AGRONEGÓCIO
Projeto Valoriza Pesca investe R$ 10 milhões e transforma a pesca artesanal na Baixada Santista com apoio da Fundepag
AGRONEGÓCIO
Um dos maiores desastres ambientais do litoral paulista, ocorrido em 2015, deu origem a um projeto que hoje é referência em governança e sustentabilidade na pesca artesanal. O Valoriza Pesca, criado em junho de 2022, nasceu de um acordo entre empresas envolvidas no incêndio do terminal da Ultracargo, o Ministério Público (MP), o Instituto de Pesca (IP) — vinculado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo — e a Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa do Agronegócio (Fundepag).
Com previsão de conclusão em 2025, o projeto já apresenta resultados concretos e o reconhecimento da comunidade pesqueira da Baixada Santista.
Acidente em 2015 motivou ação conjunta entre instituições
O incêndio, ocorrido entre 2 e 10 de abril de 2015, nas instalações da Ultracargo, em Santos (SP), liberou cerca de 40 mil m³ de combustível e utilizou mais de 400 mil litros de espuma química no combate às chamas. O impacto ambiental foi severo: atingiu o estuário de Santos, São Vicente e Cubatão, comprometeu manguezais, espécies marinhas e a subsistência dos pescadores artesanais da região.
Durante as investigações, o Ministério Público Estadual e Federal enfrentou dificuldades devido à ausência de dados sobre a pesca local. “Não havia informações sistematizadas, o que dificultava o diálogo com as empresas e o reconhecimento da renda dos pescadores”, explicou a promotora de Justiça Flávia Gonçalves Ferreira, do MP-SP.
TAC originou projeto que mapeou e estruturou comunidades pesqueiras
A falta de informações levou à assinatura de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) em maio de 2019, que previu a execução de ações para mitigar os danos socioambientais. Entre elas, o Valoriza Pesca se destacou como a principal iniciativa para levantar dados sobre a pesca artesanal e estruturar um diagnóstico abrangente da atividade na região.
O projeto abrangeu comunidades de Santos, São Vicente, Cubatão, Guarujá, Bertioga e Praia Grande, incluindo locais emblemáticos como Ilha Diana, Monte Cabrão, Caruara, Vicente de Carvalho, Santa Cruz dos Navegantes, Praia do Góes, Canto Forte e outras localidades tradicionais de pesca.
Fundepag garantiu gestão técnica, transparência e segurança jurídica
Embora o Instituto de Pesca fosse o responsável técnico, a complexidade do TAC exigia uma entidade especializada para gerir os recursos e assegurar a conformidade legal. Foi nesse ponto que a Fundepag assumiu papel essencial, conduzindo a gestão administrativa e financeira do projeto com rigor técnico e transparência.
“A Fundepag mostrou como uma fundação de apoio pode transformar conhecimento técnico em soluções estruturantes para o setor público”, destacou Flávia Gutierrez Motta, gerente de Negócios e Inovação da instituição.
A fundação implantou controles financeiros, acompanhou auditorias e articulou juridicamente o projeto, garantindo confiança entre todas as partes envolvidas. Segundo a promotora Flávia Ferreira, “a partir do segundo relatório, não houve mais necessidade de ajustes — as prestações de contas passaram a ocorrer com total precisão”.
Projeto Valoriza Pesca fortalece comunidades e promove ciência aplicada
Com investimento de quase R$ 10 milhões, o projeto estruturou cinco eixos principais:
- Monitoramento da atividade pesqueira;
- Descarga de pescado;
- Avaliação de recursos pesqueiros;
- Segurança alimentar;
- Análise de contaminantes.
Desde 2022, cerca de 40 profissionais — sendo 80% bolsistas científicos — foram mobilizados, ampliando a capacidade de atuação do Instituto de Pesca e fomentando equipes multidisciplinares.
Um dos maiores legados do Valoriza Pesca foi o reconhecimento oficial das comunidades pesqueiras artesanais. Antes do projeto, estimava-se a existência de apenas 15 comunidades na Baixada Santista. Hoje, mais de 30 comunidades foram mapeadas, com informações sobre território, espécies capturadas, renda e condições socioambientais.
Pesca artesanal ganha visibilidade e engajamento
“A pesca artesanal saiu da invisibilidade. As lideranças estão mais preparadas, têm acesso à informação e conseguem dialogar com o poder público”, ressaltou Cristiane Neiva, diretora-geral do Instituto de Pesca e coordenadora do projeto.
Os resultados também servem de base para novas investigações sobre desafios ambientais, como o acúmulo de lama nos canais da região, que impacta diretamente a atividade pesqueira.
Reconhecimento e difusão do conhecimento
O Valoriza Pesca foi tema do podcast Raízes da Inovação, onde especialistas discutem os impactos positivos da iniciativa e suas contribuições para políticas públicas voltadas à pesca sustentável.
O episódio está disponível no YouTube: Raízes da Inovação – Valoriza Pesca.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Fim da escala 6×1 preocupa setor suinícola e pode elevar custos de produção, alerta presidente da ACCS
A proposta de substituição da escala de trabalho 6×1 pelo modelo 5×2 continua gerando debates entre representantes do setor produtivo brasileiro. No agronegócio, especialmente nas cadeias ligadas à produção animal, a medida é vista com preocupação devido à necessidade de operações contínuas ao longo de todo o ano.
O presidente da Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS), Losivanio Luiz de Lorenzi, avalia que a alteração poderá gerar impactos significativos nos custos operacionais das empresas, afetando diretamente a competitividade da produção nacional.
Segundo o dirigente, atividades como a suinocultura, que exigem monitoramento permanente dos animais, manejo diário e funcionamento ininterrupto das estruturas produtivas, enfrentariam desafios adicionais para adequar suas equipes ao novo regime de trabalho.
Produção animal exige operação contínua
A preocupação do setor está relacionada à necessidade de manter a mesma capacidade operacional em atividades que funcionam 24 horas por dia, sete dias por semana.
Na avaliação da ACCS, a redução da jornada exigiria a contratação de novos trabalhadores para suprir a demanda de horas produtivas, elevando despesas com salários, encargos trabalhistas e gestão de pessoal.
Para os produtores, especialmente os de menor porte, o aumento dos custos poderá representar uma pressão adicional em um cenário já marcado por margens reduzidas e elevada volatilidade dos custos de produção.
Possível impacto nos preços ao consumidor
De acordo com Losivanio, parte dos custos adicionais gerados pela nova configuração trabalhista tende a ser incorporada ao preço final dos produtos.
O dirigente argumenta que o aumento das despesas operacionais poderá atingir diversos segmentos da economia, incluindo a cadeia de proteínas animais, influenciando os preços pagos pelos consumidores.
A avaliação do setor é que qualquer alteração estrutural no mercado de trabalho precisa considerar os impactos sobre a competitividade das empresas e sobre a sustentabilidade financeira das atividades produtivas.
Mercado de trabalho também está no centro do debate
Outro ponto destacado pelo presidente da ACCS refere-se aos possíveis reflexos da medida sobre o mercado de trabalho.
Segundo ele, embora a redução da jornada possa ampliar o tempo livre dos trabalhadores, eventuais aumentos no custo de vida decorrentes do encarecimento dos produtos poderiam reduzir o poder de compra das famílias.
O dirigente também avalia que empresas poderão buscar novas formas de adequar suas estruturas de custos, o que poderá influenciar futuras contratações e políticas salariais em alguns setores.
Competitividade internacional preocupa setor produtivo
A ACCS também demonstra preocupação com a competitividade do Brasil diante de países vizinhos que vêm implementando políticas voltadas à atração de investimentos.
Na visão da entidade, fatores como carga tributária, legislação trabalhista, custos operacionais e segurança jurídica influenciam diretamente as decisões empresariais sobre expansão, investimentos e geração de empregos.
Para o setor produtivo, a manutenção de um ambiente competitivo é considerada fundamental para preservar a capacidade de crescimento da indústria e do agronegócio brasileiro nos próximos anos.
Debate sobre jornada segue em pauta
A discussão sobre mudanças na jornada de trabalho envolve diferentes setores da sociedade e reúne argumentos relacionados à qualidade de vida dos trabalhadores, produtividade, geração de empregos e competitividade econômica.
No agronegócio, entidades representativas defendem que qualquer alteração nas regras trabalhistas considere as particularidades das atividades rurais e das cadeias de produção animal, que demandam operação contínua e planejamento de longo prazo.
Enquanto o debate avança no cenário político e econômico, produtores, indústrias e trabalhadores acompanham atentamente os possíveis desdobramentos da proposta e seus impactos sobre a economia brasileira.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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