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Filhos do lendário garanhão POP Superhorse serão leiloados em Jaguariúna

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Leilão reúne descendentes do primeiro Superhorse a chegar ao Brasil

No dia 25 de outubro, às 12h, a Red Eventos, em Jaguariúna (SP), sediará o 28º Leilão VPJ Genética, destacando o VPJ Quarter Horse, com uma seleção exclusiva de filhos do POPULAR RESORTFIGURE, conhecido como POP Superhorse. O evento contará com 40 lotes especiais, incluindo potros, potras, embriões e doadoras, a maioria descendente direta do garanhão.

Entre os destaques estão:

  • VPJ Tropicana Pop – filha de POP com Lafayette Boy
  • VPJ Sixty Six Pop – descendente de Inferno Sixty Six
  • VPJ Targa Pop – cruzamento com a campeã Shinning Beaver

Segundo Haroldo Poliselli, diretor da VPJ Quarter Horse, “POP é o primeiro e único Superhorse a chegar ao Brasil, maior garanhão Quarto de Milha de laço de todos os tempos, uma verdadeira fábrica de campeões”.

POP Superhorse: legado e conquistas

Importado pela VPJ em 2011, POP tornou-se campeão mundial em 2002 pela AQHA em três modalidades de laço — Cabeça, Pé e Individual Técnico — e conquistou o título máximo de Superhorse, destinado a cavalos com desempenho excepcional em múltiplas provas. Sua chegada revolucionou o laço nacional, elevando o nível técnico dos animais brasileiros.

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Seus primeiros descendentes estrearam em 2016, no Potro do Futuro da ABQM, acumulando títulos e estabelecendo uma linhagem vitoriosa. Até hoje, os filhos de POP já somam:

  • 337 títulos nacionais, sendo 56 no Potro do Futuro (27 campeões e 29 reservados)
  • 16 estatuetas ABQM Awards

Ele figura entre os três maiores reprodutores da história em Laço Cabeça e Laço Pé, e lidera nas provas Individuais Técnico e Cronômetro.

Valorização e impacto no mercado

O sucesso do garanhão também se reflete financeiramente:

  • Mais de US$ 3,2 milhões em prêmios no Brasil
  • US$ 3 milhões em prêmios nos Estados Unidos

O valor de suas coberturas subiu de R$ 5 mil em 2012 para R$ 18 mil em média dez anos depois, com mais de mil serviços vendidos. Essa valorização é reforçada por acasalamentos com éguas de elite, como Sweet Lassie, maior ganhadora de Laço Individual Técnico da história, e Miss Makin Lill, quinta colocada na categoria.

Segundo Diogo Poliselli, diretor da VPJ Quarter Horse, “Antes do POP, não havia garanhão à altura dessas éguas. Essa combinação criou uma das linhagens mais sólidas do laço”.

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Reserva genética e projetos futuros

Atualmente aposentado em Olímpia (SP), POP mantém uma reserva genética capaz de garantir descendentes por pelo menos 50 anos. Projetos como Geração Premiada e All Around Horse continuam a perpetuar sua herança esportiva e genética, consolidando sua influência no Quarto de Milha.

Os diretores da VPJ destacam a dimensão do garanhão: “O que Ayrton Senna representou para a Fórmula 1 e Pelé para o futebol, POP representa para o laço. Um divisor de águas e um legado imbatível no Quarto de Milha”, afirma Diogo Poliselli.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Brasil soma 700 novos mercados e R$ 20 bilhões em negócios mesmo sob pressão de tarifas

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As novas autorizações para vender produtos do agro brasileiro no exterior já geraram mais de R$ 20 bilhões em negócios desde janeiro de 2023, segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). O balanço, anunciado nesta terça-feira (13.10), acompanha a marca de 700 aberturas de mercado. Para produtores e empresas, o avanço amplia as opções de compradores num momento em que tarifas e outras restrições encarecem as vendas internacionais.

O número exige uma distinção: são 700 autorizações para produtos em diferentes destinos, e não 700 países. Um mesmo país pode liberar a compra de carnes, frutas e sementes, por exemplo, e aparecer várias vezes na conta. Cada aprovação permite disputar um mercado, mas ainda é preciso encontrar comprador e acertar preço, frete e condições de entrega.

Os R$ 20 bilhões mostram que parte dessas oportunidades já virou negócio. O valor, porém, não permite calcular quanto as aberturas acrescentaram às exportações totais do Brasil. Uma venda a um novo destino pode representar produção adicional ou substituir um embarque antes enviado a outro comprador. O balanço também reúne negócios de quase quatro anos; não é o resultado apenas de 2026.

Entre as liberações recentes está a venda de pescado brasileiro aos Emirados Árabes Unidos, tanto de captura quanto de criação. Também foram autorizados o mamão fresco para o Kuwait e o milho em grãos para a Síria. São oportunidades para cadeias diferentes, cujo retorno dependerá do tamanho das encomendas e do custo de atender cada comprador.

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A busca por alternativas ganha peso porque um aumento de tarifa pode interromper pedidos mesmo quando há produto disponível. Entre os efeitos estão o adiamento de compras, a renegociação de contratos e a redução do ganho das empresas. Para quem produz, o risco é ter mercadoria pronta e encontrar condições de venda piores do que as previstas.

Ter mais compradores ajuda a reduzir esse risco e dá alternativas quando um destino restringe as compras. A concentração ainda é relevante: em 2025, a China respondeu por 32,7% das exportações do agronegócio brasileiro, quase um terço do total, segundo o Mapa.

Produtos do agro com muitos compradores internacionais tendem a encontrar alternativas com mais facilidade do que mercadorias feitas para clientes específicos. Ainda assim, trocar de destino não assegura a manutenção do preço. Um novo comprador pode pagar menos, exigir outro padrão de produto ou estar mais longe, aumentando a conta do transporte.

Embora a tarifa seja cobrada no país importador, o exportador brasileiro também pode pagar parte dessa conta. Se houver fornecedores concorrentes, o comprador pode exigir um desconto para manter o pedido. O negócio continua, mas sobra menos dinheiro para a cadeia que produziu e entregou a mercadoria.

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Por isso, o efeito sobre o campo precisa ser medido também pelo preço recebido e pelos custos, além do volume exportado. Vender mais toneladas não garante maior renda: frete caro, descontos e despesas de produção podem consumir o ganho. Os R$ 20 bilhões anunciados são negócios realizados, não lucro dos produtores.

Há despesas antes mesmo do primeiro embarque. Certificações, comprovação da origem, adaptação de embalagens e transporte precisam entrar na conta. No pescado e nas frutas, por exemplo, a conservação durante a viagem pesa na viabilidade da venda. A autorização sanitária elimina uma barreira, mas não resolve toda a operação.

Produtores, cooperativas e agroindústrias também precisam manter registros que comprovem de onde vem o produto e como foi produzido. Essas informações podem ser condição para entrar e continuar no mercado. Organizar a documentação antes de negociar ajuda a evitar que uma oportunidade seja perdida por falta de comprovação.

Para 2027, a ampliação dos destinos oferece alternativas diante de novas restrições comerciais. O resultado para o produtor dependerá de transformar essas permissões em pedidos regulares, com preços que cubram os custos. A próxima medida do avanço será quanto cada mercado compra — e quanto dessa venda chega à renda de quem produz.

Fonte: Pensar Agro

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