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Ridesa Brasil lança 18 novas variedades de cana-de-açúcar e reforça liderança em inovação do setor sucroenergético
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Lançamento histórico da Ridesa amplia portfólio de variedades
A Rede Interuniversitária para o Desenvolvimento do Setor Sucroenergético (Ridesa Brasil) anunciou, nesta terça-feira (22), em Ribeirão Preto (SP), o lançamento de 18 novas variedades de cana-de-açúcar liberadas comercialmente. Os materiais são resultado de pesquisas conduzidas por sete universidades federais, voltadas ao aumento da produtividade e à sustentabilidade do setor.
Segundo a instituição, esta é a maior liberação de variedades já realizada pela Rede, que atualmente reúne 10 universidades federais e cerca de 300 bases de pesquisa espalhadas pelo país.
Ridesa responde por mais da metade da cana cultivada no Brasil
Durante o evento, foram apresentados também dados inéditos do Censo Varietal Nacional, revelando que 56% da cana plantada e 54% da colhida na safra 2024/25 no país foram desenvolvidas pela Ridesa. Entre as 20 variedades mais utilizadas, as RB (Ridesa Brasil) figuram entre as três mais cultivadas da atual temporada — um reflexo da confiança dos produtores nos materiais desenvolvidos pela Rede.
Novas variedades prometem até 33,9% mais produtividade
As novas cultivares lançadas trazem avanços expressivos em produtividade, com ganhos de até 33,9% em relação a variedades anteriores. Além disso, apresentam maior resistência ao estresse hídrico e às principais doenças, bem como um Período Útil de Industrialização (PUI) mais longo, o que amplia a eficiência no processamento industrial da cana.
Essas características resultam de décadas de pesquisa genética, que combinam ciência e experiência de campo para atender às demandas do setor sucroenergético em um cenário de mudanças climáticas e busca por sustentabilidade.
Tradição e inovação a serviço do produtor
Com 35 anos de história e 55 anos de desenvolvimento das variedades RB, a Ridesa já disponibilizou 116 cultivares comerciais ao mercado brasileiro. O processo de criação e liberação de uma nova variedade leva entre 10 e 15 anos, envolvendo análises detalhadas de desempenho agronômico e industrial.
O presidente da Ridesa e reitor da Universidade Federal de Alagoas (UFAL), Josealdo Tonholo, destacou que o trabalho da Rede “mostra a qualidade da pesquisa e o impacto positivo da parceria entre universidades e o setor produtivo”. Ele ressaltou que a iniciativa reforça a competitividade do setor sucroenergético brasileiro, responsável por cerca de 11% do PIB nacional.
Parceria público-privada de referência mundial
O coordenador-geral da Ridesa, Herrmann Paulo Hoffmann, enfatizou que o programa é um modelo global de parceria público-privada, especialmente por envolver uma cultura de grande relevância econômica e ambiental. Segundo ele, a Ridesa segue comprometida em desenvolver variedades mais eficientes e resilientes, contribuindo para o fortalecimento da matriz energética renovável do Brasil.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Oferta recorde de soja no Brasil e nos EUA pressiona preços globais na safra 2026/27
A perspectiva de uma oferta global abundante de soja na safra 2026/27 mantém a pressão sobre os preços internacionais da commodity. A avaliação faz parte do relatório Agro Mensal, divulgado pela Consultoria Agro do Itaú BBA, que destaca a possibilidade de colheitas recordes no Brasil e nos Estados Unidos como principal fator de risco para as cotações nos próximos meses.
De acordo com as estimativas divulgadas pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) em junho, a produção brasileira deverá alcançar 186 milhões de toneladas na temporada 2026/27. Já a safra norte-americana está projetada em 121 milhões de toneladas, crescimento de 4% em relação ao ciclo anterior.
O cenário reforça a expectativa de ampla disponibilidade da oleaginosa no mercado global, o que tende a limitar movimentos de alta nos preços, especialmente na Bolsa de Chicago (CBOT).
Esmagamento recorde ajuda a sustentar demanda
Apesar do aumento expressivo da oferta, a demanda por processamento da soja segue aquecida. O USDA estima um esmagamento recorde nos Estados Unidos, alcançando 74,8 milhões de toneladas.
O avanço é impulsionado principalmente pela crescente demanda por óleo de soja destinado à produção de biocombustíveis, segmento que vem ganhando relevância na matriz energética global.
No cenário mundial, o esmagamento deve superar em aproximadamente 14 milhões de toneladas o volume registrado na safra 2025/26. Esse crescimento contribui para manter a valorização relativa dos derivados, especialmente farelo e óleo, em comparação ao grão.
China continua no centro das atenções do mercado
Segundo Francisco Queiroz, especialista da Consultoria Agro do Itaú BBA, a principal incógnita para o mercado permanece sendo a capacidade da China de absorver simultaneamente os grandes volumes ofertados por Brasil e Estados Unidos.
“O acordo firmado em maio amplia o potencial de demanda pela soja norte-americana, mas o impacto efetivo ainda depende da confirmação das compras chinesas e do comportamento do mercado nos próximos meses”, avalia o especialista.
Como maior importadora mundial da commodity, a China continua exercendo influência decisiva sobre o equilíbrio global entre oferta e demanda.
Risco baixista ainda predomina para os preços
Na avaliação do Itaú BBA, o viés para os preços segue predominantemente baixista para a temporada 2026/27. A combinação entre uma possível safra recorde no Brasil e uma produção elevada nos Estados Unidos pode ampliar os estoques globais e limitar a recuperação das cotações.
Para que ocorra uma valorização mais consistente na CBOT, seria necessário algum fator capaz de reduzir significativamente a oferta mundial.
Entre os principais elementos monitorados pelo mercado estão eventuais problemas climáticos durante o desenvolvimento das lavouras nos Estados Unidos ou na América do Sul.
El Niño pode alterar cenário da soja
Um dos fatores que merece atenção é a possibilidade de fortalecimento do fenômeno El Niño nos próximos meses. Caso o evento climático ganhe intensidade, poderão ocorrer impactos negativos sobre a produtividade das lavouras sul-americanas, especialmente em importantes regiões produtoras.
Segundo o relatório, esse risco ainda não está totalmente precificado pelo mercado e poderia alterar significativamente as projeções atuais de oferta global.
Além disso, novas compras de soja norte-americana por parte da China também poderiam oferecer suporte às cotações internacionais, reduzindo parte da pressão gerada pelo cenário de ampla produção.
Mercado seguirá atento ao clima e à demanda
Embora a expectativa de produção recorde mantenha o mercado sob pressão, o comportamento do clima e o ritmo das importações chinesas continuarão sendo os principais direcionadores dos preços da soja na safra 2026/27.
Diante desse cenário, produtores, exportadores e agentes do mercado permanecem atentos aos desdobramentos climáticos e comerciais que poderão redefinir o equilíbrio global da commodity nos próximos meses.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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