AGRONEGÓCIO
Minas Gerais Inaugura Primeira Usina de Biometano em Tupaciguara com Combustível Sustentável
AGRONEGÓCIO
A primeira usina de produção de biometano de Minas Gerais foi inaugurada nesta sexta-feira (17) em Tupaciguara, no Triângulo Mineiro. O gás, produzido a partir de resíduos da cana-de-açúcar, surge como uma alternativa mais sustentável aos combustíveis fósseis, com aplicações em veículos, indústrias e geração de eletricidade.
Usina ZEG Biogás transforma vinhaça em energia
A ZEG Biogás, instalada dentro da unidade da Bioenergética Aroeira, fará a transformação da vinhaça — subproduto da cana que antes era usado apenas na irrigação — em biogás. Com um investimento de R$ 78,6 milhões, a planta tem capacidade inicial de produzir 15 mil m³/dia de biometano, com previsão de expansão para 30 mil m³/dia.
O diretor-presidente da Bioenergética Aroeira, Gabriel Feres Junqueira, explicou o processo:
“A vinhaça, que antes ia direto para o campo, agora passa pelas lagoas de produção de biogás. Após a purificação, o gás se transforma em biometano, pronto para uso em caminhões e tratores. É um combustível limpo, produzido a partir de resíduos da cana, substituindo o diesel fóssil.”
Expansão da Biorrota BR-050 facilita transporte do biometano
Durante o evento, também foi lançada a Biorrota BR-050, um corredor de transporte que conectará produtores e consumidores de biometano entre São Paulo e Minas Gerais. O trajeto, que antes ia de São Bernardo do Campo a Ribeirão Preto, agora inclui Tupaciguara e Uberlândia, ampliando a logística e distribuição do combustível sustentável.
Frota de Uberlândia deve adotar biometano
A cerimônia contou ainda com a assinatura de um protocolo de intenções entre a Prefeitura de Uberlândia e a Bioenergética Aroeira para a instalação de um posto de abastecimento de biometano na cidade. O prefeito Paulo Sérgio (PP) anunciou que a proposta é utilizar o combustível sustentável em caminhões de coleta de lixo e ônibus do transporte coletivo.
“Vamos iniciar a utilização do biometano na frota da cidade. É energia limpa que ajuda a reduzir a poluição e os impactos ambientais,” afirmou o prefeito.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Entidade diz que o campo preserva, mas há excesso de regras travando os produtores
A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) decidiu reagir às críticas sobre o impacto ambiental do agronegócio e levou ao debate público um conjunto de dados para sustentar que a produção agrícola no Brasil ocorre com preservação relevante dentro das propriedades rurais.
A iniciativa ocorre em um momento de maior pressão sobre o setor, especialmente em mercados internacionais, e busca reposicionar a narrativa com base em números do próprio campo.
Entre os dados apresentados, levantamento da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) indica que 65,6% do território brasileiro permanece coberto por vegetação nativa, enquanto a agricultura ocupa cerca de 10,8% da área total. A entidade usa o dado para reforçar que a produção ocorre em uma parcela limitada do território.
No recorte estadual, a Aprosoja-MT destaca um levantamento próprio que identificou mais de 105 mil nascentes em 56 municípios de Mato Grosso, com 95% delas preservadas dentro das propriedades rurais . O dado é usado como exemplo prático de conservação dentro da atividade produtiva.
A entidade também aponta que o avanço tecnológico tem permitido aumento de produção sem expansão proporcional de área. O Brasil deve colher mais de 150 milhões de toneladas de soja na safra 2025/26, mantendo a liderança global, com Mato Grosso respondendo por cerca de 40 milhões de toneladas.
Segundo a Aprosoja-MT, práticas como plantio direto, rotação de culturas e uso de insumos biológicos têm contribuído para esse ganho de produtividade, reduzindo a pressão por abertura de novas áreas.
Isan Rezende, presidente do IA
A associação também cita investimentos em prevenção de incêndios dentro das propriedades e manejo de solo como parte da rotina produtiva, argumentando que a preservação é uma necessidade econômica, e não apenas uma exigência legal.
Na avaliação de Isan Rezende, presidente do Instituto do Agronegócio (IA) a preservação ambiental no campo deixou de ser uma pauta teórica e passou a ser parte direta da gestão da propriedade rural. Segundo ele, o produtor brasileiro já incorporou práticas que garantem produtividade com conservação, muitas vezes acima do que é exigido.
“Quem está na lida sabe que sem água, sem solo bem cuidado e sem equilíbrio ambiental não existe produção. O produtor preserva porque precisa produzir amanhã. Isso não é discurso, é sobrevivência da atividade”, afirma.
Rezende aponta, no entanto, que o ambiente institucional ainda cria distorções que dificultam o reconhecimento desse esforço. Para ele, há excesso de exigências, insegurança jurídica e regras que mudam com frequência, o que acaba penalizando quem já produz dentro da lei.
“O produtor cumpre, investe, preserva, mas continua sendo tratado como problema. Falta coerência. Quem está regular não pode continuar pagando a conta de um sistema que não diferencia quem faz certo de quem está fora da regra”, diz.
Na avaliação do dirigente, o debate sobre sustentabilidade no Brasil precisa avançar com base em dados e realidade de campo, e não em generalizações. Ele defende que o país já possui uma das legislações ambientais mais rígidas do mundo, mas enfrenta falhas na aplicação e na comunicação dessas informações.
“O Brasil tem uma das produções mais eficientes e sustentáveis do planeta. O que falta é organização e clareza nas regras, além de uma comunicação mais firme para mostrar o que já é feito dentro da porteira”, conclui.
Fonte: Pensar Agro
-
ACRE6 dias atrásGoverno presta assistência a famílias atingidas por forte chuva em Rio Branco
-
ACRE5 dias atrásCom ações coordenadas, órgãos ambientais se reúnem para definir metas e acelerar o desenvolvimento sustentável no Acre
-
POLÍTICA6 dias atrásMaria Antônia pede recuperação da BR-317, alerta para avanço da hanseníase e destaca revitalização do Parque da Maternidade
-
ACRE5 dias atrásGoverno do Estado garante apoio a famílias atingidas por enxurrada na Baixada da Sobral
-
ACRE6 dias atrásNovo chefe da Polícia Civil do Acre, Pedro Buzolin é entrevistado no GovCast
-
POLÍTICA6 dias atrásPedro Longo destaca aprovação unânime de Mario Sérgio ao TCE e elogia revisão de projeto do Acreprevidência
-
POLÍTICA5 dias atrásAleac realiza sessão solene em homenagem à Associação dos Distribuidores e Atacadistas do Acre
-
POLÍTICA NACIONAL7 dias atrásCPI do Crime Organizado termina sem relatório final aprovado

