AGRONEGÓCIO
Após 12 semanas de queda, governo anuncia leilões para conter baixa nos preços do arroz no Rio Grande do Sul
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O mercado do arroz em casca no Rio Grande do Sul segue em trajetória de desvalorização, acumulando 12 semanas consecutivas de queda. De acordo com dados do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), o preço médio do grão já está mais de 10% abaixo do mínimo estipulado pelo governo federal, o que levou à adoção de medidas emergenciais para apoiar os produtores.
Entre 20 e 24 de outubro, o Indicador CEPEA/IRGA-RS, que considera arroz com 58% de grãos inteiros e pagamento à vista, operou abaixo de R$ 57,00 por saca de 50 kg. O valor está distante do preço mínimo oficial de R$ 63,64 por saca, estabelecido para o arroz Tipo 1 (50/10), sinalizando um cenário de forte pressão sobre o mercado e de crescente preocupação entre os rizicultores gaúchos.
Conab anuncia leilões para sustentar o setor arrozeiro
Diante da desvalorização persistente, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) confirmou a realização de leilões de apoio à comercialização do cereal. As ações integram os programas Aquisição do Governo Federal (AGF), Prêmio de Escoamento da Produção (PEP) e Prêmio de Escoamento ao Produtor (Pepro) — mecanismos voltados à sustentação de preços e escoamento da produção em momentos de desequilíbrio no mercado.
A medida tem como objetivo reduzir os impactos da queda nas cotações e garantir que os produtores possam manter sua renda e cumprir compromissos financeiros durante a atual fase de retração.
Expectativas de valorização reduzem oferta imediata
A sinalização das medidas por parte do governo teve efeito imediato sobre o mercado. Com a expectativa de valorização, muitos produtores decidiram reter o produto e adiar novas vendas, aguardando uma possível recuperação dos preços nas próximas semanas.
Por outro lado, compradores e indústrias demonstram menor apetite por novas aquisições, alegando possuir estoques confortáveis e monitorando o comportamento do arroz beneficiado, que também apresentou recuo nas cotações recentes.
Setor aposta em equilíbrio com a intervenção governamental
O momento é considerado de transição e ajustes para o mercado gaúcho de arroz. Produtores e analistas avaliam que a atuação da Conab e os mecanismos de apoio implementados podem contribuir para estabilizar os preços e restabelecer a confiança na comercialização do produto.
As medidas são vistas como essenciais para evitar maiores perdas ao setor, que enfrenta uma das maiores sequências de quedas de preço do ano e tenta recuperar o equilíbrio entre oferta e demanda.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Mercado do boi gordo ganha ritmo em maio com expectativa de consumo na Copa do Mundo e exportações aquecidas
O mercado físico do boi gordo apresentou maior movimentação ao longo de maio, impulsionado pela expectativa de aumento no consumo de carne bovina durante a Copa do Mundo e pelo desempenho consistente das exportações brasileiras. A combinação entre demanda doméstica mais ativa e embarques robustos ao mercado internacional sustentou o interesse dos frigoríficos nas negociações.
De acordo com o analista da Safras & Mercado, Fernando Iglesias, os frigoríficos apostaram em uma melhora gradual do consumo interno nas primeiras semanas de junho, período tradicionalmente associado ao aumento da demanda por proteínas. Além disso, os Estados Unidos, sede do evento esportivo, ampliaram significativamente as compras de carne bovina brasileira durante o mês.
Apesar do maior volume de negócios, os preços da arroba permaneceram pressionados na maior parte das regiões pecuárias do país, refletindo a melhora da oferta de animais terminados. A exceção ocorreu em estados da Região Norte, como Pará e Rondônia, onde pecuaristas reduziram o ritmo de vendas diante das boas condições das pastagens, sustentando valorização da arroba.
Mercado acompanha exportações para a China e debate sobre cotas
Outro fator acompanhado de perto pelo setor foi o comportamento das exportações destinadas à China. O mercado monitora a possibilidade de esgotamento das cotas de exportação brasileiras entre junho e julho, cenário que pode impactar o fluxo comercial nos próximos meses.
Até o momento, no entanto, não houve avanços concretos nas negociações envolvendo o pedido brasileiro de ampliação das cotas durante a missão comercial realizada recentemente no país asiático.
Arroba do boi gordo registra oscilações nas principais praças pecuárias
Os preços da arroba do boi gordo na modalidade a prazo apresentaram comportamento misto em maio, com predominância de estabilidade e recuos moderados em importantes regiões produtoras.
Confira as cotações registradas em 28 de maio:
- São Paulo (Capital): R$ 355,00/@, estável em relação ao fim de abril;
- Goiânia (GO): R$ 330,00/@, queda de 2,94%;
- Uberaba (MG): R$ 325,00/@, recuo de 4,41%;
- Dourados (MS): R$ 350,00/@, sem alterações;
- Cuiabá (MT): R$ 355,00/@, baixa de 1,39%;
- Vilhena (RO): R$ 335,00/@, avanço de 1,52%.
Segundo analistas do setor, o comportamento dos preços segue diretamente ligado ao aumento da oferta de animais prontos para abate e à postura cautelosa dos frigoríficos diante do consumo doméstico ainda irregular.
Carne bovina perde competitividade no atacado
No mercado atacadista, os preços da carne bovina registraram queda ao longo de maio, pressionados pela concorrência mais agressiva de proteínas substitutas, especialmente carne de frango e carne suína.
O quarto dianteiro bovino encerrou o período cotado a R$ 21,50 por quilo, representando retração de 8,51% frente aos R$ 23,50 registrados no fim de abril.
Já os cortes do traseiro bovino foram negociados a R$ 27,00 por quilo, com baixa de 5,26% na comparação mensal.
A expectativa do setor é de recuperação gradual das cotações no início de junho, impulsionada pelo aumento sazonal do consumo durante a realização da Copa do Mundo.
Exportações de carne bovina disparam em maio
As exportações brasileiras de carne bovina fresca, congelada e refrigerada mantiveram forte desempenho em maio. Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o país embarcou 203,48 mil toneladas nos primeiros 15 dias úteis do mês, com média diária de 13,56 mil toneladas.
A receita obtida com os embarques alcançou US$ 1,321 bilhão, com média diária de US$ 88,07 milhões. O preço médio da tonelada exportada ficou em US$ 6.492,40.
Na comparação com maio de 2025, os números mostram forte crescimento:
- Alta de 63,1% na receita média diária;
- Avanço de 30,7% no volume médio diário exportado;
- Valorização de 24,8% no preço médio da tonelada.
O cenário reforça o protagonismo da carne bovina brasileira no mercado internacional e mantém o setor atento às oportunidades de ampliação das vendas externas ao longo de 2026.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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