionado pelo cooperativismo

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Cooperativismo catarinense transforma economia e comunidades

O Oeste de Santa Catarina se consolida como polo do cooperativismo agropecuário, respondendo por 70% das exportações estaduais. A força do setor foi destacada no evento “Coop Talk – A cooperação que transforma”, promovido pelo Núcleo de Cooperativas da Associação Comercial, Industrial, Agronegócios e Serviços de Chapecó (ACIC).

O encontro, realizado no lounge do Sicoob Arena Condá, reuniu presidentes e dirigentes das 14 cooperativas do núcleo para discutir o impacto da cooperação na economia regional.

Santa Catarina: o estado mais cooperativo do Brasil

Segundo Tânia Zanella, superintendente da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), um em cada três catarinenses é cooperativista. O estado possui:

  • 234 cooperativas
  • 4,8 milhões de cooperados
  • 81,9 mil empregos diretos gerados

No contexto nacional, o cooperativismo envolve 4,3 mil cooperativas, 25,8 milhões de cooperados (12% da população) e 578 mil empregos diretos.

Zanella destaca o impacto socioeconômico do setor: “Onde há uma cooperativa de crédito no município, o PIB per capita cresce 5,6%”.

O Oeste como epicentro do cooperativismo agropecuário

O ramo agropecuário representa 63,2% do faturamento total do cooperativismo catarinense. Já as cooperativas do Oeste concentram 70% das exportações do estado, consolidando a região como referência nacional.

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No setor de crédito, Santa Catarina conta com:

  • 67 cooperativas
  • 3,7 milhões de cooperados (78% do total do estado)
  • Receita total de R$ 21,07 bilhões
  • Crescimento de 10,7% no quadro social

Segundo Adriana Spolti Grigol, diretora-presidente do Sicoob MaxCrédito, com mais de 260 mil cooperados e 102 agências, o impacto vai além do associado: “Transcende para as comunidades, fortalecendo a economia local e promovendo desenvolvimento social”.

Intercooperação e fortalecimento comunitário

O Coop Talk é a terceira edição de um evento criado para fortalecer a intercooperação, conectar lideranças e compartilhar experiências entre os diferentes ramos do cooperativismo.

Para Marciano Almeida, coordenador do núcleo, o objetivo é fortalecer a colaboração entre as cooperativas.

Fátima Hallal, presidente da Coeducars, reforçou a importância da troca de conhecimento: “Além de expandir negócios, esses encontros promovem um olhar comunitário, que é o verdadeiro propósito das cooperativas”. A Coeducars atua em Chapecó há mais de dois anos, oferecendo formação, palestras, pós-graduações, workshops e projetos socioambientais.

Cooperativismo é patrimônio cultural de Chapecó

O evento também marcou a entrega simbólica de uma lei municipal que reconhece o cooperativismo como patrimônio cultural e imaterial de Chapecó.

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O vereador Wilson Cidrão (Republicanos), ex-jovem cooperativista do Sicoob MaxCrédito, conduziu a homenagem, destacando: “Quando lembramos das nossas raízes, plantamos sementes para o futuro. Esse modelo de cooperativismo precisa ser cada vez mais valorizado”.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Decisão judicial extingue ação da Aprosoja que cobrava R$ 1,1 bilhão por Moratória da Soja

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A Justiça de Mato Grosso encerrou a ação em que a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) cobrava R$ 1,1 bilhão de empresas e entidades por prejuízos que atribuía à Moratória da Soja. A sentença, proferida na terça-feira (13), fecha na primeira instância a tentativa de obter uma reparação coletiva aos agricultores atingidos pelas restrições de compra do acordo.

A cobrança buscava compensar perdas que, segundo a associação, decorreram da dificuldade de vender soja mesmo quando a produção atendia à legislação ambiental. A Aprosoja-MT pretendia que empresas comercializadoras, entidades setoriais e seus representantes respondessem financeiramente por esses danos.

O processo discutia os efeitos de um pacto do qual a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) anunciou sua saída em janeiro de 2026. A retirada ocorreu após a entrada em vigor da lei mato-grossense que restringiu incentivos fiscais a empresas participantes de acordos com exigências superiores às da legislação ambiental. Em agosto, depois do julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF), a entidade reafirmou que não pretendia retomar a moratória. Saiba mais aqui

Criado em 2006, o compromisso previa a recusa de soja cultivada em áreas do bioma Amazônia desmatadas depois de julho de 2008. A restrição alcançava também áreas abertas com autorização. Para a Aprosoja-MT, esse critério prejudicava agricultores que cumpriam a lei, mas encontravam menos alternativas de compradores para sua produção.

A saída das empresas e a cobrança pelas perdas anteriores seguiram caminhos diferentes. Enquanto a Abiove abandonou o pacto coletivo, a associação dos produtores manteve a tentativa de responsabilizar seus participantes pelos efeitos que atribuía à aplicação das restrições.

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Essa cobrança foi atingida pelo julgamento do STF de 12 de agosto. O Supremo considerou que o acordo respeitava a Constituição e determinou o encerramento dos processos judiciais e administrativos baseados na sua suposta ilegalidade, inclusive dos pedidos de responsabilização financeira. A Vara Especializada em Ações Coletivas de Cuiabá aplicou essa ordem ao processo da Aprosoja-MT. portal.stf.jus.br

Com isso, o pedido de R$ 1,1 bilhão foi encerrado antes da análise dos prejuízos alegados. A sentença deixa os agricultores representados pela associação sem a reparação buscada nessa ação e afasta das empresas processadas, nesta primeira instância, a cobrança coletiva.

O Supremo também manteve as leis estaduais que restringem incentivos a participantes de acordos dessa natureza. Estabeleceu, porém, que a retirada de benefícios deve respeitar os prazos tributários e a proteção das isenções concedidas mediante condições assumidas pelas empresas. O resultado preservou tanto a validade jurídica do pacto quanto a possibilidade de os estados estabelecerem condições para conceder incentivos.

Na mesma sentença, a Justiça rejeitou os pedidos para que a Aprosoja-MT pagasse honorários, despesas processuais e multa por má-fé. A associação teve sua cobrança encerrada, mas ficou livre dessas despesas reclamadas pelos réus.

Na comercialização atual, a Abiove informou que suas associadas passaram a atender individualmente às exigências dos mercados compradores. Para o produtor, as condições de aceitação da soja dependem das políticas de cada empresa. Já a sentença desta semana trata da disputa pelas perdas atribuídas ao antigo compromisso coletivo e encerra, nessa primeira instância, a tentativa de recuperação desses valores.

Isan Rezende

Com isso, os produtores representados pela Aprosoja-MT não receberão qualquer indenização das empresas ligadas à Moratória da Soja. A Aprosoja-MT buscava responsabilizar empresas e entidades por prejuízos que atribuía à moratória. Seu argumento era que agricultores que respeitavam a legislação ambiental também podiam ficar sem acesso a compradores por causa das exigências do acordo.

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O presidente do Instituto do Agronegócio (IA), Isan Rezende, lamentou a decisão. “O encerramento da ação frustra a expectativa de reparação dos produtores que se consideram prejudicados pela Moratória da Soja. A cobrança da Aprosoja procurava dar uma resposta a quem cumpriu a legislação ambiental, investiu na propriedade e encontrou restrições para vender. A sentença encerrou esse pedido sem examinar os prejuízos alegados. Isso precisa ficar claro para o agricultor”, comentou.

“O problema comercial continua exigindo atenção. O produtor precisa saber, antes de plantar e de assumir compromissos, quais critérios serão usados para receber sua soja. Quem trabalha dentro da lei precisa de previsibilidade para investir. Também é necessário dar transparência às exigências dos compradores, para que o agricultor consiga avaliar suas alternativas de venda e os custos envolvidos”, disse Rezende.

“Agora, o setor precisa concentrar esforços para ampliar mercados e construir condições comerciais mais claras. Sair de um acordo coletivo não significa, necessariamente, abandonar as restrições de compra. Por isso, a representação dos produtores deve acompanhar as regras adotadas por cada empresa e buscar soluções que preservem o acesso aos mercados e a renda de quem produz”, recomendou o presidente do IA.

Fonte: Pensar Agro

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