RIO BRANCO
Search
Close this search box.

AGRONEGÓCIO

Congresso Internacional da Indústria do Trigo reúne recorde de participantes e define novas diretrizes para o setor

Publicados

AGRONEGÓCIO

O 32º Congresso Internacional da Indústria do Trigo entrou para a história do setor ao reunir mais de 630 participantes e 37 patrocinadores, marcando a maior edição já realizada desde a criação do evento. Promovido pela Associação Brasileira da Indústria do Trigo (Abitrigo), o encontro aconteceu entre 20 e 22 de outubro de 2025, no Hotel Windsor Barra, no Rio de Janeiro, consolidando-se como o principal fórum de debates e negócios da cadeia tritícola no Brasil e no cenário internacional.

Participação global e debates estratégicos

O evento contou com representantes de 12 países, entre eles Brasil, Argentina, Estados Unidos, China, Alemanha e França, reforçando o caráter global e colaborativo do congresso.

Durante os três dias, especialistas, executivos e empresários debateram temas estratégicos para o futuro do setor, incluindo reforma tributária, abertura de novas fronteiras agrícolas, inovação tecnológica, competitividade e tendências de mercado, como o avanço do segmento de pães congelados.

Abitrigo destaca avanço técnico e integração internacional

O presidente do Conselho Deliberativo da Abitrigo, Daniel Kümmel, ressaltou que o congresso proporcionou debates fundamentais para orientar as decisões da indústria moageira nos próximos meses.

“O evento consolidou discussões que vão direcionar muitas estratégias do setor. As pautas sobre tributação, expansão agrícola e oportunidades tecnológicas mostram como o mercado caminha para uma fase mais moderna e integrada”, afirmou Kümmel.

Ele destacou ainda que o encontro cumpriu papel essencial na integração internacional:

“A presença de mais de 12 países gerou conexões e parcerias estratégicas que fortalecem toda a cadeia produtiva do trigo”, completou.

Foco em inovação e tecnologia marca edição histórica

Para o presidente-executivo da Abitrigo, Rubens Barbosa, o congresso superou expectativas tanto em conteúdo técnico quanto em abrangência internacional, reunindo representantes de quase 20 países.

“Foi uma edição histórica, tanto pela troca de conhecimento quanto pela qualidade das apresentações. A inovação, a tecnologia e o olhar voltado ao futuro foram os grandes destaques. A Abitrigo seguirá empenhada em manter o ritmo de modernização e competitividade do setor”, afirmou Barbosa.

Integração regional e perspectivas para o futuro

Além das palestras e painéis, o congresso também promoveu reuniões bilaterais e encontros com representantes de países vizinhos, reforçando a integração regional e ampliando o diálogo entre os principais elos da cadeia tritícola.

Leia Também:  USDA e Conab projetam ampla oferta global de soja em 2025/26 com safra recorde no Brasil

Segundo Kümmel, o evento proporcionou um ambiente favorável para networking, troca de conhecimento e fortalecimento de parcerias comerciais.

“Esta edição do Congresso do Trigo reforçou o papel estratégico do evento para o desenvolvimento do setor, projetando o mercado tritícola para um futuro promissor e mais conectado globalmente”, concluiu.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

AGRONEGÓCIO

Exportações do agronegócio brasileiro somam US$ 16 bilhões em maio e atingem segundo maior valor da história para o mês

Publicados

em

Por

As exportações do agronegócio brasileiro alcançaram US$ 16 bilhões em maio de 2026, registrando crescimento de 8,2% em relação ao mesmo período do ano passado e consolidando o segundo maior resultado da série histórica para o mês. O desempenho foi impulsionado principalmente pelos embarques de soja e proteínas animais, que compensaram a queda observada nos setores sucroenergético e de etanol.

Os dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) e analisados pela Consultoria Agro do Itaú BBA mostram que o agronegócio segue como um dos principais motores da balança comercial brasileira, sustentado por volumes robustos de exportação e preços favoráveis em importantes cadeias produtivas.

Soja lidera pauta exportadora e mantém forte geração de receitas

O complexo soja permaneceu como principal destaque das exportações brasileiras em maio.

Os embarques de soja em grão totalizaram 14,8 milhões de toneladas, avanço de 5% em comparação com maio de 2025. Apesar da redução de 12% frente a abril, movimento considerado natural após o pico da colheita, a receita alcançou US$ 6,3 bilhões, sustentada pela valorização dos preços internacionais.

O farelo de soja também apresentou desempenho positivo, com exportações de 2,5 milhões de toneladas, crescimento de 12% na comparação anual.

Já o óleo de soja registrou uma das maiores altas entre os principais produtos do agronegócio, com embarques de 202 mil toneladas, aumento de 34% em relação ao mesmo mês do ano passado. Além do avanço no volume, os preços médios seguiram em trajetória de valorização.

Carnes ampliam participação no mercado internacional

O segmento de proteínas animais manteve ritmo acelerado nas exportações brasileiras.

A carne bovina in natura alcançou 262 mil toneladas exportadas em maio, crescimento de 20% frente ao mesmo período de 2025. A receita somou US$ 1,7 bilhão, impulsionada pelo aumento dos preços internacionais, que atingiram média superior a US$ 6,5 mil por tonelada.

Leia Também:  Colheita de café na área da Cooxupé alcança 86,1% até meados de agosto

A carne de frango apresentou um dos melhores desempenhos do mês, com embarques de 442 mil toneladas, alta de 32% na comparação anual.

Já a carne suína exportou 111 mil toneladas, registrando crescimento de aproximadamente 5% sobre maio do ano passado, mantendo a trajetória positiva observada ao longo de 2026.

Açúcar e etanol enfrentam cenário mais desafiador

Enquanto soja e proteínas avançaram, o complexo sucroenergético registrou resultados mais modestos.

As exportações de açúcar VHP somaram 1,8 milhão de toneladas, queda de 10% na comparação anual. Além da redução no volume, os preços internacionais recuaram mais de 20% em relação ao mesmo período de 2025, pressionando as receitas do setor.

O açúcar refinado também apresentou retração, com embarques de 159 mil toneladas, volume 27% inferior ao registrado um ano antes.

No caso do etanol, a queda foi ainda mais expressiva. As exportações despencaram para apenas 17 mil metros cúbicos, retração de 79% na comparação anual. A perda de competitividade do produto brasileiro no mercado internacional continua sendo o principal fator limitante para os embarques.

Milho, algodão e suco de laranja registram avanços

Entre os demais produtos agrícolas, o milho apresentou a maior variação positiva do mês em relação ao ano anterior.

Os embarques alcançaram 249 mil toneladas, crescimento superior a 570%, embora o volume ainda seja considerado modesto devido ao estágio inicial da colheita da segunda safra.

O algodão também registrou forte desempenho, com aumento de 52% nos volumes exportados.

O suco de laranja manteve trajetória positiva, com crescimento de 17% nos embarques, reforçando a posição do Brasil como principal fornecedor global do produto.

Leia Também:  Diesel S10 recua após pico da guerra, mas custo ainda é 21,8% maior e pressiona frete no Brasil
Tarifas dos Estados Unidos voltam ao radar do agronegócio

Além dos resultados comerciais, o setor acompanha com atenção os desdobramentos das investigações comerciais conduzidas pelos Estados Unidos contra o Brasil.

No início de junho, o Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) propôs uma tarifa adicional de 25% sobre determinados produtos brasileiros. Entre os temas citados estão comércio digital, propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol e questões ambientais.

Apesar da medida, boa parte dos principais produtos do agronegócio brasileiro ficou fora da lista de sobretaxação, incluindo carnes, café, frutas, cereais, sementes, fertilizantes e suco de laranja.

Posteriormente, uma nova proposta de tarifa adicional de 12,5% foi apresentada em investigação relacionada a alegações de trabalho forçado em determinadas cadeias produtivas.

As audiências públicas sobre as medidas estão previstas para julho, e o mercado segue atento aos possíveis impactos para o comércio bilateral.

Exportações acumuladas mantêm crescimento em 2026

No acumulado de janeiro a maio de 2026, o agronegócio brasileiro segue apresentando resultados consistentes.

Os destaques são o crescimento das exportações de soja, carnes bovina, suína e de frango, além do avanço das vendas externas de óleo de soja, algodão e milho.

Por outro lado, setores como açúcar refinado, etanol, café verde, trigo e celulose registram desempenho inferior ao observado no mesmo período do ano passado.

Mesmo diante das incertezas comerciais internacionais e da volatilidade dos mercados globais, o agronegócio brasileiro mantém forte competitividade e continua ampliando sua relevância no comércio mundial de alimentos, fibras e energia renovável.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

RIO BRANCO

ACRE

POLÍCIA

FAMOSOS

MAIS LIDAS DA SEMANA