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Em Porto Acre, Deracre inicia fase de lançamentos de vigas na ponte do Ramal dos Paulistas
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O governo do Acre, por meio do Departamento de Estradas de Rodagem, Infraestrutura Hidroviária e Aeroportuária (Deracre), iniciou nesta terça-feira, 4, o lançamento das vigas metálicas da ponte sobre o Rio Andirá, no Ramal dos Paulistas, localizado na Vila do V, em Porto Acre. A obra, que já alcançou cerca de 50% de execução, representa um importante avanço na infraestrutura rural da região. Com 68 metros de extensão e 5,20 metros de largura, a nova ponte de concreto armado e aço vai substituir a antiga estrutura de madeira, garantindo mais segurança e durabilidade à travessia entre o km 10 da Vila do V e a comunidade Quatro Bocas, no Projeto de Assentamento Tocantins.

A presidente do Deracre, Sula Ximenes, acompanhou o andamento dos trabalhos e destacou a relevância do serviço para o fortalecimento da malha viária rural.
“O lançamento das vigas marca uma nova fase da construção da ponte e reforça o compromisso do governo em garantir obras com qualidade e responsabilidade. Essa estrutura vai melhorar o tráfego, facilitar o escoamento da produção e transformar a rotina das famílias que vivem e produzem nessa região”, afirmou Sula Ximenes.

Antes do início do lançamento das vigas metálicas, as equipes concluíram a cravação de 37 estacas de fundação e a execução de cinco blocos de sustentação. Os serviços também contemplaram a fabricação e preparação das pré-lajes, que estão sendo posicionadas conforme o avanço da obra. Paralelamente à construção da ponte, o Deracre mantém as frentes de trabalho no Ramal dos Paulistas, com serviços de terraplenagem, drenagem e melhoramento da via, garantindo condições adequadas de trafegabilidade durante o período de obras.
A nova ponte faz parte do conjunto de investimentos do governo do Acre voltados ao fortalecimento da infraestrutura rural, promovendo mais segurança, mobilidade e desenvolvimento econômico para as comunidades do interior.
Fonte: Governo AC
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Educação indígena e rural do Acre se fortalecem nos últimos oito anos
Quando se fala em fazer educação no Acre já se pensa nos desafios, sobretudo na logística, seja para transportar materiais de manutenção e revitalização para as escolas, seja levar merenda aos locais mais remotos ou mesmo levar um ensino de qualidade a todos os estudantes.
Mas todos esses desafios têm sido vencidos ano após ano pelo governo do Estado. Desde 2018 até agora, em 2026, os índices mostram uma evolução, não apenas no ensino, mas também nos benefícios e serviços que são ofertados à comunidade escolar.
Acre enfrenta o desafio e a logística de fazer educação na Amazônia.Foto: Mardilson Gomes/Arquivo SEE
“Temos desenvolvido ao longo dessa gestão, por determinação da governadora Mailza Assis, diretrizes para que a educação indígena e a do campo tenha a mesma qualidade da urbana. Fazer educação na Amazônia é difícil, mas temos superado os desafios levando educação e esperança em todo o nosso estado”, disse o titular da SEE, Reginaldo Prates.
Para se ter uma ideia do quanto houve de evolução no ensino nas escolas rurais, em 2018 apenas 6% delas possui algum tipo de internet para interligar estudantes e professores ao mundo virtual. Agora, nada menos do que 33% dessas escolas possuem algum tipo de conectividade.
O governo do Estado trabalha para levar conexão a um maior número de escolas rurais e indígenas, e serviços estão avançando. Em 2018, outro dado importante, apenas 25% das escolas rurais possuíam banheiro. Agora, este percentual já chegou a 70%.
Entre os diversos serviços de manutenção está a cobertura das escolas.Foto: Mardilson Gomes/Arquivo SEE
Outro dado que chama a atenção quando o assunto é levar uma educação de qualidade às comunidades rurais é que em 2018 apenas 37% das escolas possuíam água potável. Mas essa realidade vem mudando na medida em que a Secretaria de Estado de Educação e Cultura (SEE) implementa poços nas comunidades escolares. Esse percentual agora chega a 61% das escolas.
Mais de 53 milhões investidos
Para se ter uma ideia dos esforços que são realizados pelo governo do Estado na educação rural e também na educação indígena, desde 2022 até agora, já foram investidos mais de R$ 53,5 milhões em manutenção predial e revitalização de escolas nos mais diversos municípios.
Escolas indígenas têm recebido investimentos importantes do governo do Acre.Foto: Mardilson Gomes/Arquivo SEE
No total, esses investimentos chegaram, no total das intervenções, em 144 escolas indígenas e em outras 263 escolas rurais, chegando a beneficiar, no total, 35.748 estudantes, dos quais 6.021 são de escolas indígenas e outros 29.727 de escolas da zona rural do Estado.
Nos serviços de manutenção que são realizados nas escolas estão a pintura predial, a substituição de barrotes, a troca de telhas, o cercamento da escola e a instalação do pórtico, intervenções nas salas de aula, nas cozinhas e nos refeitórios, nos banheiros, além de instalação de caixas d’água e construção de poços.
Destaque na região Norte
E por tudo o que o governo do Estado, por meio da SEE, tem feito nas escolas rurais e indígenas, o Acre tem se destacado na região Norte. Para se ter uma ideia, a educação indígena aparece com muita força quando se comparam os dados.
No Acre, no ano de 2026, as matrículas nas escolas indígenas atingem um total de 12.505 estudantes. O número representa 5,2% do total de matrículas no Estado na educação básica. A média nacional dessa modalidade fica em 0,8% e na Região Norte, como um todo, essa média não ultrapassa os 4,1% de matrículas na educação indígena em relação à educação básica.
Algumas escolas foram completamente reconstruídas, como a São Pedro.Foto: Mardilson Gomes/Arquivo SEE
No Acre, entre os municípios que ofertam educação indígena estão Marechal Thaumaturgo, Porto Walter, Mâncio Lima, Rodrigues Alves e Cruzeiro do Sul, na região do Vale do Juruá, além de Sena Madureira, Assis Brasil, Feijó, Jordão, Santa Rosa do Purus e Tarauacá.
Mas é na educação rural onde o Acre se destaca. Agora em 2026 foram registradas 80.830 matrículas nessa modalidade de ensino, o que representa um total de 33,3% das matrículas da educação básica. Na comparação, a média nacional das matrículas rurais com a educação básica ficou em 16,6% e na Região Norte essa média ficou em 28,9%.
Escolas completamente revitalizadas para a comunidade escolar.Foto: Mardilson Gomes/Arquivo SEE
“No Acre, é preciso destacar que a logística para se fazer educação básica é desafiadora. Portanto, devemos levar em conta os diversos fatores, como a utilização de barcos e aviões para levar um ensino de qualidade aos estudantes e comemorar esses percentuais que nos colocam em evidência no cenário regional”, ressaltou o secretário Reginaldo Prates (SEE).
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