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Clima favorável impulsiona desenvolvimento das videiras no Rio Grande do Sul, aponta Emater/RS-Ascar

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O desenvolvimento das videiras no Rio Grande do Sul segue em diferentes estágios, influenciado pelas condições climáticas e pelo ciclo de cada cultivar, segundo o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar. O boletim aponta que o clima tem contribuído para a saúde e produtividade das plantas em diversas regiões do estado.

Caxias do Sul e Costa do Rio das Antas: floração e maturação avançam

Em Caxias do Sul, videiras de ciclo tardio estão em floração, enquanto as de ciclo precoce já atingiram o estágio de grão “ervilha”. Na Costa do Rio das Antas, as uvas destinadas ao consumo in natura começaram a maturação, apresentando boas condições de sanidade e potencial produtivo elevado.

Santana do Livramento: atenção ao risco de deriva de herbicidas

Na região de Bagé, as videiras encontram-se entre a floração e o início da formação das bagas. A sequência de dias ensolarados e chuvas regulares favoreceu a umidade do solo e a saúde das plantas. Entretanto, produtores demonstraram preocupação com a deriva de herbicidas hormonais, especialmente devido às pulverizações nas lavouras de soja e condições meteorológicas adversas, como ventos fortes e baixa umidade.

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Frederico Westphalen: diferentes estágios de desenvolvimento entre cultivares

Na região administrativa de Frederico Westphalen, as videiras apresentam variados estágios de crescimento. A variedade Vênus está entre o grão “ervilha” e o início da compactação do cacho, enquanto a Bordô vai do florescimento parcial ao pleno. As cultivares Niágara Rosada e Branca estão entre 80% de flores abertas e grão “ervilha”, e Lorena e Carmem passam por floração e frutificação. O número de horas de frio superou o mínimo necessário, favorecendo a brotação uniforme e o potencial produtivo. Técnicos da Emater também destacam o tutoramento e a amarração dos ramos para condução adequada das plantas.

Ijuí, Pelotas e Santa Rosa: atenção à sanidade dos parreirais

Em Ijuí, os cachos apresentam bom tamanho e número de bagas, mas houve aumento na incidência de antracnose, relacionada a períodos de temperaturas mais baixas. Em Pelotas, o desenvolvimento dos frutos e o estado sanitário das videiras são satisfatórios, com produtores realizando tratamentos preventivos. Na região de Santa Rosa, os cachos atingiram o tamanho de “chumbinho” e também foram registradas ocorrências de antracnose.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Corrida global por terras raras leva Senado a discutir estratégia para minerais críticos

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O avanço da disputa internacional por minerais críticos e terras raras mobilizou a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), que participou nesta semana de um debate no Senado sobre os caminhos para ampliar a presença do Brasil nas etapas de maior valor agregado da cadeia mineral.

A discussão ocorre em um cenário de crescente competição global por recursos considerados estratégicos para a produção de baterias, veículos elétricos, equipamentos eletrônicos, inteligência artificial, sistemas de defesa e geração de energia renovável. Nos últimos anos, Estados Unidos, China e União Europeia intensificaram políticas voltadas à segurança das cadeias de suprimentos e à redução da dependência externa desses insumos.

O Brasil aparece nesse cenário como um dos países com maior potencial geológico do mundo. Além de reservas de nióbio, grafita e lítio, o país possui importantes ocorrências de terras raras, grupo de minerais utilizados em equipamentos de alta tecnologia e considerados estratégicos pelas principais economias globais.

Durante audiência pública realizada pela Comissão de Relações Exteriores do Senado, integrantes da FPA defenderam a construção de uma política nacional voltada não apenas à extração mineral, mas também ao processamento industrial e à agregação de valor dentro do país. A avaliação apresentada durante o debate é que o Brasil corre o risco de repetir o modelo histórico de exportação de matéria-prima caso não avance em tecnologia, industrialização e segurança jurídica.

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INTERESSE MUNDIAL – Para o presidente do Instituto do Agronegócio, engenheiro agrônomo Isan Rezende, os minerais críticos e as terras raras deixaram de ser apenas uma questão mineral para se tornarem um tema de soberania econômica.

“O mundo vive uma corrida por recursos essenciais para a produção de baterias, semicondutores, inteligência artificial, sistemas de defesa e transição energética. O Brasil possui algumas das maiores reservas do planeta e precisa decidir se continuará exportando matéria-prima ou se avançará para ocupar posições mais estratégicas nessa cadeia.”

“O que preocupa é que as principais economias do mundo estão adotando políticas cada vez mais agressivas para garantir acesso a esses minerais. Os Estados Unidos ampliam sua pressão por acordos de fornecimento, a China mantém forte controle sobre etapas de processamento e diversos países passaram a restringir exportações para proteger suas próprias indústrias. O Brasil não pode assistir a esse movimento apenas como fornecedor de recursos naturais. É necessário construir uma política nacional que estimule pesquisa, industrialização, inovação e geração de valor dentro do país.”

“A discussão conduzida pela Frente Parlamentar da Agropecuária vai além da mineração. Estamos falando de desenvolvimento regional, atração de investimentos, geração de empregos qualificados e fortalecimento da competitividade brasileira. O país reúne reservas minerais, conhecimento técnico e capacidade produtiva para se tornar um protagonista global nesse mercado. Mas isso exige segurança jurídica, previsibilidade regulatória e uma estratégia de longo prazo que transforme riqueza geológica em riqueza econômica para os brasileiros.”

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Os Estados Unidos ampliaram programas de incentivo à produção doméstica e à diversificação de fornecedores, enquanto a China mantém posição dominante em etapas estratégicas do processamento de terras raras. Outros países produtores também passaram a restringir exportações de matérias-primas para estimular investimentos industriais locais.

No Senado, a discussão abordou ainda o Projeto de Lei 4.443/2025, que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos. A proposta busca estabelecer diretrizes para pesquisa, exploração, industrialização e atração de investimentos para o setor.

Entre os pontos destacados pelos participantes estão a necessidade de ampliar o conhecimento geológico do território brasileiro, fortalecer a pesquisa científica, estimular o desenvolvimento tecnológico e criar um ambiente regulatório capaz de atrair investimentos de longo prazo.

Para a FPA, o debate ultrapassa a questão mineral e passa a integrar uma agenda estratégica relacionada à competitividade da economia brasileira, à segurança das cadeias produtivas e ao posicionamento do país em um mercado que deve ganhar relevância crescente nas próximas décadas.

Fonte: Pensar Agro

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