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CNA encerra Circuito Campo Futuro em Chapecó com balanço da pecuária de leite

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A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) concluiu, na última sexta-feira (19), o Circuito de Resultados do Projeto Campo Futuro 2025, com foco na pecuária de leite. O encontro ocorreu em Chapecó (SC) e contou com a parceria da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc).

Mais de 600 pessoas, entre produtores rurais, técnicos da Assistência Técnica e Gerencial (ATeG), lideranças do setor e sindicatos rurais, participaram do evento.

Lideranças destacam relevância da pecuária leiteira

O presidente da Faesc, José Zeferino Pedrozo, ressaltou a importância do painel para o setor. Segundo ele, sediar a apresentação é um reconhecimento ao peso da pecuária leiteira no Sul do país, onde os três estados são referência nacional em produção.

Para o presidente do Sindicato Rural de Chapecó, Luiz Carlos Travi, o projeto representa um diagnóstico essencial para a cadeia produtiva local. Já o presidente da Comissão Nacional de Pecuária de Leite da CNA, Ronei Volpi, reforçou que investir em informação e gestão é fundamental para fortalecer a atividade.

Campo Futuro: trajetória e impacto no setor

O assessor técnico da CNA, Guilherme Dias, destacou que o Campo Futuro, ativo desde 2007, já realizou 1.863 painéis em todos os estados brasileiros, abrangendo mais de 66 atividades agropecuárias. O projeto também acompanha mensalmente os preços de mais de 4 mil insumos, em parceria com instituições de pesquisa independentes.

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Custos de produção do leite em destaque

O pesquisador do Cepea/Esalq (USP), Giovanni Penazzi, apresentou os dados sobre os custos da atividade leiteira. O levantamento mostrou que alimentação animal representa entre 58% e 70% das despesas, enquanto a mão de obra pode chegar a 30% dos custos, dependendo do porte da propriedade.

Estratégias para aumentar a rentabilidade

Na segunda palestra, o diretor da Labor Rural, Christiano Nascif, defendeu maior eficiência na produção como caminho para ampliar a lucratividade. Segundo ele, o ganho de escala e o uso racional dos recursos são determinantes para transformar a atividade em resultados sustentáveis.

Cenário internacional do mercado de lácteos

O pesquisador da Embrapa, Glauco Carvalho, trouxe uma visão sobre o cenário global do setor. Ele apontou que o aumento da oferta de leite no Mercosul e no mundo tem pressionado os preços. Apesar de sinais de redução nas importações, os volumes permanecem elevados, enquanto a demanda cresce em ritmo mais lento, gerando desaceleração no mercado internacional.

Casos de sucesso mostram avanços no campo

O produtor Jailson Falkoski, de Dionísio Cerqueira (SC), relatou que, com apoio do Sistema Faesc/Senar e do ATeG, sua família conseguiu aumentar a produção em 82% em três anos. Já os produtores Marcos Berno e Débora Liesch, de Peritiba, também compartilharam os resultados positivos alcançados após adesão ao programa, com apoio do Sindicato Rural de Concórdia.

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Segurança no meio rural em pauta

Na abertura do evento, o comandante da Polícia Militar Ambiental de Santa Catarina, coronel Fabrício Berto da Silveira, apresentou os avanços do Programa Rede Rural de Segurança, agora presente em todo o estado. Ele destacou a importância da parceria entre forças policiais, produtores e entidades do setor para garantir segurança no campo, associando desenvolvimento econômico e responsabilidade ambiental.

Circuito de Resultados percorreu vários estados

Antes de Chapecó, o Circuito de Resultados passou por outras regiões do país: Rio Branco (AC), com a pecuária de corte; Jaguaré (ES), com café arábica, conilon e pimenta-do-reino; João Pessoa (PB), com cana-de-açúcar; e Sorriso (MT), com suinocultura.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Brasil soma 700 novos mercados e R$ 20 bilhões em negócios mesmo sob pressão de tarifas

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As novas autorizações para vender produtos do agro brasileiro no exterior já geraram mais de R$ 20 bilhões em negócios desde janeiro de 2023, segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). O balanço, anunciado nesta terça-feira (13.10), acompanha a marca de 700 aberturas de mercado. Para produtores e empresas, o avanço amplia as opções de compradores num momento em que tarifas e outras restrições encarecem as vendas internacionais.

O número exige uma distinção: são 700 autorizações para produtos em diferentes destinos, e não 700 países. Um mesmo país pode liberar a compra de carnes, frutas e sementes, por exemplo, e aparecer várias vezes na conta. Cada aprovação permite disputar um mercado, mas ainda é preciso encontrar comprador e acertar preço, frete e condições de entrega.

Os R$ 20 bilhões mostram que parte dessas oportunidades já virou negócio. O valor, porém, não permite calcular quanto as aberturas acrescentaram às exportações totais do Brasil. Uma venda a um novo destino pode representar produção adicional ou substituir um embarque antes enviado a outro comprador. O balanço também reúne negócios de quase quatro anos; não é o resultado apenas de 2026.

Entre as liberações recentes está a venda de pescado brasileiro aos Emirados Árabes Unidos, tanto de captura quanto de criação. Também foram autorizados o mamão fresco para o Kuwait e o milho em grãos para a Síria. São oportunidades para cadeias diferentes, cujo retorno dependerá do tamanho das encomendas e do custo de atender cada comprador.

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A busca por alternativas ganha peso porque um aumento de tarifa pode interromper pedidos mesmo quando há produto disponível. Entre os efeitos estão o adiamento de compras, a renegociação de contratos e a redução do ganho das empresas. Para quem produz, o risco é ter mercadoria pronta e encontrar condições de venda piores do que as previstas.

Ter mais compradores ajuda a reduzir esse risco e dá alternativas quando um destino restringe as compras. A concentração ainda é relevante: em 2025, a China respondeu por 32,7% das exportações do agronegócio brasileiro, quase um terço do total, segundo o Mapa.

Produtos do agro com muitos compradores internacionais tendem a encontrar alternativas com mais facilidade do que mercadorias feitas para clientes específicos. Ainda assim, trocar de destino não assegura a manutenção do preço. Um novo comprador pode pagar menos, exigir outro padrão de produto ou estar mais longe, aumentando a conta do transporte.

Embora a tarifa seja cobrada no país importador, o exportador brasileiro também pode pagar parte dessa conta. Se houver fornecedores concorrentes, o comprador pode exigir um desconto para manter o pedido. O negócio continua, mas sobra menos dinheiro para a cadeia que produziu e entregou a mercadoria.

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Por isso, o efeito sobre o campo precisa ser medido também pelo preço recebido e pelos custos, além do volume exportado. Vender mais toneladas não garante maior renda: frete caro, descontos e despesas de produção podem consumir o ganho. Os R$ 20 bilhões anunciados são negócios realizados, não lucro dos produtores.

Há despesas antes mesmo do primeiro embarque. Certificações, comprovação da origem, adaptação de embalagens e transporte precisam entrar na conta. No pescado e nas frutas, por exemplo, a conservação durante a viagem pesa na viabilidade da venda. A autorização sanitária elimina uma barreira, mas não resolve toda a operação.

Produtores, cooperativas e agroindústrias também precisam manter registros que comprovem de onde vem o produto e como foi produzido. Essas informações podem ser condição para entrar e continuar no mercado. Organizar a documentação antes de negociar ajuda a evitar que uma oportunidade seja perdida por falta de comprovação.

Para 2027, a ampliação dos destinos oferece alternativas diante de novas restrições comerciais. O resultado para o produtor dependerá de transformar essas permissões em pedidos regulares, com preços que cubram os custos. A próxima medida do avanço será quanto cada mercado compra — e quanto dessa venda chega à renda de quem produz.

Fonte: Pensar Agro

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