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BNDES abre crédito de R$ 12 bilhões para produtores rurais afetados por perdas de safra

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O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) inicia nesta quinta-feira (16), às 15h, o protocolo para recebimento de pedidos de crédito pelo Programa BNDES para Liquidação de Dívidas Rurais. Com orçamento total de R$ 12 bilhões, o programa busca apoiar a retomada da capacidade econômica e a recuperação de produtores rurais que sofreram perdas significativas de safra.

Condições de acesso e cobertura do programa

As operações poderão ser realizadas por meio da rede de instituições financeiras credenciadas ao BNDES. O programa oferece prazo de até 9 anos, incluindo até 1 ano de carência, e é destinado a produtores rurais, associações, condomínios rurais e cooperativas localizados em municípios que tiveram declaração de estado de calamidade pública ou situação de emergência reconhecida pelo Governo Federal entre 2020 e 2024, devido a eventos climáticos adversos.

Critérios de elegibilidade para crédito

Terão direito ao crédito operações de custeio e investimento, bem como Cédulas de Produto Rural (CPRs) contratadas até 30 de junho de 2024, por produtores que:

  • Sofreram perdas superiores a 30% em duas ou mais safras entre 2020 e 2025;
  • Estão em municípios que registraram redução de mais de 20% em duas de suas principais atividades agrícolas no mesmo período.
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Prioridade para produtores familiares e médios

Ao menos 40% dos recursos do programa são reservados para beneficiários do Programa Nacional de Agricultura Familiar (Pronaf) e do Programa Nacional de Apoio aos Médios Produtores (Pronamp), segmentos considerados mais vulneráveis às perdas de safra.

Maria Fernanda Coelho, diretora de Crédito Digital para MPMEs e Gestão do Fundo do Rio Doce, ressalta:

“O BNDES é o principal agente do Governo Federal para a execução de políticas públicas de crédito de longo prazo no país. Nosso objetivo é oferecer alívio econômico aos produtores rurais, garantindo a continuidade da atividade produtiva no campo, especialmente para agricultores familiares e médios produtores, fundamentais para a segurança alimentar e o desenvolvimento regional.”

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Preços do trigo sobem no Brasil com oferta restrita e ajuste no mercado em abril

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O mercado brasileiro de trigo encerrou abril com valorização nas principais regiões produtoras, sustentado pela oferta restrita, firmeza dos vendedores e necessidade de recomposição de estoques por parte dos moinhos. O movimento reflete um ajuste no mercado interno, especialmente diante da menor disponibilidade no Sul e da crescente exigência por qualidade do grão.

Mercado interno: escassez e qualidade sustentam preços

A baixa oferta disponível nas regiões produtoras foi determinante para a sustentação das cotações ao longo do mês. A comercialização mais seletiva, com foco em lotes de melhor qualidade, também contribuiu para o cenário de valorização.

No Paraná, a média FOB interior avançou 3% em abril, alcançando R$ 1.407 por tonelada. Já no Rio Grande do Sul, o movimento foi mais expressivo, com alta de 8%, elevando a referência para R$ 1.295 por tonelada.

O comportamento reforça um mercado mais ajustado, com menor volume disponível e maior rigor na negociação, principalmente em relação ao padrão do produto.

Acumulado de 2026 mostra recuperação relevante

No primeiro quadrimestre de 2026, a alta acumulada dos preços é significativa, indicando uma mudança importante na dinâmica do mercado desde o início do ano:

  • Paraná: +20%
  • Rio Grande do Sul: +25%
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Apesar da recuperação no curto prazo, na comparação anual as cotações ainda permanecem abaixo dos níveis registrados no mesmo período do ano anterior, com recuos de 9% no Paraná e 10% no Rio Grande do Sul.

Esse cenário evidencia que o mercado doméstico reage aos fundamentos internos, mas ainda enfrenta limitações impostas pelo ambiente externo.

Mercado externo: referência argentina e incertezas de qualidade

A Argentina segue como principal referência para a formação de preços do trigo no Brasil. Em abril, as indicações nominais para o produto com teor de proteína acima de 11,5% permaneceram estáveis, ao redor de US$ 240 por tonelada.

No entanto, o cenário internacional aponta para possíveis ajustes. O trigo hard norte-americano registrou valorização de 7,8% no mês e acumula alta de 27% em 2026, sinalizando pressão altista global.

Além disso, persistem incertezas quanto ao padrão de qualidade do trigo argentino disponível para exportação, o que pode influenciar diretamente a competitividade e os preços no mercado regional.

Câmbio limita repasse da alta internacional

Apesar do viés altista nos fundamentos domésticos e da pressão externa, o câmbio tem atuado como principal fator de contenção para os preços no Brasil.

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A valorização do real frente ao dólar reduz a paridade de importação, limitando o repasse das altas internacionais para o mercado interno. Com isso, mesmo diante de um cenário global mais firme, os avanços nas cotações domésticas ocorrem de forma mais moderada.

Tendência: mercado segue sensível à oferta e ao câmbio

A perspectiva para o curto prazo é de manutenção de um mercado ajustado, com preços sustentados pela oferta restrita e pela demanda pontual dos moinhos.

No entanto, a evolução do câmbio e o comportamento das cotações internacionais seguirão sendo determinantes para a intensidade dos movimentos no Brasil, especialmente em um cenário de integração crescente com o mercado global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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