AGRONEGÓCIO
A Influência do Dinheiro na Economia do Agronegócio Digital
AGRONEGÓCIO
Nos últimos anos, a digitalização transformou a maneira como o agronegócio opera. Com o advento das tecnologias digitais, agricultores e empresas do setor têm adotado soluções inovadoras para otimizar a produção, melhorar a eficiência e reduzir custos. A implementação de ferramentas como monitoramento de colheitas via satélite, drones para análise de solo e sistemas automatizados de irrigação são apenas alguns exemplos de como a tecnologia está sendo utilizada para maximizar resultados.
Investimentos Financeiros e Suas Implicações
O papel do dinheiro no agronegócio digital é crucial. Investimentos financeiros robustos são necessários para adquirir e implementar novas tecnologias, assim como para treinar profissionais que saibam utilizá-las de maneira eficaz. Bancos e investidores estão cada vez mais atentos às oportunidades que o agronegócio digital oferece, canalizando recursos para startups e empresas que desenvolvem soluções inovadoras para o setor.
Leia também: O Impacto do Dinheiro na Criação de Narrativas Digitais
A Conectividade como Fator Decisivo
Um dos maiores desafios enfrentados pelo agronegócio digital é a conectividade. Muitas regiões rurais ainda sofrem com a falta de infraestrutura adequada de internet, o que limita o acesso às tecnologias digitais. Para que o setor possa prosperar, é essencial que haja investimentos significativos na melhoria da infraestrutura de telecomunicações nas áreas rurais, garantindo que todos os produtores possam se beneficiar da revolução digital.
Sustentabilidade e Lucratividade
Uma das grandes vantagens do agronegócio digital é a possibilidade de aliar sustentabilidade à lucratividade. Soluções tecnológicas permitem um uso mais racional dos recursos naturais, reduzindo o desperdício e minimizando o impacto ambiental. Além disso, práticas sustentáveis são cada vez mais valorizadas pelos consumidores, gerando um diferencial competitivo para os produtores que as adotam.
O Papel das Startups no Agronegócio
As startups têm desempenhado um papel fundamental na transformação digital do agronegócio. Com ideias inovadoras e agilidade para se adaptar às necessidades do mercado, essas empresas estão na vanguarda do desenvolvimento de novas tecnologias que podem revolucionar o setor. Investidores e grandes corporações estão cada vez mais interessados em parcerias e aquisições no ecossistema de startups agrícolas.
Desafios e Oportunidades Fiscais
O crescimento do agronegócio digital também traz à tona questões fiscais importantes. Governos e legisladores precisam atualizar suas políticas para lidar com essa nova realidade, garantindo que o setor possa se desenvolver de maneira sustentável e competitiva. Isso inclui desde a criação de incentivos fiscais para adoção de tecnologias até a regulamentação de questões como proteção de dados e privacidade na era digital.
Tendências Futuras e Inovações
O futuro do agronegócio digital é promissor, com novas tecnologias emergindo a cada dia. A inteligência artificial, por exemplo, está sendo cada vez mais utilizada para prever padrões climáticos e otimizar colheitas. Além disso, o conceito de fazendas verticais em ambientes urbanos está ganhando força, oferecendo uma solução inovadora para a produção de alimentos em larga escala. VBET é um exemplo de tecnologia emergente que pode trazer grandes revoluções para o setor.
Considerações Finais
A digitalização do agronegócio representa uma oportunidade única para transformar o setor, tornando-o mais eficiente, sustentável e lucrativo. No entanto, para que isso seja plenamente alcançado, é necessário um esforço conjunto de governos, empresas e investidores para superar os desafios e aproveitar as oportunidades que essa transformação oferece. Com os investimentos certos e políticas adequadas, o agronegócio digital pode se tornar uma força motriz para o desenvolvimento econômico e social.
Fonte: iMedia
Fonte: Portal do Agronegócio
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Exportação recorde não impede queda do frango vivo no mercado interno
O Brasil caminha para estabelecer um novo recorde nas exportações de carne de frango em 2026, mas o avanço das vendas externas ainda não foi suficiente para absorver o aumento da oferta. Com mais animais prontos para o abate, os preços do frango vivo recuaram em algumas das principais regiões produtoras, enquanto as cotações dos cortes permaneceram praticamente estáveis no atacado.
A pressão ocorre em uma cadeia que produziu 15,3 milhões de toneladas de carne de frango em 2025 e faturou cerca de R$ 50 bilhões somente com exportações, considerando a receita de R$ 9,8 bilhões convertida pelo câmbio de R$ 5,10. O Brasil ocupa a terceira posição entre os maiores produtores mundiais e lidera o comércio internacional da proteína.
No ano passado, o país exportou o volume recorde de 5,324 milhões de toneladas. Para 2026, a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) projeta embarques de até 5,5 milhões de toneladas, além de uma produção próxima de 15,6 milhões de toneladas. A disponibilidade no mercado interno pode alcançar 10,1 milhões de toneladas.
O avanço da oferta já aparece nos abates. No primeiro trimestre deste ano, o peso das carcaças chegou a 3,73 milhões de toneladas, crescimento de 6,9% em relação ao mesmo período de 2025, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O Paraná respondeu por 35% da produção, seguido por Santa Catarina, Rio Grande do Sul e São Paulo.
A ampliação dos abates ajuda a explicar por que os preços não acompanham o desempenho das exportações. A demanda internacional segue aquecida, mas o mercado doméstico precisa absorver cerca de dois terços de toda a carne produzida no país. O consumo estimado para 2026 é de 47,3 quilos por habitante, um dos maiores do mundo, mas ainda insuficiente para provocar uma reação mais forte diante da oferta atual.
Levantamento mostra que o frango vivo foi negociado a R$ 5,20 por quilo em São Paulo. No oeste do Paraná, a referência ficou em R$ 4,60. Goiás e Mato Grosso do Sul registraram queda de R$ 4,65 para R$ 4,55, enquanto Minas Gerais e Distrito Federal passaram de R$ 4,70 para R$ 4,60 por quilo.
No Sul, as referências ficaram em R$ 4,75 no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina. Os preços mais elevados continuam concentrados no Nordeste e no Norte, variando de R$ 6,80 no Ceará a R$ 7,20 no Pará. As diferenças refletem custos logísticos, disponibilidade regional de aves e características próprias de cada mercado.
No atacado paulista, o peito congelado permaneceu em R$ 8,50 por quilo, a coxa em R$ 6,90 e a asa em R$ 11. Os cortes resfriados foram negociados por R$ 8,60, R$ 7 e R$ 11,10, respectivamente. A estabilidade, porém, não representa recuperação, porque as indústrias encontram dificuldade para elevar os preços diante da quantidade de carne disponível.
O principal instrumento para ajustar o mercado é o controle dos alojamentos. O termo corresponde ao número de pintinhos de um dia colocados nas granjas para engorda. Como as aves chegam ao peso de abate em aproximadamente 40 a 45 dias, um alojamento elevado hoje se transforma em maior oferta de carne poucas semanas depois.
A redução dos lotes permite diminuir gradualmente a quantidade de animais disponíveis e recuperar o equilíbrio entre produção, consumo e exportações. O ajuste precisa ser planejado porque uma redução excessiva também pode provocar falta de produto e aumento repentino dos preços no futuro.
A pressão não alcança todos os avicultores da mesma maneira. No sistema de integração, predominante nas principais regiões produtoras, a indústria normalmente fornece pintinhos, ração, medicamentos e assistência técnica. O produtor entra com as instalações, mão de obra, energia e manejo, recebendo conforme o desempenho do lote e as condições estabelecidas em contrato.
Por isso, a cotação do frango vivo não corresponde diretamente ao valor recebido por todos os integrados. Ainda assim, o excesso de oferta reduz a rentabilidade geral da cadeia e pode afetar o ritmo dos alojamentos, a remuneração dos contratos e a capacidade das empresas de repassar custos. O impacto é mais direto sobre produtores independentes, que compram os insumos e comercializam os animais por conta própria.
A disponibilidade de milho e farelo de soja ajuda a conter parte da pressão. Os dois produtos formam a base da ração e representam a maior parcela do custo de produção. Com oferta elevada de grãos, a alimentação das aves está menos onerosa do que em períodos de escassez, evitando uma deterioração maior das margens.
No comércio exterior, os embarques continuam funcionando como principal sustentação do setor. Nos primeiros 13 dias úteis de julho, o Brasil exportou 299,2 mil toneladas de carne de aves e miudezas, com receita equivalente a R$ 2,73 bilhões. A média diária cresceu 41% em relação a julho de 2025, embora o preço médio tenha recuado 1,3%.
O cenário indica que a avicultura brasileira permanece competitiva e deve ampliar sua presença internacional. No curto prazo, porém, o recorde das exportações terá de ser acompanhado por um controle mais preciso dos alojamentos. Sem esse ajuste, a expansão da produção continuará chegando ao mercado antes que a demanda consiga absorvê-la, mantendo os preços do frango vivo sob pressão.
Fonte: Pensar Agro
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