AGRONEGÓCIO
Fenagro 2025: Feira do Agro na Bahia promete edição histórica com público e negócios recordes
AGRONEGÓCIO
A Fenagro 2025 chega com o tema “Campo e Cidade: juntos pelo futuro do agro”, prometendo superar os números da edição passada e reafirmando seu papel como o maior evento do agronegócio do Norte e Nordeste. A feira será realizada de 29 de novembro a 7 de dezembro, no Parque de Exposições Agropecuárias de Salvador, na Avenida Luís Viana Filho (Paralela), e deve atrair mais de 150 mil visitantes, movimentando a economia e o turismo da capital baiana.
Programação diversificada e foco em negócios
Após a retomada em 2024, a Fenagro volta ainda mais robusta e diversificada, oferecendo atividades para públicos de todas as idades. O evento reúne o melhor da produção agrícola e pecuária da Bahia e do Brasil, fomentando negócios, parcerias e desenvolvimento em toda a cadeia produtiva. Pequenos, médios e grandes produtores terão acesso a oportunidades de investimento, além de uma ampla agenda de leilões, exposições de animais, competições, gastronomia e turismo rural.
Reconhecimento e celebrações históricas
A Fenagro 2025 marcará o início do calendário de feiras agropecuárias de 2026 na Bahia e também celebrará os 130 anos da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura da Bahia (Seagri). O evento incluirá homenagens a servidores, parceiros e ex-secretários, reconhecendo a contribuição histórica da pasta para o crescimento e modernização do setor agropecuário.
Estrutura do evento e programação técnica
No Pavilhão do Governo, mais de 40 órgãos estaduais e federais estarão presentes oferecendo serviços, capacitação e atendimento ao público. A programação técnica inclui cursos, palestras e painéis voltados para agricultura, pecuária e pesca. A Fenagro é realizada pelo Grupo A Tarde, em parceria com o Governo do Estado da Bahia por meio da Seagri.
Movimentação econômica e alcance nacional
A expectativa é que o evento movimente mais de R$ 120 milhões em transações diretas, incluindo vendas de máquinas, animais, insumos e contratos de parceria. Mais de 3 mil animais estarão em exposição, incluindo bovinos, equinos, caprinos e ovinos. No setor de máquinas e equipamentos agrícolas, fabricantes e revendedores oferecerão condições especiais e acesso às tecnologias mais recentes.
Os leilões devem gerar mais de R$ 8 milhões em negócios, impulsionando o melhoramento genético e o fortalecimento das cadeias produtivas. Cerca de 600 expositores de 12 estados já confirmaram participação, reforçando o caráter nacional da feira.
Entretenimento, cultura e experiências educativas
A Fenagro 2025 combina negócios, lazer e cultura, oferecendo atividades educativas para todas as idades. O público poderá conhecer de perto os animais, entender a produção agrícola e participar de experiências que aproximam o meio urbano do rural. A feira também celebra a cultura e tradições do interior baiano, com música, culinária típica e produtos artesanais, enquanto apresenta tecnologias e soluções sustentáveis para o futuro do agronegócio.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos
Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.
Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.
No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.
Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.
O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.
A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.
No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.
Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.
Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.
Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.
A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.
O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.
Fonte: Pensar Agro
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